18 de maio de 2010

Som fino do Coletivo valoriza o CD 'Copacabana'

Resenha de CD
Título: Copacabana
Artista: Fino Coletivo
Gravadora: Oi Música
Cotação: * * *

Fino Coletivo era um octeto carioca que debutou em 2007 no mercado fonográfico com CD superestimado pela crítica. Três anos depois, o grupo - agora reduzido a um sexteto, mas com o reforço do tecladista Donatinho, já efetivado na banda - volta ao disco com Copacabana, álbum em que explicita sua carioquice em repertório que presta reverências a Jorge Ben Jor em A Coisa Mais Linda do Mundo (Alvinho Cabral) e, sobretudo, em Ai de mim (Alvinho Lancellotti e Djalma D'Ávila). Os grooves espertos sustentam o disco e pairam acima das vozes do Coletivo (todas opacas) e das próprias músicas (de safra irregular). Os sopros bem arranjados por Marlon Sette para Fidelidade (de Adriano Siri com Alvinho Lancellotti), por exemplo, dão suingue envolvente a esse suposto samba-canção. Os teclados de Donatinho também saltam aos ouvidos ao longo das 14 faixas e contribuem decisivamente para moldar a antenada sonoridade contemporânea que valoriza Copacabana - cujo título se vale do miscigenado bairro carioca para evocar a mistura de sons que pauta o disco. Dentro dessa babel dançante, o ponto mais alto é Bravo Mar, bela música de Ivor Lancellotti e Domenico Lancellotti que remete ao xote, ritmo nordestino também evocado em outro destaque do repertório, Minha Menina Bonita, da lavra de outro Lancellotti, Alvinho. Entre o rap inserido por De Leve em Abalando Geral (parceria do rapper com Adriano Siri) e releitura deliciosa de Nhém Nhém Nhém (do cabra Totonho), o Coletivo investe no samba pop dos Novos Baianos, regravando Swing de Campo Grande (Paulinho, Moraes Moreira e Galvão) sem marcar touca - como diz a letra. Enfim, a fina sonoridade do grupo ergue Copacabana em passeio de tons universais por Rio e Nordeste. Não é genial, mas é bacana.

3 Comments:

Blogger Mauro Ferreira said...

Fino Coletivo era um octeto carioca que debutou em 2007 no mercado fonográfico com CD superestimado pela crítica. Três anos depois, o grupo - agora reduzido a um sexteto, mas com o reforço do tecladista Donatinho, já efetivado na banda - volta ao disco com Copacabana, álbum em que explicita sua carioquice em repertório que presta reverências a Jorge Ben Jor em A Coisa Mais Linda do Mundo (Alvinho Cabral) e, sobretudo, em Ai de mim (Alvinho Lancellotti e Djalma D'Ávila). Os grooves espertos sustentam o disco e pairam acima das vozes do Coletivo (todas opacas) e das próprias músicas (de safra irregular). Os sopros bem arranjados por Marlon Sette para Fidelidade (de Adriano Siri com Alvinho Lancellotti), por exemplo, dão suingue envolvente a esse suposto samba-canção. Os teclados de Donatinho também saltam aos ouvidos ao longo das 14 faixas e contribuem decisivamente para moldar a antenada sonoridade contemporânea que valoriza Copacabana - cujo título se vale do miscigenado bairro carioca para evocar a mistura de sons que pauta o disco. Dentro dessa babel dançante, o ponto mais alto é Bravo Mar, bela música de Ivor Lancellotti e Domenico Lancellotti que remete ao xote, ritmo nordestino também evocado em outro destaque do repertório, Minha Menina Bonita, da lavra de outro Lancellotti, Alvinho. Entre o rap inserido por De Leve em Abalando Geral (parceria do rapper com Adriano Siri) e releitura deliciosa de Nhém Nhém Nhém (do cabra Totonho), o Coletivo investe no samba pop dos Novos Baianos, regravando Swing de Campo Grande (Paulinho, Moraes Moreira e Galvão) sem marcar touca - como diz a letra. Enfim, a fina sonoridade do grupo ergue Copacabana em passeio de tons universais por Rio e Nordeste. Não é genial, mas é bacana.

18 de maio de 2010 11:34  
Blogger joao lfl said...

Boa tarde Mauro
O Fino nunca foi um octeto carioca.
A banda sempre foi e ainda é uma combinaçao de Alagoanos com cariocas. O resultado disso é uma mistura musical muito boa e que passa batido desse cliche samba-rock!
No meu ponto de vista dentre tudo de novo no universo pop brasileiro é a melhor coisa dos ultimos anos.
eu daria nota muito mais alta!
beijos
João

19 de maio de 2010 13:43  
Anonymous Anônimo said...

Faço minha as palavras do joao lfl. O fino coletivo é um dos mais instigantes grupos surgidos no cenário musical pop brazuca nos últimos tempos. o álbum anterior é excelente! Lembro de Adriano Siri em fase embrionária com a banda Santo Samba, ainda em Maceió há anos! Já esboçava a "fina" musicalidade q mostra hoje. Vou correr atrás desse novo rebento!
Abs,
Ricardo Guima

20 de maio de 2010 11:18  

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