Julho 13, 2009

Cañas regrava Gil e assina onze faixas de 'Hein?'

Nas lojas a partir de 20 de julho de 2009, pela Sony Music, o segundo álbum de Ana Cañas, Hein?, traz 12 faixas. Onze são assinadas por Canãs, sendo duas sozinha e as demais nove em parceria com Liminha (produtor do disco), Arnaldo Antunes, Dadi, Fabá Jimenez e/ou Flávio Rossi. A exceção é Chuck Berry Fields Forever, regravação do repertório de Gilberto Gil. A foto acima à esquerda, de Christian Gaul, foi a escolhida para a capa do disco, sucessor do irregular Amor e Caos (2007). Eis as músicas de Hein? e seus respectivos autores:

1. Na Multidão (Ana Cañas, Liminha e Arnaldo Antunes)
2. Coçando (Ana Cañas, Dadi, Liminha e Arnaldo Antunes)
3. Na Medida do Impossível (Ana Cañas)
4. Esconderijo (Ana Cañas)
5. Sempre com Você (Ana Cañas e Dadi)
6. Chuck Berry Fields Forever (Gilberto Gil)
7. Gira (Ana Cañas, Liminha e Flávio Rossi)
8. Problema Tudo Bem (Ana Cañas e Liminha)

9. Aquário ((Ana Cañas, Liminha e Arnaldo Antunes)
10. A Menina e o Cachorro (Cañas, Liminha e Arnaldo Antunes)
11. Não Quero Mais (Ana Cañas, Liminha e Arnaldo Antunes)
12. O Amor É Mesmo Estranho (Cañas, Fabá Jimenez e Liminha)

Julho 12, 2009

Almas lavadas por velhas e boas emoções reais


Resenha de Show
ItaúBrasil - Roberto Carlos no Maracanã
Título: RC 50 - Roberto Carlos 50 Anos
Artista: Roberto Carlos (em fotos de Rodrigo Amaral)
Local: Maracanã (RJ)
Data: 11 de julho de 2009
Cotação: * * * *
"Que prazer rever vocês!!". Já ao entrar no palco e saudar de forma convencional as estimadas 68 mil pessoas que se agitavam nas cadeiras e nas arquibancas do Maracanã na expectativa de ver sua primeira apresentação no maior estádio carioca, Roberto Carlos sinalizou que as emoções da noite seriam as mesmas dos últimos anos. De fato, do início (com a tradicional Emoções) ao fim (com a sagrada Jesus Cristo) do show apresentado na noite de sábado, 11 de julho de 2009, o Rei reafirmou cânones de sua obra e afagou o ego dos súditos com declarações de amor que reforçaram os elos do cantor com um público que não espera e nem cobra inovações dele. Público que saiu do Maracanã de alma lavada, tanto pela chuva (que se intensificou em Caminhoneiro a ponto de o cantor interromper a apresentação por mais de dez minutos, indeciso se deveria dar continuidade ao show) como pelas velhas e boas emoções reais. Recicladas em cerca de 30 músicas tocadas ao longo de duas horas e meia. Quando o grupo RC-9 tocou os últimos acordes de Jesus Cristo, aos nove minutos deste domingo, 12 de julho, ninguém duvidava de que Roberto Carlos continua entronizado no trono popular já ocupado pelo cantor desde 1965.
O som não esteve à altura do evento. Insistente, a chuva também atrapalhou. Contudo, o show cumpriu a alta expectativa. Com arranjos orquestrais regidos pelo maestro Eduardo Lajes (uma seção de cordas foi adicionada à habitual banda e se fez ouvir em números como Nossa Senhora), Roberto apresentou um mix das emoções que pautaram sua música ao longo dos 50 anos. Passaram pelo roteiro as arrogâncias juvenis dos anos 60 (Eu Sou Terrível, em emblemático reencontro com Erasmo Carlos e Wanderléa), as paixões embebidas em sensualidade dos anos 70 (merecedoras de bloco que destaca Cavalgada num exuberante arranjo que culmina em passagem instrumental de ambiência progressiva), as dores de amores dos anos 80 (Do Fundo do meu Coração, uma de suas últimas canções românticas que fazem jus ao nome do cantor) e as fixações dos anos 90 (Mulher Pequena, número dispensável num espetáculo de tamanha grandeza). Tudo pontuado pela inabalável fé religiosa, que já se insinua atemporal.
O Rei sabe como seduzir os súditos. Mais uma vez, Roberto fez seu público se sentir importante. "Quero ouvir", sentenciou repetidas vezes, reivindicando o coro popular em músicas como Além do Horizonte. As pausas e suspiros de Outra Vez também não são novidades. Assim como o jogo de sedução armado ao violão arranhado em Detalhes. Nada é novo. Mas, ao mesmo tempo, tudo parece novo no jogo de cena. Mérito de um cantor de carisma imensurável. Mérito de um compositor de canções que sempre usaram formas simples para falar de amor. Velhos tempos. Belos dias de Roberto. Como o sábado chuvoso de 11 de julho de 2009...

