22 de fevereiro de 2009

DVD documenta, ao vivo, início e fim do Clash

Resenha de DVD
Título: The Clash Live
- Revolution Rock
Artista: The Clash
Gravadora: Sony BMG
Cotação: * * * 1/2

Editado no exterior em abril de 2008, o DVD The Clash Live - Revolution Rock ganha uma edição nacional, via Sony BMG, neste mês de fevereiro de 2009, sem as necessárias legendas em português. Trata-se de um bom documentário dirigido por Don Letts que expõe, através da exibição de 21 números captados ao vivo entre 1977 e 1983, a trajetória do grupo punk que foi perdendo (parte de) sua fúria à medida em que crescia na cena pop mundial. O texto narrado entre os vídeos reconstitui de forma superficial a transformação da banda britânica. Há, nos extras, duas entrevistas concedidas pelo Clash em 1981 aos programas Tomorrow Show with Tom Snyder e e NBC Live at Five. Mas o prato principal são mesmo os números ao vivo. E eles valorizam o DVD. Não somente por incluir no cardápio takes inéditos como os de What's my Name? (1977), Capitol Radio One (também de 1977), I'm so Bored with the U.S.A. (1978), The Magnificent Seven (extraído de edição de 1981 do programa The Tomorrow Show) e Know your Rights (captado num festival norte-americano, já em 1983). Mas porque a boa coletânea de vídeos ao vivo conta por si só a história do Clash, cuja apresentação no Shea Stadium em 1982 - recentemente lançada em CD e rebobinada no DVD em números como Should I Stay or Should I Go? - é o símbolo da massificação de um grupo que, aos poucos, foi se distanciando de sua histórica origem punk.

2 Comments:

Blogger Mauro Ferreira said...

Editado no exterior em abril de 2008, o DVD The Clash Live - Revolution Rock ganha uma edição nacional, via Sony BMG, neste mês de fevereiro de 2009, sem as necessárias legendas em português. Trata-se de um bom documentário dirigido por Don Letts que expõe, através da exibição de 21 números captados ao vivo entre 1977 e 1983, a trajetória do grupo punk que foi perdendo (parte de) sua fúria à medida em que crescia na cena pop mundial. O texto narrado entre os vídeos reconstitui de forma superficial a transformação da banda britânica. Há, nos extras, duas entrevistas concedidas pelo Clash em 1981 aos programas Tomorrow Show with Tom Snyder e e NBC Live at Five. Mas o prato principal são mesmo os números ao vivo. E eles valorizam o DVD. Não somente por incluir no cardápio takes inéditos como os de What's my Name? (1977), Capitol Radio One (também de 1977), I'm so Bored with the U.S.A. (1978), The Magnificent Seven (extraído de edição de 1981 do programa The Tomorrow Show) e Know your Rights (captado num festival norte-americano, já em 1983). Mas porque a boa coletânea de vídeos ao vivo conta por si só a história do Clash, cuja apresentação no Shea Stadium em 1982 - recentemente lançada em CD e rebobinada no DVD em números como Should I Stay or Should I Go? - é o símbolo da massificação de um grupo que, aos poucos, foi se distanciando de sua histórica origem punk.

22 de fevereiro de 2009 14:11  
Anonymous Felipe dos Santos Souza said...

Já vi, revi, "trevi" a bolachinha... comprara a edição importada (quem ia me dizer que ia sair uma nacional?).

Concordo com tudo que você disse, Mauro. Acrescentaria, dizendo que é por ter perdido (parte de) sua fúria que os vídeos dos primórdios acabam sendo melhores.

Os de "What's My Name" e "Capital Radio One" - tirados de uma apresentação na Elizabethan Suite de Manchester, que também contou com "Janie Jones" e "Garageland" - são de fazer pedra chorar. Que vivacidade! Que poder! Que música incendiária!

Basta dizer que, no fim de "What's Your Name", Joe Strummer tropeça no pedestal do microfone, cai de cabeça no praticável da bateria... e nem por isso para de cantar, ainda que Paul Simonon tenha ficado preocupado.

Como o fotógrafo Bob Gruen escreveu no encarte de "Live at Shea Stadium", talvez o Clash tenha acabado exatamente por isso: estava ficando grande demais para continuar fazendo o que mais gostava, ou seja, ter uma relação absolutamente próxima dos fãs.

Sim, a maior parte dos vídeos não têm lá tanto ineditismo assim para quem é fã ardoroso (quem não tiver o DVD, é só procurar no YouTube e vai achar tudinho).

Mas não importa. Eu repito: se é Clash, é bom.

22 de fevereiro de 2009 20:52  

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