30 de março de 2010

'Doces Palavras', de Fafá, tem reedição confusa

Um dos títulos mais populistas de toda a irregular discografia de Fafá de Belém, lançado originalmente pela gravadora BMG-Ariola em 1991, Doces Palavras ganhou reedição confusa na série Caçadores de Música, recém-editada pela Sony Music. O pesquisador Rodrigo Faour preserva as 15 faixas da edição original em CD. Mas reproduz a arte gráfica da capa e do encarte do LP, que trazia apenas 12 músicas. Com isso, a reedição omite foto - por exemplo - que aparecia somente no encarte do CD original e que mostrava Fafá com Amanda e com Lia Monteiro, convidadas de duas das três faixas-bônus do CD, A Luz É Minha Voz e Dê uma Chance ao Coração (a terceira faixa-bônus era Eu Daria Minha Vida, regravação do sucesso de Martinha na época da Jovem Guarda). Confusões à parte, Doces Palavras foi disco ruim em que Fafá de Belém usou em altas doses os ingredientes da receita populista de seu álbum anterior, Fafá (1989), que vendeu muito (supostas 500 mil cópias) e tocou bastante nas rádios por conta da balada Amor Cigano (da fértil dupla de hitmakers Michael Sullivan e Paulo Massadas) e da guarânia Nuvem de Lágrimas (de Paulo Debétio e Paulinho Rezende, outra dupla de hitmakers). Aliás, com Nuvem de Lágrimas, guarânia gravada pela cantora com a dupla Chitãozinho & Xororó (então com cotação alta no mercado fonográfico), Fafá abriu as portas das FMs cariocas para a música sertaneja. Por isso, Doces Palavras seguiu de forma explícita a fórmula de Fafá, incluindo outra balada de Sullivan & Massadas (Amor da Minha Vida) e outra guarânia de Debétio e Rezende (Águas Passadas, gravada com os então estreantes Zezé Di Camargo & Luciano). Só que não havia em Doces Palavras uma música tão bonita quanto Coração do Agreste (Moacyr Luz e Aldir Blanc), faixa de Fafá que tinha sido gravada originalmente para a trilha sonora da novela Tieta (1989). O hit televisivo de Doces Palavras foi Um Homem que Eu Amei, boa versão de Someone That I Used to Love (sucesso de Barbra Streisand) que, em 1992, entrou na trilha sonora da novela Pedra sobre Pedra.

45 Comments:

Blogger Mauro Ferreira said...

Um dos títulos mais populistas de toda a irregular discografia de Fafá de Belém, lançado originalmente pela gravadora BMG-Ariola em 1991, Doces Palavras ganhou reedição confusa na série Caçadores de Música, recém-editada pela Sony Music. O pesquisador Rodrigo Faour preserva as 15 faixas da edição original em CD. Mas reproduz a arte gráfica da capa e do encarte do LP, que trazia apenas 12 músicas. Com isso, a reedição omite foto - por exemplo - que aparecia somente no encarte do CD original e que mostrava Fafá com Amanda e com Lia Monteiro, convidadas de duas das três faixas-bônus do CD, A Luz É Minha Voz e Dê uma Chance ao Coração (a terceira faixa-bônus era Eu Daria Minha Vida, regravação do sucesso de Martinha na época da Jovem Guarda). Confusões à parte, Doces Palavras foi disco ruim em que Fafá de Belém usou em altas doses os ingredientes da receita populista de seu álbum anterior, Fafá (1989), que vendeu muito (supostas 500 mil cópias) e tocou bastante nas rádios por conta da balada Amor da Minha Vida (da dupla de hitmakers Michael Sullivan e Paulo Massadas) e da guarânia Nuvem de Lágrimas (de Paulo Debétio e Paulinho Rezende, outra dupla de hitmakers). Aliás, com Nuvem de Lágrimas, guarânia gravada pela cantora com a dupla Chitãozinho & Xororó (então com cotação alta no mercado fonográfico), Fafá abriu as portas das FMs cariocas para a música sertaneja. Por isso, Doces Palavras seguiu de forma explícita a fórmula de Fafá, incluindo outra balada de Sullivan & Massadas (Amor da Minha Vida) e outra guarânia de Debétio e Rezende (Águas Passadas, gravada com os então estreantes Zezé Di Camargo & Luciano). Só que não havia em Doces Palavras uma música tão bonita quanto Coração do Agreste (Moacyr Luz e Aldir Blanc), faixa de Fafá que tinha sido gravada originalmente para a trilha sonora da novela Tieta (1989). O hit televisivo de Doces Palavras foi Um Homem que Eu Amei, versão de Someone That I Used to Love (sucesso de Barbra Streisand) que, em 1992, entrou na trilha sonora da novela Pedra Sobre Pedra.