Nostalgia, fé, amor e sexo no roteiro de Roberto

ItáuBrasil - Roberto Carlos no Maracanã
Segundo dos cinco eventos especiais do ciclo promovido pelo ItaúBrasil para festejar os 50 anos de carreira de Roberto Carlos, o show apresentado pelo cantor no estádio carioca do Maracanã na noite de sábado, 11 de julho de 2009, teve roteiro similar (mas não igual) ao espetáculo que abriu a turnê nacional em Cachoeiro do Itapemirim (ES), cidade natal do Rei, em 19 de abril de 2009, dia em que o artista festejou 68 anos de idade. Azeitado mix de fé, nostalgia, amizade, amor e sensualidade pontuou o repertório. Eis o roteiro do primeiro (histórico) show feito pelo Rei no Maracanã:
* Overture (instrumental)
* Emoções
* Eu te Amo, te Amo, te Amo
* Além do Horizonte
* Amor Perfeito
* Detalhes
* Outra Vez
* Aquela Casa Simples
* Meu Querido, meu Velho, meu Amigo
* Lady Laura
* Nossa Senhora
* Caminhoneiro
* Mulher Pequena
* Do Fundo do meu Coração
* Proposta
* Seu Corpo
* Os seus Botões
* Cavalgada
* Café da Manhã
* O Calhambeque
* Amigo - com Erasmo Carlos
* Sentado à Beira do Caminho
* Ternura - com Wanderléa
* Eu Sou Terrível - com Erasmo Carlos e Wanderléa
* É Proibido Fumar
* Quando
* Jovens Tardes de Domingo
* É Preciso Saber Viver
* Como É Grande o meu Amor por Você
* Jesus Cristo

Duo terno com Wandeca no show dos 50 do Rei

ItáuBrasil - Roberto Carlos no Maracanã
Vértice feminino do triângulo centralizador da Jovem Guarda, o movimento pop que projetou Roberto Carlos em escala nacional na década de 60, Wanderléa foi naturalmente convidada para participar da apresentação especial do show com que o artista festeja seus 50 anos de carreira. Ao som do prefixo de Pare o Casamento (1966), um de seus hits nas jovens tardes dominicais, a cantora pisou no palco armado no Maracanã na noite chuvosa de 11 de julho de 2009. Após abraços e beijos, Wandeca e o Rei (em foto de Mauro Ferreira) fizeram terno dueto em... Ternura, a versão de Rossini Pinto para Somehow It Got to Be Tomorrow (Today), lançada por Wanderléa em 1965 e regravada por Roberto em 1977. Na sequência, com Erasmo Carlos já de volta ao palco, o trio reviveu Eu Sou Terrível (1967) em nome dos velhos tempos...

'Rei' chora ao celebrar sua amizade com Erasmo

ItaúBrasil - Roberto Carlos no Maracanã
O feliz reencontro de Roberto Carlos com seu amigo fé e irmão camarada Erasmo Carlos foi o momento mais emocionante do show apresentado pelo Rei no Maracanã, o maior estádio do Rio de Janeiro (RJ), na noite de sábado, 11 de julho de 2009, dentro do ciclo de eventos idealizado pelo projeto ItaúBrasil para celebrar os 50 anos de carreira de Roberto. A entrada em cena do Tremendão surpreendeu as estimadas 68 mil pessoas que lotaram o estádio com um belo truque cênico. Roberto cantava sozinho a música Amigo (1977) quando o número foi interrompido. Pelo telão, emocionado, Erasmo celebrou sua amizade com o parceiro e, na sequência, entrou em cena para dar continuidade a Amigo com Roberto. O Rei não segurou as lágrimas. Ainda chorosos, Roberto e Erasmo (em foto de Mauro Ferreira) cantaram Sentado à Beira do Caminho - música lançada pelo Tremendão em 1969 - antes de reviverem as jovens tardes de domingo com a presença de Wanderléa. O trio ternura entoou Eu Sou Terrível (1967) com justificável nostalgia da modernidade. Um tremendo reencontro!!!

Julho 11, 2009

Zeca grava DVD com descontração e politização

Resenha de Show - Gravação de DVD
Título: Uma Prova de Amor
Artista: Zeca Pagodinho
Local: Citibank Hall (RJ)
Data: 10 de julho de 2009
Cotação: * * * 1/2

