25 de setembro de 2008

Lages se volta para as velhas emoções do 'Rei'

Resenha de CD
Título: Inesquecível
Artista: Eduardo Lages
Gravadora: Som Livre
Cotação: * *

Maestro de Roberto Carlos desde 1978, o correto pianista Eduardo Lages iniciou carreira fonográfica em 2005 com o previsível disco Emoções, de repertório inteiramente dedicado ao cancioneiro do Rei. Em 2006, Lages foi além dos hits do cantor no álbum Cenário - linha que seguiu em seu primeiro registro de show, Com Amor (2007), editado em 2007 nos formatos de CD e DVD. Em Inesquecível, o quarto título de sua discografia, ora lançado pela Som Livre, o pianista se volta para o repertório de Roberto, mas com maior liberdade estética. Se Debaixo dos Caracóis dos seus Cabelos (1971) ganha ar quase interiorano por conta do acordeom de Marinho do Acordeom, Vista a Roupa, meu Bem (1970) é alvo de um dos arranjos mais interessantes, à moda de Ray Conniff (1916 - 2002). Já O Calhambeque (1963) é envolvida em orquestração que evoca o suingue de Glenn Miller (1904 - 1944) com êxito. São as melhores faixas de um disco que patina na padronização melosa - nos arranjos de músicas como Você em Minha Vida (1976) e Eu Preciso de Você (1971) - e que parece não aproveitar todo o potencial vocal do grupo Ponto 4, convidado de Jesus Cristo (1970). São as velhas emoções em novas embalagens.

5 Comments:

Blogger Mauro Ferreira said...

Maestro de Roberto Carlos desde 1978, o correto pianista Eduardo Lages iniciou carreira fonográfica em 2005 com o previsível disco Emoções, de repertório inteiramente dedicado ao cancioneiro do Rei. Em 2006, Lages foi além dos hits do cantor no álbum Cenário - linha que seguiu em seu primeiro registro de show, Com Amor (2007), editado em 2007 nos formatos de CD e DVD. Em Inesquecível, o quarto título de sua discografia, ora lançado pela Som Livre, o pianista se volta para o repertório de Roberto, mas com maior liberdade estética. Se Debaixo dos Caracóis dos seus Cabelos (1971) ganha ar quase interiorano por conta do acordeom de Marinho do Acordeom, Vista a Roupa, meu Bem (1970) é alvo de um dos arranjos mais interessantes, à moda de Ray Conniff (1916 - 2002). Já O Calhambeque (1963) é envolvida em orquestração que evoca o suingue de Glenn Miller (1904 - 1944) com êxito. São as melhores faixas de um disco que patina na padronização melosa - nos arranjos de músicas como Você em Minha Vida (1976) e Eu Preciso de Você (1971) - e que parece não aproveitar todo o potencial vocal do grupo Ponto 4, convidado de Jesus Cristo (1970). São as velhas emoções em novas embalagens.

25 de setembro de 2008 às 17:11  
Anonymous Anônimo said...

Vc disse bem, Mauro....Correto pianista, talvez por isso não nos provoque emoções.

25 de setembro de 2008 às 19:04  
Anonymous Anônimo said...

Eduardo Lages leva consigo a tarefa de divulgar a música instrumental tão esquecida em nosso país! Poucos são os artistas que ainda lançam discos como esses e que chegam ao povo!

Seus arranjos são sempre sofisticados e seus trabalhos elegantes1 Discordo, com respeito, do comentário acima! Tenho certeza que diversos fãs, não apenas do Roberto Carlos, apreciam esse trabalho e sentem a essências das eternas emoções dessas canções!

Abraços

26 de setembro de 2008 às 18:43  
Anonymous Anônimo said...

O disco é lindo, fascinante! A música instrumental agradece! Curioso que nos dias de hoje, chamar alguém de correto é o mesmo que manchá-lo! Que inversão de valores!

26 de setembro de 2008 às 18:51  
Anonymous Anônimo said...

Considero o disco do Eduardo uma obra prima da música instrumental, tão esquecida pelo nosso país, talvez pela falta de incentivo, afinal temos grandes músicos aqui!
Gosto de todas as faixas do disco e mesmo aquelas que você cita como melosas não deixam de emocionar aos fãs que ajudaram a escolher esse repertório no blog do maestro!

Um forte abraço!

27 de setembro de 2008 às 13:51  

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