30 de março de 2010 11:01  
Anonymous Marcelo Barbosa said...

Pedra sobre Pedra foi em 1992, Mauro. E gostaria de pedir ao Rodrigo que incluísse em futuras remasterizações os dois discos da Beth, de 1990 e de 1991 (Saudades da Guanabara e Intérprete). Abs,

Marcelo Barbosa - Brasília (DF)

30 de março de 2010 11:02  
Anonymous Anônimo said...

Essa sim mergulhou no "Brega" sem pudores, esperdiçando uma das melhores vozes da MPB. Este lançamento é o mais derramado de todos. Inaudível.

30 de março de 2010 11:12  
Blogger Egídio said...

Caro Mauro,

Qual é o descaso que as gravadoras no Brasil tem com relação aos nossos artistas? Essa omissão na reedição deste CD me lembra outro grande problema. A própria Biscoito Fino pisou na bola na reedição do Tom Jobim, Minha Alma Canta. Os erros são vários e imperdoáveis.

Egídio

30 de março de 2010 11:17  
Anonymous Anônimo said...

Fafá só vale a pena até 1982, ano de lançamento do seu último disco consistente, "Essencial". Em 83 ela começou com gravações de hinos e lambadas, campanhas políticas ao lado de Teotônio Vilela (vide "Menestrel das Alagoas"), entre outras nulidades. Uma pena! Grande cantora que, assim como tantas outras (e outros), pasteurizou seu trabalho ao ponto do inaudível! Há salvação ainda??!!
Abs,
Ricardo Guima

30 de março de 2010 11:35  
Anonymous Anônimo said...

Inaudível mesmo.
O problema de Fafá é q além do repertório aterrador ela passou a cantar rorronando qualquer estilo musical q venha a interpretar: de Som Medida ao Hino Nacional.
E ela já cantou bem gostosinho...ouçam Água, Tamba Tajá, Estrela Radiante.

30 de março de 2010 11:37  
Anonymous Anônimo said...

A achei bem confuso seu texto também Mauro.Em alguns instantes fala " Fafá " em outros " Doces Palavras " ...

30 de março de 2010 12:00  
Anonymous Anônimo said...

O album " Fafá " de 89 é ruim ?

30 de março de 2010 12:04  
Anonymous Anônimo said...

Bem q podiam relançar o album subsequente a este, o belissimo "Meu fado" onde ela so canta musicas portugueses... ja estou procurando este Cd ha um tempão e ate agora nd.

30 de março de 2010 12:05  
Anonymous Anônimo said...

Só sei que tô amando essa notas e resenhas do Mauro sobre albums dos anos 80.A-MAN-DO!

30 de março de 2010 12:19  
Anonymous Vagner - Lapa said...