"Tem gente filmando a gente, mané... Manera, mané, manera...", cantarolou Zeca Pagodinho logo após entrar em cena no palco do Citibank Hall, no Rio de Janeiro (RJ), e abrir o show com apática interpretação do samba Deixa a Vida me Levar. Cantarolar os versos de Manera Mané - o samba de Beto sem Braço, Serginho Meriti e Arlindo Cruz gravado por Zeca em 1988 em seu terceiro álbum, Jeito Moleque - foi a forma espirituosa encontrada pelo sambista para informar ao público que se aglutinava na pista de que aquela apresentação do show Uma Prova de Amor seria diferente porque estava sendo gravada para gerar DVD e CD ao vivo. Não que o público já não soubesse. Mas Zeca, do seu jeito espontâneo, fez questão de dar seu recado: o show seria mais "calmo", com as necessárias interrupções para repetir os números que não forem bem captados. Mas elas, as repetições, nem foram muitas. O cantor parecia à vontade, embora não tenha escondido o nervosismo na hora de receber Jorge Ben Jor - que recita em Ogum a mesma oração declamada no CD de estúdio homônimo do show - e, sobretudo, na hora de apresentar o (delicioso) samba inédito, Se Ela Não Gosta de mim, composto recentemente com Arlindo Cruz e Junior Dom com fidelidade à receita ensinada pelos bambas do Cacique de Ramos. Tanto Ogum quanto Se Ela Não Gosta de mim foram repetidos, mas o fato é que a gravação até transcorreu ágil e, descontado o bis usado para os necessários ajustes, o show durou as cerca de duas horas regulamentares. Dez!
Como Zeca já tem três DVDs em sua videografia, pareceu ter havido a preocupação de não deixar redundante o roteiro urdido pelo diretor Túlio Feliciano. O que explicaria a inclusão de temas menos inspirados do repertório de Zeca, caso de Alô, Mundo - o samba de temática social que deu título ao álbum gravado pelo artista em 1993. Pretexto para um discurso pacifista feito por Zeca em cena. O roteiro, a propósito, segue linha bem politizada em números ocasionais como Eta Povo pra Lutar e Maneiras, o samba do segundo álbum de Zeca (Patota de Cosme, 1987) que o artista regravaria anos depois com o grupo O Rappa. Aliás, Patota de Cosme - o samba - é revivido no show, abrindo o bloco religioso que alinha Ogum (com a luxuosa participação de Jorge Ben Jor, bem emendada num improvisado Taj Mahal) e Minha Fé.
Musicalmente, os arranjos combinam metais com percussão em sambas como Não Sou Mais Disso, cruzando o universo das gafieiras (mote do último registro ao vivo do cantor) com a batucada dos pagodes armados nos fundos de quintais. Como cantor, Zeca tem deficiências que saltam aos ouvidos no palco, mas que, em sambas populares como Vai Vadiar, são abafadas pelo coro espontâneo do público. Que recebe de forma calorosa os convidados Almir Guineto (em Lama das Ruas, parceria de Zeca com Guineto que também se junta ao time de sambas sociais do show), Monarco (debilitado, mas ainda majestoso, em Coração em Desalinho) e a Velha Guarda da Portela (vibrante como de hábito em Esta Melodia e em Vivo Isolado do Mundo). É comovente a reverência de Zeca ao grupo de bambas, saudado em cena como "meu baú de jóias". Entre hits já inevitáveis como Verdade e temas que podem virar hits além das rodas de samba se forem bem trabalhados na mídia (caso de O Canto da Sereia, de Toninho Geraes), Zeca Pagodinho deu seu recado, inclusive social, sem sair do (seu) tom, provando mais uma vez ser sambista fiel a si mesmo.

Almir, Ben Jor e samba inédito no DVD de Zeca


Zeca Pagodinho gravou o DVD (e o CD ao vivo) do show Uma Prova de Amor na noite de sexta-feira, 10 de julho de 2009, na casa Citibank Hall, no Rio de Janeiro (RJ). A gravação contou com intervenções de Almir Guineto (em Lama das Ruas), Jorge Ben Jor (em Ogum e num improvisado registro de Taj Mahal que deve ser aproveitado somente nos extras), Monarco (em Coração em Desalinho) e da Velha Guarda da Portela (em Esta Melodia e em Vivo Isolado do Mundo). Com lançamento previsto para outubro, o quarto DVD de Zeca Pagodinho vai trazer no repertório samba inédito composto por Pagodinho em parceria com Arlindo Cruz. Intitulado Se Ela Não Gosta de mim, o samba tem a levada dos clássicos brotados no quintal do bloco Cacique de Ramos. Eis o bom roteiro apresentado por Zeca Pagodinho no registro ao vivo:
1. Deixa a Vida me Levar
2. Eta Povo pra Lutar
3. Uma Prova de Amor
4. Lama das Ruas - com Almir Guineto
5. O Canto da Sereia
6. Não Sou Mais Disso
7. Então Leva
8. Fita Amarela
9. Vai Vadiar
10. Patota de Cosme
11. Ogum - com Jorge Ben Jor
12. Taj Mahal - com Jorge Ben Jor
13. Minha Fé
14. Tema Instrumental - Banda
15. Se Ela Não Gosta de mim
16. Esta Melodia - com Velha Guarda da Portela
17. Vivo Isolado do Mundo - com Velha Guarda da Portela
18. Jura
19. Alô, Mundo!
20. Normas da Casa
21. Ratatuia
22. Quando a Gira Girou
23. Maneiras
24. Coração em Desalinho - com Monarco
25. Verdade
Bis:
26. Quando Eu Contar (Iaiá) / Bagaço da Laranja

Com atraso, Som Livre lança a trilha de 'Capitu'

Exibida em dezembro de 2008 pela TV Globo, a microssérie Capitu seduziu vários de seus telespectadores pela boa trilha sonora. Foi nessa trilha que o folk-rock do Beirut, um grupo cult norte-americano, ganhou projeção no Brasil. A gravação do Beirut ouvida na refinada série, Elephant Gun, integra obviamente o CD (capa acima à esquerda) com a trilha sonora de Capitu. Lançado pela Som Livre neste mês de julho de 2009, com mais de seis meses de atraso em relação à exibição da série na TV, o disco traz os temas instrumentais de Chico Neves e Tim Rescala que pontuaram a trama inspirada em Dom Casmurro, a obra-prima do escritor Machado de Assis (1839 - 1908). Entre as faixas cantadas, há Minhas Lágrimas (Caetano Veloso) e Juízo Final (Nelson Cavaquinho). Detalhe: Quem Sabe, a faixa que abre o CD, é de um grupo carioca, o Manacá, do qual faz parte a atriz Letícia Persiles, a intérprete de Capitu na fase juvenil. Lançamento tardio.

