13 de dezembro de 2007

Creuza investe na obra de Baden em CD trivial

Resenha de CD
Título: É Melhor Ser Alegre que Ser Triste
Artista: Maria Creuza
Gravadora: Albatroz
Cotação: * 1/2

Após um período de relativa evidência nos anos 70, Maria Creuza jamais conseguiu levar adiante sua carreira fonográfica com o padrão estilístico daquela década de auge artístico. Associada à obra de Vinicius de Moraes (1913 - 1980), a mediana cantora de certa forma continua ligada ao Poetinha neste disco em que interpreta onze temas de Baden Powell (1937 - 2000), o mais constante parceiro de Vinicius nos anos 60. A questão é que Creuza já não tem voz (nem ginga) para encarar afro-sambas do porte de Canto de Ossanha, Berimbau e Tem Dó. E tampouco sambas de cheios de quebras como Lapinha. Resultado: ouve-se um disco absolutamente trivial. Nenhuma das 11 músicas ganha um registro que, ao menos, rivalize com o brilho das gravações mais ilustres de pérolas como Deixa, Samba Triste, Samba da Benção e Consolação. Até porque as músicas de maior intensidade emocional - o caso de Apelo, adornada com sopros - pedem cantoras muito mais arrebatadoras. Maria Creuza tem lá sua importância na música brasileira. Mas este insosso É Melhor Ser Alegre do que Triste não faz jus a ela e tampouco a Baden.

14 Comments:

Anonymous Anônimo said...

que maldade com a Creuza, Mauro

13 de dezembro de 2007 às 15:57  
Anonymous Anônimo said...

Achei a crítica forte demais e muito agressiva. Vc poderia ter sido mais educado.

13 de dezembro de 2007 às 16:01  
Anonymous Anônimo said...

Ai, que gente chata...Mauro não disse nada que não seja a verdade. Maria Creuza nunca foi uma grande cantora.

13 de dezembro de 2007 às 19:41  
Anonymous Anônimo said...

Que gente fresca. Mauro não falou nenhuma mentira. Maria Creuza é mesmo uma cantora mediana (mediana não é ruim). Não ouvi o disco, mas dizer que ele é trivial e que não tem nada nele que se compare com as gravações originais não tem nada de falta de educação.

O que vcs queriam: "Perdão, senhora Maria Creuza, mas o seu disco, apesar de maravilhoso, não é bom"?

13 de dezembro de 2007 às 19:45  
Blogger Palavra said...

Nossa, pegou pesado.

13 de dezembro de 2007 às 20:39  
Anonymous Anônimo said...

Este comentário parece mais com uma opinião de bar do que com um crítica construtiva, então fica para mim como uma propaganda contrária ao que você quis passar, pois agora tenho muita vontade de ouvir esse cd, pois com a força fraca dos argumentos e a falta de educação que foi citada anteriormente em um dos comentários me levam a pensar que as músicas devem estar ótimas.

13 de dezembro de 2007 às 22:30  
Anonymous Anônimo said...

Nossa!Posso concordar com algumas coisas que você escrevou. E me agrada muito que você esteja pondo os pingos nos is.Porém acredito que, quando você faz isso deixando aparecer mais a sua sensibilidade, exista uma possibilidade maior de que a crìtica alcance o objetivo, isso no meu entendimento, ou seja, informar, formar e ao mesmo tempo dar um "feed" ao artista.Dessa maneira, me parece que a dureza que transparece impeça um alcance maior.
um abraço
Humberto
P.s Sempre achei a Maria Creusa interessante pois sempre senti que ela fazia bem o seu metier sem querer ser mais do que era.Voz interessantissima pela qualidade interpretativa natural.Hoje em dia não tenho acompanhado o seu trabalho.Mas continuo achando uma simpatia.Eu sei, isso não tem nada a ver com arte, existem muitos antipaticos por ai que são grandes artistas.
Valeu.

13 de dezembro de 2007 às 23:24  
Anonymous Anônimo said...

Mauro, que coisa mais rancorosa e amarga. Ela tem de tempo de carreira o que vc não tem de tempo de vida. Respeite-a.

14 de dezembro de 2007 às 02:51  
Anonymous Anônimo said...

Mauro você pegou pesado! Maria Creuza tem sim uma trajetória importante na MPB, como também é uma grande intérprete. Respeito antes de tudo!
Nivaldo

14 de dezembro de 2007 às 08:06  
Anonymous Anônimo said...

Maria Creuza, além de uma voz inteiramente sem graça, comum, só caiu nas graças de Vinícius de Moraes pq era uma mulher lindíssima. E, por causa disso, ela parou no tempo e vive de rererereinterpretar as músicas de Vinícius, que se com ela já eram sem graça nos anos 70, quanto mais agora, que além de menos voz do que ela jamais teve, ela não é mais a linda mulher que já foi um dia. Maria Creuza parou no tempo.

14 de dezembro de 2007 às 10:08  
Anonymous Anônimo said...

Eu Discordo de toda essa descrição feita por você, Mauro Ferreira, Eu assim como você colecionadora e ouvinte de todos os lançamentos, de bossa nova discordo de todo esse comentário, tolo e deprimente, afinal de contas Maria Creuza além de toda simpátia do mundo, possui talento e carisma e isso já basta para que um cantor seja contemplado em meio a tantos artistas estupidos e que não merecem de forma alguam apesar do talento estar no palco para se apresentar.. Amei o disco e acho que quem gosta de bossa nova, sabe e intende a importancia das canções de Vinicius de Moraes sendo interpretados por pessoas de talento e humildade.

.. Reveja seus conceitos na hora das suas criticas, seja menos ignorante.

14 de dezembro de 2007 às 17:16  
Anonymous Anônimo said...

Boa pedida, vou procurar o cd. Não deixa de ser novidade escutar um cd como esse! Só conheço a produção de Maria Creusa dos anos 70 (muito boa) e início dos 80. Acho que a década de 80 foi meio cruel com ela e com muita gente.

15 de dezembro de 2007 às 01:19  
Anonymous Anônimo said...

Do pouco que conheço Maria Creuza percebi que ela canta silenciosamente. Eu gosto. Mas não aguento mais este repertório aí.

Não vi nenhuma grosseria no comentário do Mauro.
Me economizem!!!

15 de dezembro de 2007 às 10:22  
Anonymous Anônimo said...

A década de 80 foi cruel com quase todo mundo, principalmente com nossos ouvidos. Tirando Leila Pinheiro, Sandra de Sá e Ed Motta, nada mais prestou.

17 de dezembro de 2007 às 20:29  

Postar um comentário

<< Home