Também estou gostando dessas resenhas, mas acho estranho criticar um CD da década de 80 estando em 2010, sem contextualizar. Como acho muito estranho esse horror que os comentaristas deste blog tem das baladas românticas. Sim, todas gravaram, não acho um crime, falaram muito mal de um disco da Simone, fui caçar o repertório, tinha duas baladas, o resto era milton, ivan lins... Agora este da Fafá, este disco é importante, queiram ou não foi quando o sertanejo que já fazia muito sucesso no interior chegou nas grandes cidades. É nossa música, acho de um elitismo bobo achar que só o que é composto por Tom Vinícius, Chico Caetano e Gil presta. Nem esses compositores pensam assim. Caetano, Bethania, Gil vivem pescando coisas deste universo mais popular. Ah! Mas vendia, muito. Ah! Mas fazia muito sucesso! Ah! Mas tínhamos que dividir nossas melhores cantoras com o povão. Talvez seja isso que incomode tanto. Pelo que tenho escutado desses discos, o que me incomoda mesmo não são as canções, mas sim a sonoridade daquela época, que foi suplantada com a ascenção dos CDs acústicos.

30 de março de 2010 13:06  
Anonymous Anônimo said...

Comprei estes relançamentos todos. Estou muito satisfeito e ... quero é mais!!
Que venham álbuns inéditos em CDs: Beth Carvalho, João Bosco (Tiro de Misericórdia), Fágner (1986) e os discos em espanhol, Baby Consuelo (Cryshna Baby), Nana Caymmi, Emílio Santiago, Joanna (Aquarela Portuguesa), Lobão.
O que sair eu compro. Gosto de tudo. Quer dizer... quase tudo!!

30 de março de 2010 13:23  
Anonymous Anônimo said...

O anônimo acima foi feliz na palavra > INAUDÍVEL. Na época comprei o cd e devolvi a loja. É impressionante uma cantora que fez discos maravilhosos como Estrela Radiante, Água, Essencial e Tamba Tajá apareça com um disco tão fraco e pobre musicalmente. Atualmente ela tenta se livrar desse ranço popularesco e brega dessa fase de sua carreira, até que tem feito bons trabalhos. Minha única crítica atual é a chatice de ter que aguentar a filha Mariana em todos os shows a tiracolo, ninguém merece...
Esse ano ainda espero pelo DVD com músicas do Chico, espero que ela leve adiante esse projeto. Fafá cantando TODO SENTIMENTO é de tirar o fôlego de tão lindo!!

30 de março de 2010 13:35  
Anonymous Anônimo said...

"Só sei que estou amando essas notas e resenhas do Mauro sobre álbuns dos anos 80.A-MAN-DO!"Mas que ele chegue logo na Nana Caymmi,porque esta sim so produziu luxo e obra prima naquela década,culminando com 'Voz e Suor'.

30 de março de 2010 14:02  
Anonymous Anônimo said...

A discussão aqui não é pelo fator qualidade, é pela concepção de produção x mercado musical. Se cada artista tivesse lutado pelo seu ideal, ou perfil artístico, hoje não teríamos só isso como opção.
O que é um cenário musical que tem Luan como fenômeno com uma musiquinha simplória e uma agenda e estrutura de shows equiparado a Madonna?
Alguma coisa está fora da ordem. Querendo ou não isso reflete até na qualidade do presidente que o país terá.
Falta escolha, cada um que fique com a sua. Mas popular como sinônimo de vulgar não dá.

30 de março de 2010 17:11  
Anonymous Anônimo said...

Fafá pagou e paga o pato até hoje de ter gravado uns 4 ou 5 discos bregas e populares e de mau gosto. Perdeu muito público, ganho outro , mas ficou no prejuízo.

30 de março de 2010 18:51  
Anonymous Anônimo said...

Todos estes relançamentos serviram para eu descobrir que não sou nada saudosista. Colecionador de MPB há 3 décadas, comprei a caixa de Simone, do Ney, os avulsos de Elba, estes 3 últimos da Simone, os da Gal, etc, e mal consegui ouvir algumas faixas.
Em minha memória eles estavam muito melhores. Achei a maioria dos arranjos capenguérrimos, repertórios pra lá de comuns, enfim, valeu pelo disquinhos q acho (ainda) bacanas.
Os da Gal são realmente aquele batecum dos 80/90, Simone no comecinho não cantava nada, depois deu um belo UP, e em seguida foi caindo feito um ultra-leve.
Ney abusou da batida dos 80, quem aguenta ouvir hj em dia??? mas tá perdoado pq seu primeiro disco solo - que eu não conhecia - é primoroso, e o segundo ainda mantinha um certo pique.
Este da Fafá eu vou pular pq há muito não consigo ouvi-la (infelizmente, pq curto sua figura - apesar da dicção prejudicada)
Enfim, a memória afetiva é realmente imbatível. E as coisas têm seu tempo.
Pena q hj em dia não consiga encontrar ninguém q verdadeiramente me extasie.