Clássico de Sinéad é reeditado com CD-bônus

Ao lançar seu segundo álbum, I Do Not Want What I Haven't Got, em 1990, Sinéad O'Connor conseguiu projeção mundial por conta do estouro da balada Nothing Compares 2 U, da lavra de Prince. Nenhum outro álbum posterior da artista irlandesa bisaria o êxito desse disco, cuja Limited Edition está sendo lançada no mercado brasileiro pela EMI Music neste mês de julho de 2009. A novidade é o CD adicional com dez faixas-bônus. Os destaques são os covers inéditos do reggae Night Nurse (Gregory Isaac) e de Mind Games (John Lennon), produzidos por Daniel Lanois. Outros três bônus preciosos da reedição são My Special Child (música lançada como single em 1991), Damn your Eyes (o lado B do single de Three Babies) e uma versão estendida de Silent Night, da trilha sonora do filme The Ghosts of Oxford Street. Há também cover de Cole Porter (You Do Something to me, do projeto Red, Hot & Blue) e registros ao vivo que valorizam a reedição desse clássico da discografia da artista, que, embora há tempos afastada das paradas, continua sendo uma das vozes mais sensíveis e originais de sua era. Vale (re)ouvir I Do Not Want What I Haven't Got.

Cachorro dilui agressividade em álbum anêmico

Resenha de CD
Título: Cinema
Artista: Cachorro Grande
Gravadora: Deckdisc
Cotação: * 1/2

Em seu quarto álbum, Todos os Tempos (2007), o grupo Cachorro Grande já tinha se mostrado menor no cenário roqueiro brasileiro do que fez supor sua promissora estréia no mercado fonográfico em 2001. Definhando a cada dia, Cachorro Grande não dá o menor sinal de recuperação em seu quinto álbum, Cinema. Justiça seja feita: a produção de Rafael Ramos é a melhor já obtida pela banda. Há todo um polimento que, se por um lado dilui a agressividade do quinteto (mesmo em faixas mais viscerais como Dance Agora), por outro refina a embalagem do som vintage da banda. Cinema foi gravado em equipamentos analógicos que evocam o rock dos anos 60 e 70. Há um coerente sotaque retrô em, por exemplo, Amanhã - faixa incrementada com uma cítara que remete aos Beatles da segunda metade da década de 60. O problema, grave, é que o repertório é muito ruim. Vale destacar O Tempo Parou, bom tema urdido com efeitos e barulhinhos bons que, no entender do quinteto, justificam o título Cinema por evocar trilhas típicas da Sétima Arte. Conceitos à parte, fica difícil engolir um repertório de qualidade tão ruim. Entre baladas (Por Onde Vou e Eileen) e rocks mais ou menos pesados (Pessoas Vazias, com destaque para o arranjo vocal), o álbum deixa a triste certeza de que a produção caprichada não conseguiu disfarçar a anemia da safra de inéditas que apequena o Cachorro Grande neste ruim Cinema assim como já fizera no anterior Todos os Tempos. Falta a inspiração inicial.

Julho 10, 2009

Claudia Leitte deverá trocar Universal pela Sony

Claudia Leitte (foto) já está com um pé na Sony Music. A saída da cantora da rival Universal Music ainda não foi confirmada oficialmente - assim como a ida (ainda não sacramentada) para a Sony. No entanto, nos bastidores do mercado fonográfico, a mudança de gravadora da estrela da axé music já é dada como certa. Claudia estrearia na Sony ainda neste ano de 2009 com um CD e um DVD de repertório quase todo inédito (o DVD trará clipes das faixas, e não um registro de show).

'Chiaroscuro' é o título do quarto álbum de Pitty

Chiaroscuro, palavra que na língua italiana significa claro-escuro, é o título do quarto álbum de Pitty (veja a capa à esquerda). Com lançamento já agendado pela Deckdisc para 11 de agosto de 2009, o CD vai ser promovido com a faixa Me Adora, em rotação nas rádios a partir de 14 de julho. A música já gerou clipe dirigido por Ricardo Spencer. Chiaroscuro - nome também da técnica de pintura criada por Leonardo da Vinci (1452 - 1519) para enfatizar o contraste entre luzes e sombras - apresenta 11 músicas inéditas da lavra de Pitty, produzidas por Rafael Ramos. Eis, na ordem, as onze faixas de Chiaroscuro - o terceiro disco de estúdio de Pitty:
1. 8 ou 80
2. Me Adora
3. Medo
4. Água Contida
5. Só Agora
6. Fracasso
7. Descontruindo Amélia
8. Trapézio
9. Rato na Roda
10. A Sombra
11. Todos Estão Mudos

Com Legend, Ana repete a fórmula de Vanessa

Anunciada por John Legend, por meio do twitter, na última quarta-feira, 8 de julho de 2009, a gravação do artista norte-americano com Ana Carolina - para o disco de inéditas que a cantora vai lançar em agosto - segue a fórmula que deu certo com Vanessa da Mata e com Wanessa: um dueto bilíngue com um cantor dos Estados Unidos em música assinada em parceria com o astro. A receita foi testada com êxito por Vanessa da Mata com a canção pop Boa Sorte / Good Luck, composta e gravada com Ben Harper para o álbum Sim. A música liderou as paradas em 2007. Mais recentemente, no primeiro semestre deste ano de 2009, Wanessa (ex-Camargo) também conseguiu um hit radiofônico ao gravar com Ja Rule a música Fly / Meu Momento, tema que tem co-autoria do rapper norte-americano (em parceria com nomes como Deeplick). Agora é a vez de Ana Carolina. Entreolhares é o nome da música gravada por ela com John Legend, parceiro da cantora e de Antonio Villeroy na composição. Inicialmente previsto para ser lançado em julho, o álbum de Ana Carolina já teve seu lançamento adiado para agosto. O disco foi produzido por Kassin, Mário Caldato Jr. e Alê Siqueira.

Pearl Jam lança 'Backspacer' em 21 de setembro

Backspacer é o título do nono álbum de inéditas do Pearl Jam. Gravado com produção de Brendan O' Brien, nome recorrente na discografia da banda, o CD tem lançamento agendado para 21 de setembro de 2009. O repertório alinha 11 inéditas. Entre elas, Got Some. O primeiro single, The Fixer, vai ser lançado em formato digital em 24 de agosto. Backspacer sucede Pearl Jam (2006).

