24 de março de 2009

(Falta de) revisão desvaloriza o CD de 'Andança'

Um dos poucos títulos da bela discografia de Beth Carvalho que ainda não tinha ganhado reedição em CD (no Brasil...), Andança - primeiro álbum da cantora, lançado em 1969 - chega ao formato digital em reedição que evidencia a falta de cuidado da gravadora EMI Music com a atual série de dez relançamentos produzida por Thiago Marques Luiz. A ponto de a faixa Fechei a Porta estar grafada na contracapa e no encarte como Fechei a 'Parta'. Outro erro diz respeito ao crédito de Vinicius de Moraes (1913 - 1980) na autoria de Um Amor em Cada Coração. No magro encarte, o nome do poeta é escrito de forma errada: Vinicius de Moares. Revisão (ou falta de) à parte, o álbum - gravado com as fartas participações dos grupos Som Três e Golden Boys - tem alguns momentos interessantes, apesar do repertório irregular que evoca a era dos festivais da canção (Beth despontou num deles, em 1968, defendendo Andança com os Golden Boys). Dois destaques são Sentinela (de Milton Nascimento) e Nunca (Lupicínio Rodrigues).

10 Comments:

Blogger Mauro Ferreira said...

Um dos poucos títulos da bela discografia de Beth Carvalho que ainda não tinha ganhado reedição em CD (no Brasil...), Andança - primeiro álbum da cantora, lançado em 1969 - chega ao formato digital em reedição que evidencia a falta de cuidado da gravadora EMI Music com a atual série de dez relançamentos produzida por Thiago Marques Luiz. A ponto de a faixa Fechei a Porta estar grafada na contracapa e no encarte como Fechei a 'Parta'. Outro erro diz respeito ao crédito de Vinicius de Moraes (1913 - 1980) na autoria de Um Amor em Cada Coração. No magro encarte, o nome do poeta é escrito de forma errada: Vinicius de Moares. Revisão (ou falta de) à parte, o álbum - gravado com as fartas participações dos grupos Som Três e Golden Boys - tem alguns momentos interessantes, apesar do repertório irregular que evoca a era dos festivais da canção (Beth despontou num deles, em 1968, defendendo Andança com os Golden Boys). Dois destaques são Sentinela (de Milton Nascimento) e Nunca (Lupicínio Rodrigues).

24 de março de 2009 17:18  
Anonymous Anônimo said...

Mauro,

Venho acompanhando os comentários em relação aos discos da série produzida por Thiago Marques Luiz. Acredito que todos eles sairam com falhas grosseiras. É uma pena pois nós esperamos sempre algumas reedições e quando saem (o que é raro), vêm com essas falhas. Ainda bem que a qualidade do som está muito boa.

24 de março de 2009 17:40  
Anonymous Cláudio - Recife said...

Mauro,

Você sabe me informar se o disco de Elba Ramalho "Elba-1981" já foi editado em CD? É o único disco dela que eu não tenho em CD. Seria uma boa pedida o lançamento em CD na comemoração dos 30 anos de carreira dela. O Brasil, principalmente meu Nordeste, agradeceriam.

24 de março de 2009 17:50  
Anonymous Rodrigo B. said...

A EMI é mestre nesse tipo de desleixo. Me lembro bem de um relançamento do disco "Bis", do 14 Bis. Cheio de grosserias e omissöes. A música "Sonhando o futuro", virou "Sonhando COM o futuro". Näo constava nos créditos estúdios e técnicos aonde havia sido gravado, participaçöes especiais, nada. Lamentaável, por que quem compra cd - e säo poucos - o fazem pra ter consigo näo apenas o registro do áudio e sim informaçöes técnicas, etc.

24 de março de 2009 18:11  
Anonymous OLIVEIRA said...

É vero, Mauro, mas a raridade em si compensa. No site da "Amazon" - em dólar e caaaaaaaro - fiquei esperando quase 3 meses e nada. A loja informou não ser possível a compra. Dos males o menor.
Abraços e viva a Rainha do Samba.

24 de março de 2009 19:09  
Anonymous mauricio said...

acabei de conferir no meu cd,lamentável.

24 de março de 2009 21:30  
Anonymous Léo said...

Lamentáveis esses erros de digitação no CD da Beth. Cheguei a comentar isso em outro tópico. Parece coisa feita às pressas.

Um acervo como esse merecia um tratamento melhor.

25 de março de 2009 01:49  
Anonymous Anônimo said...

é incrível o pão-durismo da emi, com suas edições desleixadas, sempre querendo minimizar as despesas e maximizar os lucros (o patamar de lucros altíssimos do anos 80 passou, deviam aprender a viver nos novos tempos), ainda mais, se levarmos em conta que o que leva os consumidores de disco atualmente a comprar cds é, além de uma masterização bem feita, um encarte bem feito (basta ver os discos do ney matogrosso).

25 de março de 2009 09:10  
Blogger Ana Paula said...

Oi Mauro, procurei no blog alguma resenha da versão digital do Asdrúbal Trouxe O Trombone... nada?

25 de março de 2009 11:11  
Blogger Janio Alcantara said...

Erros grosseiros como os apontados são indícios de que a geração dos arquivos (e não mais faixas) de músicas baixadas nos Emules e Kazaas (onde erro de grafia é o normal) estão chegando nas gravadoras para acabar de matar com os CDs.
Ana Paula, tenho o CD "A Farra da Terra", onde Pedro Luís participa nas guitarras e vocais.

26 de março de 2009 10:19  

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