30 de março de 2010 19:19  
Anonymous Anônimo said...

Augusto Flávio

Acho esse disco muito ruim, não é pelo fato de Fafá ter uma obra prima como: BANHO DE CHEIRO 1978, que vamos lincha-la. Tudo bem, concordo com o anônimo das 11:35, que até 82 no disco Essencial, ela era muito cuidadosa com o repertório. Mas vamos admitir que, todo artista tem discos que se escuta por inteiro, e outros discos que salva-se, uma ou duas canções. Fafá não foi a única que se enveredou por esse caminho.

30 de março de 2010 19:55  
Anonymous Anônimo said...

Fafá,assim como Simone e Joanna -
cantoras do mesmo balaio - perderam
-se completamente.Devem ter ganhado
muito dinheiro,mas pouquíssimo prestígio.Quem reverencia essas cantoras como ícones da MPB???Jamais tangenciaram as carreiras das grandes Elis,Bethania,Nana.
Cederam ao mercado e ao sucesso fácil quase todo o tempo.Agora fazem cara de paisagem.lamentável!!

30 de março de 2010 22:10  
Blogger Wagner Hardman Lima said...

A cultuada Zizi Possi nos anos 80 era a cara da breguice cantando Noite e Perigo (de luvas pretas e tudo) no ápice da breguice. Só foi mais inteligente que Fafá, Joana, Alcione e Simone, tratou de se desvencilhar desse repertório mais popular e voltou diva.

Bethânia nos anos 90 não vendia nada. Precisou de Roberta, cultuado ou brega ou popular pra voltar ao grande público... e aqui e ali grava algo brega como É o amor, que vai continuar brega, cafona e simplória... mas ela é rainha (até do brega?)... ai podche. Cada coisa que leio aqui.

31 de março de 2010 01:06  
Blogger ludo said...

Mauro, nos dois cds citados tinham duas músicas com nomes iguais??.."tocou bastante nas rádios por conta da balada Amor da Minha Vida (da dupla de hitmakers Michael Sullivan e Paulo Massadas)" e "incluindo outra balada de Sullivan & Massadas (Amor da Minha Vida)"

31 de março de 2010 12:24  
Blogger Mauro Ferreira said...

Oi, Ludo, grato por sua observação. Não, me confundi na hora de escrever o texto. A balada do álbum Fafá é Amor Cigano. Abs, MauroF

31 de março de 2010 12:58  
Anonymous Anônimo said...

Enquanto isso Simone se dava ao luxo de gravar nua em estudio,total futilidade,Fafa pedendo tempo e voz preciosos...Ô décadazinha.Morre Elis,Nana é despedida por telefone pela EMI,num momento trágico de sua vida.Tudo muito triste!Essas gravadoras estão merecendo o castigo de agora.

31 de março de 2010 13:53  
Anonymous Anônimo said...

TODAS gravaram baladas bregas, VÍRGULA! Somente as influenciáveis e sem autonomia! Abraços,

Marcelo Barbosa - Brasília (DF)

31 de março de 2010 16:38  
Anonymous Anônimo said...

Ao menos o album " Fafá " de 89 é bom né ?

31 de março de 2010 17:08  
Anonymous  said...

Não sei se TODAS gravaram mas certamente na lista das que gravaram podemos incluir Beth Carvalho (" Ziguezagueou " e " Saigon " ) e Zizi Possi ( " Perigo " ).

31 de março de 2010 17:08  
Anonymous Anônimo said...