Julho 09, 2009

Takai justifica inclusão de 'Ben' em 'Luz Negra'

Com o título de Luz Negra, nome tomado emprestado do samba de Nelson Cavaquinho e Irani Barros que consta de seu repertório, o primeiro registro ao vivo da carreira solo de Fernanda Takai chega às lojas ainda neste mês de julho de 2009, via Deckdisc. Trata-se da gravação do show Onde Brilhem os Olhos seus, originado do CD de 2007 em que Takai (em cena na foto de Alexandre Moreira) aborda com criatividade o repertório de Nara Leão (1942 - 1989). No roteiro, a cantora do Pato Fu extrapola o repertório de Nara e canta sucessos de Duran Duran (Ordinary World), Eliana Pittman (Sinhá Pureza), Eurythmics (There Must Be an Angel, música já gravada por Takai em 2005 para a trilha de um desfile de moda) e Roberto Carlos (Você Já me Esqueceu, tema de Fred Jorge lançado pelo Rei em 1972). Ben - a balada tristonha que deu título ao álbum solo lançado por Michael Jackson (1958 - 2009) em 1972 - está no repertório (gravado em maio em Minas Gerais), mas Takai já se justifica de antemão e nega oportunismo na inclusão de Ben no CD e DVD Luz Negra. Com a palavra, Takai:
Ben está no repertório desde o lançamento da turnê, em março de 2008. É até estranho agora que o Michael Jackson morreu, pois Ben era uma lembrança em vida. Espero que as pessoas não se enganem e achem que estou cantando somente por isso. Escolhi essa canção porque, além de ser um ótimo intérprete de músicas dançantes, Michael sabia emocionar com esse tipo de balada, um pouco melancólica. Também foi uma que ouvi muito em fita cassete!”. Fernanda Takai (em um informativo da Deckdisc).

CD revive a passagem da 'Bad Tour' pelo Japão

Já está em pré-venda no Brasil - em algumas lojas virtuais - o CD The Best of Michael Jackson Live (foto). Trata-se de um registro extra-oficial - fabricado por selos obscuros - da passagem da Bad World Tour pelo Japão em 1987. Na edição estrangeira, o disco é duplo e se chama One Night in Japan. A edição nacional - que chega às lojas ainda neste mês de julho de 2009 para faturar com o culto a Michael Jackson (1958 - 2009) iniciado após a morte do cantor - é simples e apresenta 18 números do show. A gravação ao vivo já tinha sido editada em DVD, já de volta ao catálogo. Eis as músicas de The Best of Michael Jackson Live:
1. Beat It
2. Billie Jean
3. Thriller
4. Bad
5. Off the Wall
6. Rock With You
7. Human Nature
8. Wanna Be Starting Something
9. She's Out of my Life
10. I Want You Back
11. The Love You Save
12. I'll Be There
13. I Just Can't Stop Loving You
14. Things I Do for You
15. Heartbreak Hotel (This Place Hotel)
16. You Are my Lovely One
17. Working Day and Night
18. Shake Your Body

Roberta grava extras de DVD com Chico e Ney

O primeiro registro ao vivo de show de Roberta Sá vai chegar às lojas em agosto de 2009 com faixas-bônus de estúdio. A cantora gravou duetos com Chico Buarque e Ney Matogrosso para os extras do DVD. Com Chico, Roberta revive Mambembe, música lançada pelo compositor na trilha sonora do filme Quando o Carnaval Chegar, em 1972, com Nara Leão (1942 - 1989). Com Ney, o dueto aconteceu em Peito Vazio, parceria de Cartola (1908 - 1980) e Elton Medeiros. A gravação ao vivo do show Que Belo Estranho Dia para se Ter Alegria vai ser editada em CD e DVD. Na foto acima, de Mauro Ferreira, Roberta é vista num flagrante da gravação, realizada em 3 de abril de 2009 na casa Vivo Rio, no Rio de Janeiro (RJ), com intervenção de Marcelo D2.

Elba, Roberta, Yahoo e Rafael no DVD de Mara

Já nas lojas neste mês de julho de 2009, o primeiro fraco DVD de Tânia Mara - Falando de Amor ao Vivo, também disponível em CD editado pela EMI Music - conta com as intervenções de Alexandre Pires, Elba Ramalho, Roberta Miranda, Yahoo, Marcus Viana e Rafael Almeida. Elba soltou sua voz em três números: Mais Uma Vez (única parceria de Renato Russo com Flávio Venturini), Lembrança de um Beijo (Accioly Neto) e o registro de Não Chores Mais (No Woman No Cry, na versão de Gilberto Gil) que termina com a oração Pai Nosso. Já Roberta Miranda é a convidada de Meu Dengo - tema da lavra da própria Roberta - enquanto Alexandre Pires se junta a Marcus Viana em Não me Ame, versão de música italiana. O DVD tem tom populista.

'Paraíso' ganha segunda trilha com sertanejos

Por conta do expressivo sucesso de vendas da trilha sonora nacional da novela Paraíso, voltada para a música sertaneja, a Som Livre lança neste mês de julho de 2009 um segundo volume da trilha. Com título que alude à fictícia emissora de rádio que movimenta a trama rural de Benedito Ruy Barbosa, o disco Rádio A Voz do Paraíso reúne mais sucessos sertanejos. A seleção inclui 17 fonogramas de nomes prestigiados na cena caipira, casos de Almir Sater (Três Toques na Madeira) e Sérgio Reis (Ôh...Viola Iluminada), mas, em sua maioria, o disco propaga gravações de duplas sertanejas como Gino & Geno (Com Dinheiro É Mole), Bruno & Marrone (100% Casamento), Gian & Giovani (Arrepiou... Arrepiou) e Hugo & Thiago (No Lugar Onde Eu Moro).

