6 de junho de 2008

'Rei' sai da inércia e canta Jobim com Caetano

Já prestes a completar 50 anos de carreira, iniciada em 1959 com compacto em que imitava João Gilberto, Roberto Carlos parece começar a sair da inércia que estagnou sua trajetória nos últimos 20 anos. O Rei (à esquerda em foto de Luiz Garrido) vai revisitar o repertório de Tom Jobim em show dividido com Caetano Veloso. As três únicas apresentações deste show desde já histórico estão programadas para 15 de agosto (no Theatro Municipal do Rio de Janeiro - RJ) e 25 e 26 de agosto (no Auditório Ibirapuera - SP). O show que une o Roberto e Caetano - cujo exílio forçado inspirou o Rei a compor Debaixo dos Caracóis de seus Cabelos - faz parte da série de eventos ItaúBrasil, idealizada pelo Banco Itaú em tributo aos 50 anos da Bossa Nova.
Além de quatro shows de João Gilberto no Brasil, anunciados em 15 de abril de 2008, o ciclo de eventos inclui um show de Miúcha com o conjunto Os Cariocas - em datas e locais ainda não anunciados - e um tributo a João Donato em que nomes como Adriana Calcanhotto, Bebel Gilberto, Fernanda Takai, Marcelo Camelo, Marcelo D2 e Roberta Sá vão cantar as principais músicas de Donato sob acompanhamento da Orquestra Ouro Negro. O tributo a Donato acontece no Auditório Ibirapuera - em 8 e 9 de julho - e no Theatro Municipal do Rio de Janeiro (em 11 de julho).

30 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Gostei dos convidados, mas um tributo a João Donato sem Nana Caymmi e Joyce, Pode?

6 de junho de 2008 às 09:22  
Anonymous Anônimo said...

Já imagino os preços abusivos, convidados que nem curtem Tom Jobim e só vão pra aparecer, cambistas com os melhores lugares nas portas do Municipal... enfim... o povo e quem gosta de música fica de fora, com certeza!

6 de junho de 2008 às 09:43  
Anonymous Anônimo said...

Gal Costa, Leila Pinheiro e Wanda Sá também deveriam estar presentes no Tributo a João Donato.

6 de junho de 2008 às 09:47  
Anonymous Anônimo said...

Acho que o Rei deveria se dedicar somente a este tipo de projeto e fazer seus shows-cruzeiro. Chega de discos insossos. Pra quê se na hora do show só entram os standards de sua carreira?

6 de junho de 2008 às 10:17  
Blogger Pedro Progresso said...

Meldels, agora estou eufórico.

6 de junho de 2008 às 10:17  
Anonymous Anônimo said...

Não há nada de surpreedente ou espectativa alguma num encontro de Caetano com Roberto Carlos.Terá muita ferveção,claro,mas artisticamente além do previsível,o Roberto continuará inerte,já que Caetano não tem vigor suficiente para fazer a cabeça do Rei.Já se fosse um encontro com a Nana Caymmi certamente seria algo considerável e revelador.

6 de junho de 2008 às 10:20  
Anonymous Anônimo said...

Curioso é você sempre criticar o Roberto pela sua inércia!

Você, como crítico musical, também não sai da inércia de fazer isso há muito tempo! Então é outra lei da física - ação e reação, afinal, você precisa do Roberto e não ele, de você...

Mas, não se preocupe, você estará aí para falar mal desse evento quando ele ocorrer!

6 de junho de 2008 às 10:22  
Anonymous Anônimo said...

Para ficar melhor tinha que ter Fagner. Roberto, Caetano e Fagner juntos seria demais! Com direito a brigas de Fagner com Caetano e todas as superstições do rei.

6 de junho de 2008 às 10:28  
Anonymous Anônimo said...

Tomara que Roberto volte a se tornar parte integrante da mepebê, mais disponível, deixando de lado a faceta "entidade encastelada" que tornou seu trabalho bastante taciturno nos últimos tempos. Desde a morte de Maria Rita, para ser mais exato.

Felipe dos Santos Souza

6 de junho de 2008 às 10:37  
Anonymous Anônimo said...

Tudo bem, mas ensaiem! Jobim não dá para fazer nas coxas.

6 de junho de 2008 às 11:48  
Anonymous Anônimo said...

A inércia a que o Mauro se refere é a produção musical. Que aliás não tem nada com a Maria Rita, antes dela o Rei já estava estacionado nas modinhas para personagens (caminhoneiro, gordinhas...) e música mesmo que é bom....

6 de junho de 2008 às 12:13  
Anonymous Anônimo said...

Anônimo das 9:22,concordo.É inadimissível essas ausencias.Mas o curador é o Nelson Motta,o cara é legal mas muito convencional,linear e raso.E se acha moderno.

6 de junho de 2008 às 14:43  
Anonymous Anônimo said...

Tentarei ir...mais pelo agito, uma vez que Caetano não me sensibiliza como cantor. E sempre esteve em meus planos assistir a um show do Roberto. Adiei o que pude, mas esta situação me pareceu favorável.
It´s my turn!

André, que indelicado! O Rei te dispensaria da Corte.

maria

6 de junho de 2008 às 16:46  
Anonymous Anônimo said...

É, realmente fui muito indelicado!