A MPB morreu em 1982, aceitem isso. Assim como a bossa nova em 1966, e o pagode dos fundos de quintais em 1989. Cada coisa tem seu tempo.

As batidas da década de 80 realmente são horríveis. Roberto Menescal abusava delas como produtor, o que é louco, pois ele fez coisas fantásticas de 75 a 82.

31 de março de 2010 19:50  
Anonymous Anônimo said...

Saigon brega? Só rindo!
Abs,

Marcelo Barbosa - Brasília (DF)

PS: E Ziguezagueou é da década de 90. Não foi contaminada pela breguice contagiante das sem autonomia.

31 de março de 2010 21:55  
Anonymous  said...

Deixem Maria de Fátima em paz!


Maria Bethânia ( " Sob Medida " ), Beth Carvalho ( " Siriê " ), Teresa Cristina( " Carrinho de Linha " ), Marisa Monte ( " Ontem ao Luar " ), Margareth Menezes (" Filho da Bahia " ,Leny Andrade ( " Pra Não Mais Voltar" ),Zizi Possi ( " Bilhete "),Isabella Taviani.( " Atrevida "),Olivia Hime (" Dentro de mim mora em anjo ")e Leila Pinheiro ( "Pauapixuna" ).


Sabem da discografia de quem elas colheram essas músicas ?

31 de março de 2010 22:24  
Anonymous Anônimo said...

Eesa música "Nuvem de Lágrimas" é uma das piores coisas que eu já escutei. É triste! O disco é muito brega. Na época dei de presente. Essa fase ficou marcada na carreira de Fafá. Eu nunca mais tive coragem de comprar disco dessa dela e nem ir aos shows. Não me interessa mais. Foi adeus para sempre. Naõ costumo perdoar esse tipo de pecado grave.

1 de abril de 2010 00:02  
Anonymous Anônimo said...

Ontem ao luar já existia muito antes de Fafá de Belém nascer, e já era sucesso. E a grava~ção da marisa Monte tem partes que a Fafá não canta, o que só prova que Marisa foi mais fundo na pesquisa, e ouviu mesmo a gravação do Vicente Celestino, lá dos anos 20.

1 de abril de 2010 11:55  
Anonymous Anônimo said...

Có... vc descreveu as grandes músicas q a Fafá gravou, nenhuma da fase brega, interessante isso né? Se ela tivesse seguido a carreira gravando qualidade, hoje seria uma cantora muito mais executada e respeitada e não lembrada por Nuvem de Lágrimas, Abandonada e outras do gênero!

1 de abril de 2010 14:31  
Anonymous Diogo ! said...

Regravada recentemente por Maria Cecilia & Rodolfo a guarânia " Águas Passadas " é tão bela quanto " Nuvem de Lágrimas ". Particularmenre não vejo problemas em Fafá ser lembrada por " Nuvem de Lágrimas ",que como sempre salienta o Mauro,abriu as portas para musica sertaneja nas rádios cariocas. É implicancia mesmo com guarânias e boleros!



Esquecem que foi também nos anos 80 que Fafá se tornou,com a morte de Elis Regina, a maior interprete de Ivan Lins,ao lado da rival(?)Simone. O memso Ivan,até hoje,preterido por Gal Costa & Maria Bethânia ...




Um abraço a todos
Diogo Santos

1 de abril de 2010 17:15  
Anonymous Diogo ! said...

Sobre as faixas citadas por Marcelo Barbosa e Có :

De 1982," Bilhete " já ganhou inumeras regravações. Nenhuma supera Fafá de Belém. A mesma Fafá preterida por Ivan Lins em seu premido CD e DVD " Cantando Histórias " ...

De 1985," Atrevida " tem mesmo a cara de Taviani mas sinceramente não ouvi.

Nâo ouvi a regravação de Olivia Hime para " Dentro de mim mora um anjo".S e algum quiser me enviar eis meu email:caxias.diogo@hotmail.com

Grato desde já
Diogo Santos



PS:A Beth Carvalho romantica que eu gosto é aquela canta " Agua de chuva no mar " , " Teu jeito de sorrir" e,claro," As Rosas não falam !

