1 de julho de 2009

DVD de Maga (não) historia o afro-pop-baiano

Resenha de CD e DVD
Título: Movimento
AfroPopBrasileiro
- A História
Idealização: Margareth
Menezes
Artista: Vários
Distribuição: Dirigida
Cotação: * * * 1/2 (CD)
e * * (DVD)

No momento em que Daniela Mercury festeja a obtenção de patrocínio para a produção de seu sonhado documentário, A História Musical do Axé, sobre a música afro-pop-baiana, Margareth Menezes sai na frente e lança - com distribuição dirigida apenas a instituições e a formadores de opinião - o CD e o DVD Movimento Afro Pop Brasileiro - A História. A ideia é feliz, pois põe o foco nos líderes e no repertório dos blocos afros-baianos, base sólida da música rotulada como axé-music. Infelizmente, o resultado é insatisfatório. A rigor, o vídeo nem pode ser caracterizado como documentário. O DVD se limita a intercalar depoimentos ralos de compositores e intérpretes baianos com trechos do show que reuniu vozes expressivas do movimento no Teatro Castro Alves, em Salvador (BA), em 2007. Tais depoimentos mais exaltam o movimento e a iniciativa de Margareth do que propriamente relatam a gênese a evolução da música afro-baiana, enraizada em ritmos como samba-reggae e o ijexá. Melhor resultado alcança o CD com parte do registro ao vivo do show pelo fato de apresentar as gravações na íntegra. O primeiro volume - supõe-se que haja um segundo em produção - apresenta 15 registros, a maioria expressivos. A começar pelo encontro dos Filhos de Gandhi com Tatau para reviver o tema de Gilberto Gil que reverencia o mais tradicional bloco afro da Bahia. No ritmo do ijexá, Mateus Aleluia encerra o disco com Ogundê/Cequecê, exemplo do som afro-brasileiro que molda obra seminal do grupo Os Tincoãs. Entre um fonograma e outro, o ouvinte escuta sambas-reggaes que exaltam as tradições afro-brasileiras de grupos como Ilê Aiyê, Olodum, Malê Debalê e Muzenza. Casos de Fonte de Desejo - samba-reggae no qual Altair celebra o Ilê - e do pot-pourri de temas do Olodum em que brilha a voz poderosa de Tonho Matéria. E por falar em vozes poderosas, a cantora Virgínia Rodrigues alcança momento sublime ao reviver Deus do Fogo e da Justiça - primoroso tema do cancioneiro afro-brasileiro (da lavra de Oswaldo Almeida) - num registro de quase sete minutos que soa como oração. Margareth Menezes também se mostra na melhor das formas em abordagem pulsante de Alegria da Cidade (Lazzo e Jorge Portugal) em que seu caloroso vozeirão interage apenas com o violão de Saul Barbosa. Cantoras que sempre projetaram o melhor repertório do gênero, Daniela Mercury e Mariene de Castro defendem bem Dara (Daniela Mercury) e Novos Rumos (de Jota Maranhão), respectivamente, enquanto o compositor Roberto Mendes enfatiza a contribuição do samba de roda em pot-pourri com clássicos do gênero. Enfim, a música é boa, mas o documentário em si carece de um foco mais nítido. Os diretores e roteiristas Sérgio Siqueira e Rafaela Carrijo não conseguiram fazer com que o material falado - já ralo em sua essência - desse origem a uma narrativa propriamente dita que contasse a história do axé. Até porque os dados biográficos dos grupos afros expostos no filme são ditos de forma professoral, em meio a imagens de desfiles. Que venha o documentário de Daniela!

9 Comments:

Blogger Mauro Ferreira said...