Coleção reaviva a memória do samba paulista

Criada por Guga Stroeter, com T. Kaçula e Renato Dias, a bela série Memória do Samba Paulista - cujos primeiros quatro CDs já estão chegando às lojas com distribuição da Tratore neste mês de julho de 2009 - registra as obras de bambas de Sampa pouco ou nada cultuados e mostra que a produção de samba paulista não se esgota nos repertórios de compositores como Adoniran Barbosa (1910 - 1982), Eduardo Gudin e Geraldo Filme (1928 - 1995). A primeira leva da série inclui discos dedicados a Antonio Messias de Campos, o Toniquinho Batuqueiro (veja a capa do CD acima à direita), compositor que já abasteceu o repertório das quadras de escolas como Rosas de Ouro e Unidos do Peruche. Aos 80 anos, completados em 25 de fevereiro de 2009, Toniquinho canta seu samba eventualmente impregnado de sotaque rural. A série inclui também títulos dedicados à Velha Guarda da Unidos do Peruche, ao grupo Embaixada do Samba Paulistano - fundada em 1995 com a reunião de bambas de diversas agremiações paulistas - e ao coletivo feminino Tias Baianas Paulistas, que foi organizado entre 1994 e 1995 por Valter Cardoso (1941 - 2004), o Valtinho das Baianas, para valorizar a força das baianas no samba.

Julho 08, 2009

Whitney canta Alicia e Diane em 'I Look to You'

Batizado com o nome de composição de R. Kelly, I Look to You, o aguardado álbum que marca o retorno de Whitney Houston ao mercado fonográfico - após sete anos sem lançar disco de inéditas - vai ser puxado por uma música da compositora Diane Warren, I Didn't Know my Own Strength. Com lançamento agendado nos Estados Unidos para 1º de setembro de 2009, I Look to You conta com a produção e os vocais do rapper Akon na faixa Like I Never Left. O repertório inclui tema de Alicia Keys, Mill Dollar Bill, faixa produzida por Swizz Beatz. O último álbum de inéditas da cantora, Just Whitney, é de 2002. Que venha I Look to You!!!!

Registro da turnê do Wilco pelos EUA vira filme

Resenha de DVD
Título: Wilco Live
Ashes of American
Flags
Artista: Wilco
Gravadora: Nonesuch
/ Warner Music
Cotação: * * * *

Cada vez mais, registros de shows de bandas de rock ganham status de filme ao serem editados em DVD. E o fato é que Wilco Live Ashes of American Flags - o ótimo DVD do Wilco que a gravadora Warner Music acaba de lançar no mercado brasileiro - faz jus a esse status. É um filme mesmo, com belas imagens captadas ao longo da turnê feita em 2008 por cidades dos Estados Unidos como Tulsa, New Orleans, Nashville, Mobile e Washington para promover o álbum Sky Blue Sky (2007). Cidades grandes e pequenas que, às vezes, mexem com o estado emocional da banda. Os diretores Brendan Canty & Christoph Green souberam costurar o material colhido na estrada - em números de shows, passagens de som, viagens de ônibus etc. - com sofisticação. Como as entrevistas com os músicos dão boa geral na obra do grupo sem tom maçante, o resultado é um filme capaz de envolver até quem não é fã do Wilco. Para quem quer saber apenas de música, vale a informação de que os números musicais são bem filmados e que o áudio do DVD é exemplar. A propósito, os extras exibem sete músicas (Airline to Heaven, Hate It Here, I am Trying to Break your Heart e At Least That's What You Said estão na seleção adicional). Extras à parte, Ashes of American Flags - cujo título foi extraído de música da obra-prima da discografia da banda, Yankee Hotel Foxtrox (2002) - merece ser visto pelas belas tomadas que os diretores extraem do que poderia ter dado origem a mais um (banal!) registro de turnê de uma banda de rock.

Colour vai do soul ao blues em disco de inéditas

Banda pioneira na fusão de rock pesado com elementos de funk e hip hop, Living Colour volta ao mercado fonográfico em 15 de setembro de 2009 com o lançamento de The Chair in the Doorway, seu primeiro álbum de estúdio e de inéditas em seis anos. E o segundo desde que, em 2000, o grupo foi reativado com a formação que se estabeleceu a partir de 1993 (Vernon Reid, Corey Glover, Will Calhoun e Doug Wimbish). Gravado desde 2008 em Praga, na República Tcheca, o sucessor de Collideoscope (2003) vai ser editado pela Megaforce Records e apresenta onze músicas que evocam do soul (Behind the Sun) ao blues (Bless Those), passando por rock de alto teor político (DecaDance). Eis as faixas do quinto disco do grupo, The Chair in the Doorway:
1. Burned Bridges
2. The Chair
3. DecaDance
4. Young Man
5. Method
6. Behind the Sun
7. Bless Those
8. Hard Times
9. Taught Me
10. Out of Mind
11. Not Tomorrow

Fresno abre porta do estúdio para fãs em DVD

Saiu o primeiro DVD solo do Fresno, grupo do Sul do Brasil que já estreou no formato em 2007 no projeto coletivo MTV ao Vivo 5 Bandas de Rock. O Outro Lado da Porta exibe show feito no estúdio Midas (SP). Sem inéditas, o roteiro de 15 músicas combina músicas da pré-história desse quarteto - casos de Absolutamente Nada e Stonehenge - e sucessos radiofônicos do Fresno, casos de Alguém que te Faz Sorrir e Uma Música, cujos clipes são exibidos nos extras. Os números musicais são entremeados com depoimentos de Lucas Silveira (voz, guitarra e teclados), Gustavo Mantovani (guitarra), Rodrigo Tavares (baixo) e Bell Ruschel (bateria). A direção do vídeo foi feita por Daniel Ferro em parceria com Rafael Mellin. O Outro Lado da Porta tem produção de Rick Bonadio.