Expresso minhas desculpas a você Mauro e a todos seus amigos do blog!

A gente erra, mas aprende com os erros, o rei e o Caetano já falaram muito sobre isso!

6 de junho de 2008 às 17:29  
Anonymous Anônimo said...

araca, vc é imprescindível.
seus comentários, pontualíssimos.

seu fã

6 de junho de 2008 às 22:03  
Blogger Pedro Progresso said...

Nossa, os comentários desse blog estão cada vez mais sem noção de importância.

Eu estarei lá, e espero que os preços do Auditório do Ibira sejam os mesmos (30 reais inteira e 15 meia) por que sempre foi essa a proposta.
Agora, esse encontro pode render muuuuuito pano pra manga...

7 de junho de 2008 às 09:08  
Anonymous Anônimo said...

São dois senhores da música popular, podem cantar e homenagear qualquer segmento.
Vai ser sim um bom encontro.
E óbvio seria escolher Nana ou Gal.
Escolher o Roberto é no mínimo audacioso.
Parabéns ao projeto!

Glauber 97

7 de junho de 2008 às 13:00  
Anonymous Anônimo said...

Glauber a escolha de Gal ou Nana se refere a João Donato por serem grandes intérpretes deste. Junto a Joyce obviamente que é parceira, amiga e intérprete.
Gal seria lugar comum junto a Roberto e Caetano, mas Nana não. Seria inédito.

7 de junho de 2008 às 15:12  
Anonymous Anônimo said...

Roberto, ao aceitar o convite para homenagear Tom, demonstrou sua humildade enquanto artista. Ele que já foi muitas vezes criticado e desprezado por boa parte da turma da bossa dá o troco. Portou-se com classe, como um verdadeiro Rei.

7 de junho de 2008 às 18:36  
Anonymous Anônimo said...

Abraço para o meu fã das 10:03. O carinho é recíproco. E a maldade nos meus comentários é só para divertir, que a vida anda meio esquisita.

7 de junho de 2008 às 19:19  
Anonymous Anônimo said...

O Mestre da MPB e o Rei da MPB cantando o Mestre-Mor da MPB! Beleza pura!!!

8 de junho de 2008 às 03:04  
Anonymous Anônimo said...

Bonitinho, André. Vc foi grosso pra caramba mas fez um mea-culpa legal. Civilizado. Parabens.

8 de junho de 2008 às 11:36  
Anonymous Anônimo said...

Nana Caymmi é a melhor intérprete de Donato. Foi ela que cantou no primeiro disco de Donato. Mas tem gente que não sabe ou tem Alzheimer

9 de junho de 2008 às 07:43  
Anonymous Anônimo said...

Discordo tambem do Glauber,além de inédito,um encontro de Roberto Carlos e Nana Caymmi,sendo os nossos dois maiores cantores românticos,seria musicalmente mais interessante.E evitaria o dispensável Caetano mané-babação que certamente atuará sobremaneira sobre o Rei neste show.Um saco!

9 de junho de 2008 às 09:18  
Anonymous Anônimo said...

Além disso,anônimo 7:43,Donato é o músico responsável pelo hístórico e lindo disco gravado por Nana Caymmi na Argentina(lembram de "Ahiê")e participou intensamente como pianista e compositor em toda carreira de Nana.Mas Nelson Motta deve ter esquecido que nossa interprete verdeiramente mais moderna,ainda é a melhor cantora das coisas do Donato!Mentiras,Brisa do Mar,Até quem sabe,Café com Pão,Depois do Natal....

9 de junho de 2008 às 11:55  
Anonymous Anônimo said...

Também sinto a ausência de Nana num tributo a João Donato. Ela é a maior!

9 de junho de 2008 às 14:29  
Anonymous Anônimo said...

RC é o artista mais bem sucedido da história da MPB, e o seu maior ÍCONE.
Nada, nem ninguém, se compara ao REI,nosso grande, e único, SUPERSTAR.

VIVA O REI!

9 de junho de 2008 às 18:00  
Anonymous Anônimo said...

Deixe-me fazer entender. Adoro Nana Caymmi e amo Gal Costa, que já gravaram muito João Donato e incluisve Jobim também...chamá-las seria uma coisa óbvia. É isso que quis dizer.
Não que elas não mereçam e devam fazer uma homenagem. Claro, com toda certeza.
Mas não chamá-las nesse projeto foi mais, digamos, inovador. Saiu de uma linha óbvia de raciocínio.Foi isso que quis dizer.

Um abração,

Glauber 97

10 de junho de 2008 às 13:29  
Anonymous Anônimo said...

Glauber 97,para mim esses artistas convidados pelo Nelson Motta,são maravilhosos e com certeza responderão bem ao que foram chamados.Mas essa turma de novos que o "jovem" e "moderno" produtor buscou,excetuando Roberta Sá,não representa mais nenhuma novidade.Quanto a Nana,inovador e surpreendente seria ela e o Nelsinho trabalharem juntos.Faria bem aos dois e a MPB!

10 de junho de 2008 às 15:20  
Anonymous Anônimo said...

Galtown
é..dueto com Nana....assim faria a diferença .de resto os "celebrites" mais do que o mesmo.....este filme eu já vi....já dizia o gato Melodia Estácio

12 de junho de 2008 às 12:49  

Postar um comentário

<< Home