No momento em que Daniela Mercury festeja a obtenção de patrocínio para a produção de seu sonhado documentário, A História Musical do Axé, sobre a música afro-pop-baiana, Margareth Menezes sai na frente e lança - com distribuição dirigida apenas a instituições e a formadores de opinião - o CD e o DVD Movimento Afro Pop Brasileiro - A História. A ideia é feliz, pois põe o foco nos líderes e no repertório dos blocos afros-baianos, base sólida da música rotulada como axé-music. Infelizmente, o resultado é insatisfatório. A rigor, o vídeo nem pode ser caracterizado como documentário. O DVD se limita a intercalar depoimentos ralos de compositores e intérpretes baianos com trechos do show que reuniu vozes expressivas do movimento no Teatro Castro Alves, em Salvador (BA), em 2007. Tais depoimentos mais exaltam o movimento e a iniciativa de Margareth do que propriamente relatam a gênese a evolução da música afro-baiana, enraizada em ritmos como samba-reggae e o ijexá. Melhor resultado alcança o CD com parte do registro ao vivo do show pelo fato de apresentar as gravações na íntegra. O primeiro volume - supõe-se que haja um segundo em produção - apresenta 15 registros, a maioria expressivos. A começar pelo encontro dos Filhos de Gandhi com Tatau para reviver o tema de Gilberto Gil que reverencia o mais tradicional bloco afro da Bahia. No ritmo do ijexá, Mateus Aleluia encerra o disco com Ogundê/Cequecê, exemplo do som afro-brasileiro que molda obra seminal do grupo Os Tincoãs. Entre um fonograma e outro, o ouvinte escuta sambas-reggaes que exaltam as tradições afro-brasileiras de grupos como Ilê Aiyê, Olodum, Malê Debalê e Muzenza. Casos de Fonte de Desejo - samba-reggae no qual Altair celebra o Ilê - e do pot-pourri de temas do Olodum em que brilha a voz poderosa de Tonho Matéria. E por falar em vozes poderosas, a cantora Virgínia Rodrigues alcança momento sublime ao reviver Deus do Fogo e da Justiça - primoroso tema do cancioneiro afro-brasileiro (da lavra de Oswaldo Almeida) - num registro de quase sete minutos que soa como oração. Margareth Menezes também se mostra na melhor das formas em abordagem pulsante de Alegria da Cidade (Lazzo e Jorge Portugal) em que seu caloroso vozeirão interage apenas com o violão de Saul Barbosa. Cantoras que sempre projetaram o melhor repertório do gênero, Daniela Mercury e Mariene de Castro defendem bem Dara (Daniela Mercury) e Novos Rumos (de Jota Maranhão), respectivamente, enquanto o compositor Roberto Mendes enfatiza a contribuição do samba de roda em pot-pourri com clássicos do gênero. Enfim, a música é boa, mas o documentário em si carece de um foco mais nítido. Os diretores e roteiristas Sérgio Siqueira e Rafaela Carrijo não conseguiram fazer com que o material falado - já ralo em sua essência - desse origem a uma narrativa propriamente dita que contasse a história do axé. Que venha o documentário de Daniela!!

1 de julho de 2009 11:22  
Blogger Leandro said...

Daniela e Maga possuem uma visão sistemica de arte que produzem.Vejo discursos um pouco diferentes, pois, Margereth canta e declama a sua arte,quase sempre, no contexto da cultura e das raízes africanas.Daniela vai além da áfrica e levanta a bandeira da música brasileira e baiana mundo afora, portando elementos e influencias que transbordam e renovam o bom e quase esquecido óbvio do axé music.

1 de julho de 2009 13:25  
Anonymous Anônimo said...

Bom saber. Parabéns, Maga. Mauro, e Robeto Mendes está produzindo algum disco alguma coisa? Ele e fantástco. Quero saber sobre os trabalhos dele. Vem cd novo por aí? Vem dvd novo por aí? Me informe Mauro por favor?

1 de julho de 2009 15:43  
Blogger Flávio Herculano said...

Então é com o documetário de Daniela que vamos saber exatemente quem são os "culpados", ou "pais" do axé, uma criança que nem deveria ter sido concebida ou que já tinha que ter nascido morta.

Ainda bem que o tempo, sempre senhor de tudo, está fazendo o favor de sepultar este ritmo.

1 de julho de 2009 17:10  
Anonymous Thiago said...

Só não compreendi o título do texto.

não historia? Existe essa construção?

2 de julho de 2009 01:17  
Anonymous Anônimo said...

Thiago, espero que seja ironia...

2 de julho de 2009 21:33  
Blogger Margareth Menezes said...