Diogo Poças é aposta alta da Warner para 2009

Irmão de Céu, Diogo Poças - em foto de Marcos Lopes - é uma das maiores apostas da Warner Music para o segundo semestre de 2009. Antecipado pelo single promocional com a música Pedacinho de Vida, parceria de Diogo com Jessé Santos, o primeiro álbum do cantor e compositor chega às lojas em breve com repertório essencialmente autoral, produção de Pepe Cisneros e participação da mana Céu na faixa Nada que te Diz Respeito. Sambas como Carioquinha (no qual o paulista Diogo corteja o Rio de Janeiro em letra que relaciona vários cartões postais da Cidade Maravilhosa com pontos famosos de Sampa) e A Vizinha de Frente são temas que integram o repertório do álbum, feito no estúdio paulista BRC.

Som contemporâneo embala romance de Fagner

Resenha de CD
Título: Uma Canção
no Rádio
Artista: Fagner
Gravadora: Som Livre
Cotação: * * * 1/2

Fagner acertou ao dividir a produção de seu bom álbum de inéditas Uma Canção no Rádio com o jovem produtor Clemente Magalhães. A aliança com Clemente deu ao som do cantor um tom mais contemporâneo, evidenciado já na regravação de Muito Amor no ritmo do tango eletrônico propagado por grupos como Bajofondo. Há frescor no álbum, ainda que o repertório tenha caráter levemente oscilante. Impregnada de denúncia social, inclusive no discurso de seu co-autor e convidado Gabriel O Pensador, Martelo não faz jus à alta expectativa depositada na primeira colaboração de Fagner com o rapper carioca. Da mesma forma, Uma Canção no Rádio (Filme Antigo) - a faixa-título composta e gravada com Zeca Baleiro - tem seus méritos, mas não reedita a inspiração da produção registrada pela dupla no belo álbum editado em 2003. Dentro da seara do romantismo popular, Regra do Amor (Oliveira do Ceará) se impõe com o provável hit do disco - se ele vier a ter um diante da anemia que enfraquece progressivamente o mercado fonográfico. Mas o fato é que o álbum merece a repercussão radiofônica que corteja abertamente. Nem que seja pelas belas parcerias de Fagner com Chico César (Farinha Comer, outra faixa de temática social) e com Fausto Nilo (A Voz do Silêncio, de tom confessional). Os arranjos - quase todos assinados por um coletivo que se denomina Núcleo Criativo Corredor 5 - são elegantes e nunca soam modernosos. Um deles, o de Amor Infinito, até remete vagamente aos arranjos ouvidos nos álbuns gravados por Fagner em seus áureos anos 70. Por fim, há no disco as habituais incursões do cantor pelos ritmos nordestinos com músicas que são sucessos no circuito no forró, mas soam como inéditas no Sul do Brasil. Me Dá meu Coração (Accioly Neto) impressionaria bem mais se não tivesse sido apresentada a esse público off-Nordeste por Elba Ramalho em seu recente disco Balaio de Amor. Já Flor do Mamulengo ganha envolvente levada de reggae que somente reforça a similaridade do ritmo jamaicano com o xote nordestino. Enfim, Uma Canção no Rádio é disco bonito para o rádio que celebra com dignidade os 60 anos que Fagner vai completar (em 13 de outubro de 2009).

O registro do reencontro de Clapton e Winwood

Não por acaso, a capa do CD e do DVD duplos Live from Madison Square Garden - que registram o reencontro de Eric Clapton com Steve Winwood nos palcos, em fevereiro de 2008, no célebre palco de Nova York (EUA) - remete à psicodelia dos anos 60. Amigos desde 1964, as biografias de Clapton e de Winwood começam a se cruzar profissionalmente em 1969, ano em que o guitarrista e o tecladista integraram o Blind Faith, um dos grupos pioneiros na fusão de rock e blues. A banda se formou e se dissolveu em 1969, tendo lançado um único álbum e feito uma única turnê. Mas deixou marcas nos trabalhos de ambos. É por isso que Clapton e Winwood abrem o show com Had to Cry Today, uma das músicas do solitário álbum do Blind Faith (outras quatro, como Can't Find my Way Home, são apresentadas ao longo do roteiro de 20 números). Neste vigoroso reencontro, Clapton e Winwood celebram também o guitarrista Jimi Hendrix (1942 - 1970) - ícone daqueles efervescentes anos 60 - em Little Wing e em Voodoo Chile. O DVD exibe no disco 2 documentário sobre as obras de Clapton e Winwood - The Road to Madison Square Garden, com entrevistas recentes com os músicos - e Rambling on my Mind, uma espécie de making of das três apresentações que lotaram o Madison Square Garden, agora perpetuadas neste registro ao vivo que festeja os 40 anos do lendário Blind Faith com a maestria dos dois gigantes do quarteto.

