26 de junho de 2009

Invencível nos anos 80, Michael continua vivo...

O mundo está chorando a perda de Michael Jackson. De Justin Timberlake a Madonna, passando por Caetano Veloso e Quincy Jones, uma gama variada de artistas manifesta publicamente a perplexidade e a dor com a morte de Michael Jackson, aos 50 anos, às vésperas da estreia da turnê This Is It, com a qual ele tentaria se reabilitar no mundo pop. A comoção mundial diante da saída de cena do Rei do Pop encontra paralelo somente no abalo provocado com as mortes de outras majestades do volátil reino pop. Gente imortal como Elvis Presley (1935 - 1977) e John Lennon (1940 - 1980). Muito vai se falar de Michael Jackson daqui por diante. O astro não partiu exatamente no auge - problemas pessoais à parte, o rei já pareceu nu em seu último fraco álbum, Invincible (2001) - mas o fato é que sua morte vai ampliar a aura mitológica que sempre cercou Michael. O menino prodígio que fez a música negra entrar macia em ouvidos brancos tinha talento incomum. Nunca superou a fase áurea de Thriller (1982), é verdade, e por este álbum antológico vai ser sempre lembrado, mas, justiça seja feita, quantos discos chegaram à cena até hoje com o fôlego que Michael exibiu nos posteriores Bad (1987) e Dangerous (1991)? O problema é que, àquela altura, para efeitos de comparação, ele já estava refém de seu passado superlativo. Mas a decadência posterior não diminui a grandeza da música de Michael Jackson, enraizada no inconsciente coletivo desde os tempos do Jackson 5. Quantos artistas depois dele conseguiram ser tão influentes no universo pop em escala mundial? Poucos. É por isso que, assim como Elvis Presley não morreu, Michael Jackson também não morreu... "Longa é a Arte, tão breve a vida..."

7 Comments:

Blogger Mauro Ferreira said...

O mundo está chorando a perda de Michael Jackson. De Justin Timberlake a Madonna, passando por Caetano Veloso e Quincy Jones, uma gama variada de artistas manifesta publicamente a perplexidade e a dor com a morte de Michael Jackson, aos 50 anos, às vésperas da estreia da turnê This Is It, com a qual ele tentaria se reabilitar no mundo pop. A comoção mundial diante da saída de cena do Rei do Pop encontra paralelo somente no abalo provocado com as mortes de outras majestades do volátil reino pop. Gente imortal como Elvis Presley (1935 - 1977) e John Lennon (1940 - 1980). Muito vai se falar de Michael Jackson daqui por diante. O astro não partiu exatamente no auge - problemas pessoais à parte, o rei já pareceu nu em seu último fraco álbum, Invincible (2001) - mas o fato é que sua morte vai ampliar a aura mitológica que sempre cercou Michael. O menino prodígio que fez a música negra entrar macia em ouvidos brancos tinha talento incomum. Nunca superou a fase áurea de Thriller (1982), é verdade, e por este álbum antológico vai ser sempre lembrado, mas, justiça seja feita, quantos discos chegaram à cena até hoje com o fôlego que Michael exibiu nos posteriores Bad (1987) e Dangerous (1991)? O problema é que, àquela altura, para efeitos de comparação, ele já estava refém de seu passado superlativo. Mas a decadência posterior não diminui a grandeza da música de Michael Jackson, enraizada no inconsciente coletivo desde os tempos do Jackson 5. Quantos artistas depois dele conseguiram ser tão influentes no universo pop em escala mundial? Poucos. É por isso que, assim como Elvis Presley não morreu, Michael Jackson também não morreu... "Longa é a Arte, tão breve a vida"...

26 de junho de 2009 10:42  
Anonymous fabio braga said...

Bonito texto Mauro, parabéns!!!
Agora vamos esperar os mercenários lançarem as terríveis coletâneas e os dvds que antes estavam engavetados, agora vai aparacer tudo!!!!!

26 de junho de 2009 12:28  
Anonymous Flávio Herculano said...

Michael foi uma referência além dos anos 80. Conheci sua obra a partir de "Dangerous", na década de 90, e fiquei bestificado. Só depois ouvi "Thriller" e "Bad", e então o coloquei como uma referência definitiva em minha vida.

Bom que, com a perda causada pela morte, sua importância musical está sendo revista, deixando-se um pouco de lado as excentricidades focadas nos últimos anos e mostrando-se mais sua genialidade enquanto cantor e dançarino.

Em termos de música Pop, Michael foi o único gênio.

26 de junho de 2009 14:42  
Anonymous Anônimo said...

Jackson Five até "Thriller". Depois disso sua música "entristeceu" como ele.

26 de junho de 2009 22:05  
Anonymous Anônimo said...

Não vejo por onde 'Invincible' é um álbum fraco... Canções como 'Heartbreaker' e 'Unbreakable' não ficam devendo em nada pras músicas de 'Bad' e 'Dangerous', assim como as belíssimas baladas 'Heaven can wait' e 'Break of Dawn'.

A questão é que Michael foi tão genial que atingiu o traiçoeiro e fez a cobrança tornar-se insuportável. Mataram-no.


Aliás, Mauro, quantos álbuns chegaram ao mercado nestes anos 2000 com o mesmo fôlego impresso por Michael em 'Invincible'?

Rest in peace, Michael.

27 de junho de 2009 10:45  
Anonymous Anônimo said...

E MADONNA? REINA ABSOLUTA OU NÃO?

27 de junho de 2009 11:48  
Anonymous Anônimo said...

QUE PAÍS É ESTE ? - que me perdoe Renato Russo. Perdemos vários de NOSSOS gênios: Cartola, Tom Jobim, Villa-Lobos, Pixinguinha e não vi repercussão igual. TRISTE PAÍS, RENATO - aliás, outro gênio.

27 de junho de 2009 13:17  

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