Margareth Menezes que cantora linda com seus cachos de Oxum reluzente com a Justiça de Xangô mais verdadeira pelo o Espirito divino Margareth traz em si uma mistura forte e popular em si faz com que as coisas os dominios se rendam como está envolvido em seus cds Maga linda com sua voz grave roca magnifica pontual nascida do ventre das aguas cuidada pelo carinho de Dona Diva vivida nos braços dos Ancestrais evoluida como atriz como glória foi aprensentada como a rainha e mais conhecida de cantar musicas dificeis Margareth que faz com que luta em que as nossas humildades de Espiritos e juntem se em harmonia tirando excluindo o preconceito de cor discriminação de raças e das musicas afros Margareth é unica cantora negra da Bahia que está no auge Graças á Deus fazendo em si uma repercussão de valores das raizes afros no qual não é valorizada e unica cantora que canta ijexá, afro, percussão, baianidade daí surgiu o seu movimento trata da letidimidade da musica afro baiana deu então a evoluçaõ de DNA a super estrela O MOVIMENTO AFROPOPBRASILEIRO com varios ritmos afros como Illê Ayê, FILHOS DE GHANDY, MUZENZA, OLODUM, CORTEJO AFRO MALÊ DE BALÊ É ISSO MARGARETH É SHOW Daniela Mercury por sua vez traz em si a musica afro eletrônica mais afro do que eletrônica Espelho da nossa negritude são nada mais do que: MARGARETH MENEZES E DANIELA MERCURY duas cantoras de sucesso no nosso cenario baiano brasileiro e em toda America as duas num só ritimo o samba reggae se vc buscar de uma maneira na net samba reggae ou no Wikipédia samba reggae só vai encontrar três beladades MARGARETH DANIELA E OLDUM no carnaval da bahia nos anos 80 ao atual são de nitidez os charmes n de nossos cantores os melhores puxadores interpretes compositotes astros e estrelas como: CHICLETE COM BANANA, MARGARETH MENEZES, ASA DE AGUIA, DANIELA MERCURY, JAMIL E UMA NOITE, IVETE SANGALO, GILBERTO GIL, CAETANO VELOSO, ARAKETU, MARIA BETHANIA, HARMONIA DO SAMBA, ILLÊ, OS GHANDY,Dodo Osmar,CARINHOS BROWN, BANDA EVA CORTEJO AFRO. estão até hoje esses astistas da Bahia Bahia Bahia em que muitos não dão nem valor mais são os melhores prova disso estão até hoje e nunca ficaram de fora do carnaval de Salvador por que eles tem essencias não foi atoa que a Rede Bahia o Ibahia conduziram 04 beldades como Daniema Mercury, Margareth Menzes, Ivete Sangalo e Armandinho e chamaram e apresentando nas propagandas DIVAS DA BAHIA no qula são essas três e não haverá mais outras podem existir nomeadoras de estrelas da Bahia mais divas são divas não existe hoje na bahia uma Rede Tão unica como a Rede Bahia por declarar nos tempos de carnaval o rede Bahia nunca demonstrou particularidade de um só artistas mais de todos é o que ganha edições aniversarios desejos de tela Margareth Ivte e Dainiela como Divas um grande beijo e pense sobre isso é uma satisfação ter esse artistas no dia á dia...

14 de julho de 2009 12:05  
Blogger Deise said...

Gostei muito do teu texto. Eu também escuto quase tudo, com exceção do funk. Penso que ninguém deveria condenar algum gênero musical. Eu tenho um princípio não escuto e também não condeno os cantores, cantoras, bandas, grupos, etc. que não gosto, simplesmente não escuto. Assim posso curtir André Rieu, Clanned, Enya, Daniela Mercury, Marisa monte, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Ravel, Mozart, Beethoven, Lizt, Chopin, Berlioz, Vivaldi, Haendel, Bach, Verdi, Schumann Gal Costa, Era, Kitaro, Queen, Queenrysche, Metallica, Meatloft, Milton Nascimento, Titãs, Paralamas, Jota Quest, Skank, Paula Lima, Ana Carolina, Isabella Taviani, Beth Carvalho, Zé Ramalho, Luar de Lumbre, Maná, Geraldo De Azevedo,Belchior, Elba Ramalho, Pepeu Gomes, Djavan, Vânia Abreu, Fernanda Porto, U2, Michael Jackson, Dulce Pontes, Laura Pausini, Rosário Flores,Grupo Rorarni, Andreas Vollenweider, Sabah Ali, Woukase, Yanni, Vangelis, Bee Gees, Bonnie Taylor, Tina Turner, entre outros. Além de músicas regionais brasileiras, árabes, romenas, gregas e irlandesas.
A diversidade cultural e musical é grande, basta respeitar o espaço de cada um e, escutar o que gosta, as que não agradam, certamente haverá alguém que goste.

6 de setembro de 2009 21:23  
Blogger A.S.Mídia said...

So gostaria de fosse dado os creditos a produção musical que é de Adson Santana,coisa que não foi citado no seu texto,todo o show do teatro e a gravação de audio,edições digitais e produção musical é de ADSON SANTANA.Grata

14 de fevereiro de 2011 18:13  

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