1 de abril de 2010 17:24  
Anonymous Anônimo said...

Diogo,a maior interprete de Ivan é Nana Caymmi.Não tem nem pra Elis. "Doce Presença" dos anos 80 é das mais belas baladas gravadas em todos os tempos,juntamente com a interpretação de Nana,fazendo o que faz melhor que é cantar baladas.

1 de abril de 2010 21:48  
Anonymous Juarez said...

Quero ver se entendi bem: Música "boa" é aquela que não tem o menor apelo popular. É isso mesmo?

2 de abril de 2010 00:13  
Anonymous Anônimo said...

É implicancia mesmo com guarânias e boleros!(2).Diogo acertou.

2 de abril de 2010 10:24  
Anonymous Anônimo said...

Diogo, meu caro,

Eles tentam jogar este rótulo que não cabe em determinadas cantoras, principalmente na minha!
A breguice estava dominante nos anos 80 e como falta espelho em casa, ou melhor, na casa de algumas delas, saem por aí generalizando.
Felizmente a minha não embarcou nessa onda e tenho certeza de que se viva fosse a saudosa Clara Nunes também não adentraria, até porque tinha uma pessoa cuidadosa por trás (aliás, ambas!) da produção e feitura dos seus discos. Abraços,

Marcelo Barbosa - Brasília (DF)

PS: As que embarcaram são as porta-vozes da era Sullivan, Massadas, Debétios, Chicos Roques, Zé Augustos, ...... etc
Hoje em dia muitas omitem dos seus repertórios.

2 de abril de 2010 12:13  
Anonymous Anônimo said...

Quanto comentário inteligente. Adorei. Concordo quando dizem que Fafá se perdeu. Assim cmo joana e Simone. Muito bem colocado por um leitor. Zizi, realmente, foi MUITO INTELIGENTE. Deu a volta por cima, nunca mais correu "PERIGO" de cair no popularesco. Parabéns Zizi Possi!

2 de abril de 2010 18:27  
Anonymous Anônimo said...

Fafá sempre arranja desculpas em entrevistas qdo se fala dessa época. Ela diz que tem liberdade de cantar de tudo, pq tudo lhe interessa. Então tá, né?!!
Não adianta Fafá..o que já foi feito...Já era...

3 de abril de 2010 00:08  
Anonymous Diogo ! said...

Marcelo meu camarada,

Beth não pode ser criticada por embarcar nos modismos dos anos 80 pois de fato não entrou.No entanto,concordo quando criticam " Saigon " e " Ziguezagueou " pois são canções que EM NADA acrescentaram a carreira da madrinha.Até gosto delas,mas ...

3 de abril de 2010 16:40  
Anonymous Anônimo said...

Ziguezagueou até concordo, mas Saigon acrescentou em muito, até porque foi uma música, um hit descoberto por ela e depois gravada pelo Emílio Santiago.
Um abraço,

Marcelo Barbosa - Brasília (DF)

3 de abril de 2010 20:12  
Anonymous Anônimo said...

Saigon e Ziguezagueou são as músicas mais bonitas da carreira de Beth, junto com As Rosas Não Falam. Meu gosto, logo, o mais importante pra mim.

3 de abril de 2010 22:41  
Anonymous Anônimo said...

Marcelo,eu sei que sabe tudo de Beth Carvalho mas acho que o Diogo está certo pois Saigon foi um hit sim mas com Emilio Santiago .Cantei muito essa musica e pediam direto na noite mas só depois ele regravou.






Sofia Barreto
Guapimirim/RJ

5 de abril de 2010 17:11  
Anonymous Anônimo said...

Sim, Sofia! Virou hit na voz do Emílio. Mas quem descobriu primeiro foi a Beth. Um beijo,

Marcelo Barbosa - Brasília (DF)

5 de abril de 2010 19:37  

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