Julho 07, 2009

Crônica de uma morte anunciada, mas sentida

Não foi exatamente um velório, mas um tocante tributo de corpo presente. Pontuada por discursos de tom superlativo e números musicais, a cerimônia em homenagem a Michael Jackson (1958 - 2009) - que fez os olhos do mundo se voltarem para o ginásio Staples Center, em Los Angeles (EUA), nesta terça-feira, 7 de julho de 2009 - realimentou o culto ao astro e reanimou o assunto na mídia quando já havia poucos fatos consistentes a acrescentar no noticiário diário sobre a repentina saída de cena do rei, agora definitivamente entronizado no olimpo pop. O circo midiático está armado, mas os corações se desarmaram frente à grandeza do pop de Jackson. Não pareceram fabricadas as lágrimas de Usher em Gone to Soon, a sensibilidade de Stevie Wonder (em foto de Paul Buck, da AP) na escolha de I Never Dreamed You'd Leave in Summer e a emoção de Jermanie Jackson em Smile - a música de Charles Chaplin (1889 - 1977) que, como revelou a atriz Brookie Shields, amiga de Michael, era a preferida do astro. Se houve hipocrisia na postura do pai do cantor (Joe Jackson, carrasco cruel na fase inicial da carreira do filho, sentado na primeira fila como um pai enlutado), houve também sinceridade na exposição da grandeza artística de Michael, enfatizada nos vários discursos. Cantores como Mariah Carey (I'll Be There), Lionel Richie (Jesus Is Love) e Jennifer Hudson (emocionante em Will You Be There) passaram a impressão de que estavam realmente sentindo a morte de Michael. Podem não ter convivido com ele, como Hudson, mas também lamentavam sua partida precoce. Como os fãs nos quatro cantos do mundo. Sim, há uma sensação estranha no ar por conta da morte do astro. E esses sentimentos não são produtos da mídia ávida pelo desenrolar da trama armada com o desaparecimento do Rei do Pop. Eles são frutos da memória afetiva dos fãs. A música de Michael Jackson está bem enraizada no inconsciente coletivo do pop e lá permanecerá quando o circo for desarmado...

Três primeiros solos de Michael são reeditados

Enquanto o mundo pop assiste nesta terça-feira, 7 de julho de 2009, ao funeral-show de seu rei Michael Jackson (1958 - 2009), no ginásio Staples Center em Los Angeles (EUA), a indústria do disco trabalha a todo vapor para abastecer as lojas com CDs e DVDs do astro. A filial brasileira da Universal Music, por exemplo, repõe no mercado nacional neste mês de julho de 2009 os três primeiros álbuns da carreira solo do cantor. Got to Be There (capa acima à direita - gravado em 1971, mas lançado em janeiro de 1972), Ben (1972) e Music and me (1973) voltam ao catálogo com suas capas originais. Dessa fase solo inicial, apenas o último disco individual do artista na gravadora Motown, Forever, Michael (1975) não vai ser reeditado (foi o LP do hit One Day on your Life).
Paralelamente, a mesma Universal Music põe nas lojas em escala mundial, a partir de 21 de julho de 2009, o box Hello World: The Motown Solo Collection, que reúne todos os fonogramas dos quatro álbuns individuais gravados por Michael Jackson para a Motown em sua fase infanto-juvenil iniciada no grupo Jackson 5.

Arnaldo idealiza dois CDs com dois guitarristas

Arnaldo Antunes (à esquerda em foto de Márcia Xavier) vai lançar no segundo semestre de 2009 álbum de inéditas produzido por Fernando Catatau, o bom guitarrista do grupo Cidadão Instigado. Intitulado Iê Iê Iê, o disco tem um tom dançante e traz no repertório duas novas parcerias do artista com Carlinhos Brown e Marisa Monte. Paralelamente, Arnaldo já planeja gravar outro CD. Este futuro trabalho vai ser dividido com Edgard Scandurra, guitarrista do extinto Ira! - grupo contemporâneo da banda, Titãs, que revelou Antunes. O projeto com Scandurra pode começar a ser concretizado ainda em 2009 (mas não sai este ano).

Sobrinho de Chico foca a voz noturna de Áurea

A voz de Áurea Martins - vista à direita em foto de Walter Firmo - vai ecoar no cinema. Sobrinho de Chico Buarque, Zeca Buarque de Hollanda foca as cantoras da noite em filme que já entrou em fase final de produção. Laureada na 22ª edição do Prêmio da Música Brasileira com o troféu de melhor cantora de MPB, Áurea - que desde os anos 70 teve presença destacada na cena noturna do Rio de Janeiro (RJ) - é uma das personagens principais do curta-metragem, misto de documentário com ficção (em takes em que as próprias cantoras encenam passagens de seu cotidiano). O lançamento do curta-metragem está previsto para o ano que vem.

'Moonwalker', musical de Michael, sai em DVD

Produzido em 1988 para divulgar músicas de Bad, o álbum lançado por Michael Jackson em 1987, o filme Moonwalker ganha reedição em DVD - nas lojas do Brasil a partir de 16 de julho de 2009, via Warner Music - no embalo do culto ao Rei do Pop. Recheado de efeitos especiais, o musical teve roteiro baseado em história escrita pelo próprio Michael, intérprete do protagonista (um extraterrestre com poderes mágicos que ajuda três crianças a combater o vilão Mr. Big). A trama serve de pretexto para a apresentação de clipes de músicas como Man in the Mirror e Smooth Criminal, lançadas no álbum Bad, cuja faixa-título é alvo de paródia no filme. A trilha sonora do filme Moonwalker inclui também releitura de Come Together, música dos Beatles, de 1969.