9 de abril de 2010

Grande intérprete, Zélia honra obra de Dolores

"Grande ZD!...", gritou uma espectadora enquanto Zélia Duncan estava no palco do Canecão (RJ), na noite de 8 de abril de 2010, prestando tributo a Dolores Duran (1930 - 1959) na temporada de 2010 da série MPB & Jazz. Segunda solista a entrar em cena para cantar o fino repertório de Dolores na companhia da Orquestra Petrobrás Sinfônica, sob a regência dos maestros Carlos Prazeres e Wagner Tiso, Zélia se confirmou grande e versátil intérprete. Seu primeiro número - Noite de Paz, uma das músicas mais pungentes da obra autoral de Dolores - já reiterou de cara a maturidade conquistada por Zélia nos últimos anos. A cantora - vista acima em fotos de Mauro Ferreira - se transformou até numa correta crooner de jazz para cantar My Funny Valentine após contar história curiosa sobre a admiração de Ella Fitzgerald (1918 - 1996) - uma das grandes intérpretes do clássico de Richard Rodgers e Lorenz Hart - pelo registro feito por Dolores deste standard norte-americano (Ella veio ao Brasil nos anos 50 e conheceu Dolores). Antes, Zélia brilhou ao reviver O Negócio É Amar, a parceria póstuma de Dolores com Carlos Lyra, lançada em 1984 por Nelson Gonçalves (1919 - 1998) em dueto com Fafá de Belém. Zélia também entoou Canção da Volta (Ismael Neto e Antônio Maria), Castigo (Dolores Duran) e Solidão (Dolores Duran) em registros pautados pela contenção emocional. Uma voz à altura de Dolores!!

10 Comments:

Blogger Mauro Ferreira said...

"Grande ZD!...", gritou uma espectadora enquanto Zélia Duncan estava no palco do Canecão (RJ), na noite de 8 de abril de 2010, prestando tributo a Dolores Duran (1930 - 1959) na temporada de 2010 da série MPB & Jazz. Segunda solista a entrar em cena para cantar o fino repertório de Dolores na companhia da Orquestra Petrobrás Sinfônica, sob a regência dos maestros Carlos Prazeres e Wagner Tiso, Zélia se confirmou grande e versátil intérprete. Seu primeiro número - Noite de Paz, uma das músicas mais pungentes da obra autoral de Dolores - já reiterou de cara a maturidade conquistada por Zélia nos últimos anos. A cantora - vista acima em fotos de Mauro Ferreira - se transformou até numa correta crooner de jazz para cantar My Funny Valentine após contar história curiosa sobre a admiração de Ella Fitzgerald (1918 - 1996) - uma das grandes intérpretes do clássico de Richard Rodgers e Lorenz Hart - pelo registro feito por Dolores deste standard norte-americano (Ella veio ao Brasil nos anos 50 e conheceu Dolores). Antes, Zélia brilhou ao reviver O Negócio É Amar, a parceria póstuma de Dolores com Carlos Lyra, lançada em 1984 por Nelson Gonçalves (1919 - 1998) em dueto com Fafá de Belém. Zélia também entoou Canção da Volta (Ismael Neto e Antônio Maria), Castigo (Dolores Duran) e Solidão (Dolores Duran) em registros pautados pela contenção emocional. Uma voz à altura de Dolores!!

9 de abril de 2010 10:55  
Anonymous Anônimo said...

Sua voz e seu modo de interpretar,sei lá,não me emociona não.

9 de abril de 2010 12:27  
Anonymous Anônimo said...

Zélia cresceu muito como intérprete. Saiu daquelas baladinhas folks com aqueles violões chatinhos e começou a participar de projetos de peso. Zélia cantando MPB é muito boa.

9 de abril de 2010 16:44  
Anonymous João said...

Não tenho palavras para descrever tanta admiração.
Zélia é um espetáculo no palco.
Gostaria muito de vê-la homenageando nossa querida Dolores Duran.
Sem sombras de dúvida ela está à altura.
Viva a música brasileira!!!

9 de abril de 2010 16:55  
Anonymous  said...

Será que brilhou mesmo ao reviver " O Negócio É Amar ",imortalizada com Nelson Gonçalves e Fafá de Belém ?

9 de abril de 2010 22:59  
Blogger Ana Costa said...

Estive lá e fui aquecida pela voz da Zélia quando entrou cantando Noite de Paz. Intérprete perfeita!!

9 de abril de 2010 23:44  
Anonymous Anônimo said...

O Negócio é Amar é de Leny Andrade e ninguém tira. De longe a melhor interpretação!!

10 de abril de 2010 11:35  
Anonymous  said...

Anônimo,Leny tem lá seus encantos no mundinho do jazz-samba-bossa nova mas quando cisma de regravar Fafá de Belém não se impõe nunquinha.Já ouviu " Pra Não Mais Voltar " do CD Maysa - Esta chama que Não Vai Passar ?

10 de abril de 2010 16:48  
Anonymous Anônimo said...

"Grande ZD!!!"Apropriadíssimo. Comecei a ouvir Zélia Duncan no "Eu me Transformo em Outras". Depois durante a turnê vitoriosa do Amigo é Casa tive a oportunidade de aplaudi-la ao lado de Simone desde a estréia em Porto Alegre até os últimos espetáculos da temporada,maravilhosos, em Portugal. Grande intérprete,inteligente, senhora da sua carreira e do seu público.Uma jóia rara que merece ser tratada como tal. Parabens ZD por mais esse sucesso.
Beijo
Eulalia Moreno
São Paulo

10 de abril de 2010 23:02  
Anonymous Anônimo said...

Có... como ardoroso fã de Fafá vc deve estar desinformado. Foi Fafá que regravou de Leny essa canção. Ah sim, Pra Não Mais Voltar com a Fafá é imbatível. Essa quem regravou da Fafá foi a Leny, que não fez feio, mas ficou inferior.

11 de abril de 2010 01:03  

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