20 de agosto de 2009

Da Ghama fica sem identidade no primeiro solo

Resenha de CD
Título: Violas e Canções
Artista: Da Ghama
Gravadora: Reggae Brasil
Cotação: * *

É difícil acreditar num futuro longo para a carreira solo de Da Ghama como cantor. Ao menos por enquanto. Último dissidente do grupo Cidade Negra, o guitarrista não diz muito a que veio em seu primeiro CD individual, Violas e Canções, equivocado já a partir do título, que sugere um clima ruralista que, a rigor, não há entre as 14 faixas. Há, claro, as canções como Tesouro Perdido, Carta Grega e Amor Proibido, parcerias de Da Ghama com Bernardo Vilhena, George Israel e Rick Magia, respectivamente. E o problema é que elas, as canções, não chegam a entusiasmar. Falta pegada. Falta foco mais definido. O disco oscila entre romantismo pop (Jeito de Ser, outra canção de Ghama com Vilhena), tema embebido em latinidade de atmosfera quase cigana (Amor Matador), samba (Ciranda, composto com Marcos Valle e gravado com Arlindo Cruz) e cover dispensável do repertório irregular do Cidade Negra (A Cor do Sol). A propósito, ter embutido Na Rua, na Chuva, na Fazenda (Casinha de Sapê) numa batida de reggae pouco ou nada fez pela canção de maior sucesso de Hyldon. Aliás, regravação por regravação, a de Não Chores Mais (No Woman, no Cry - no bom original de Bob Marley vertido para o português por Gilberto Gil nos anos 70) soa mais envolvente e ainda tem a curiosidade de ter a adição do rap de Renato Biguli, egresso do coletivo carioca Monobloco. Da Ghama também regrava Djavan (Cair em si) e Negril (o pop reggae Um Só Coração), num indício de que faltou estofo para reunir repertório inédito que sinalizasse caminho mais pessoal que desse ao guitarrista maior identidade na carreira solo.

1 Comments:

Blogger Mauro Ferreira said...

É difícil acreditar num futuro longo para a carreira solo de Da Ghama como cantor. Ao menos por enquanto. Último dissidente do grupo Cidade Negra, o guitarrista não diz muito a que veio em seu primeiro CD individual, Violas e Canções, equivocado já a partir do título, que sugere um clima ruralista que, a rigor, não há entre as 14 faixas. Há, claro, as canções como Tesouro Perdido, Carta Grega e Amor Proibido, parcerias de Da Ghama com Bernardo Vilhena, George Israel e Rick Magia, respectivamente. E o problema é que elas, as canções, não chegam a entusiasmar. Falta pegada. Falta foco mais definido. O disco oscila entre romantismo pop (Jeito de Ser, outra canção de Ghama com Vilhena), tema embebido em latinidade de atmosfera quase cigana (Amor Matador), samba (Ciranda, composto com Marcos Valle e gravado com Arlindo Cruz) e cover dispensável do repertório irregular do Cidade Negra (A Cor do Sol). A propósito, ter embutido Na Rua, na Chuva, na Fazenda (Casinha de Sapê) numa batida de reggae pouco ou nada fez pela canção de maior sucesso de Hyldon. Aliás, regravação por regravação, a de Não Chores Mais (No Woman, no Cry - no bom original de Bob Marley vertido para o português por Gilberto Gil nos anos 70) soa mais envolvente e ainda tem a curiosidade de ter a adição do rap de Renato Biguli, egresso do coletivo carioca Monobloco. Da Ghama também regrava Djavan (Cair em si) e Negril (o pop reggae Um Só Coração), num indício de que faltou estofo para reunir repertório inédito que sinalizasse caminho mais pessoal que desse ao guitarrista maior identidade na carreira solo.

20 de agosto de 2009 19:12  

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