13 de abril de 2009

Solo, Garrido baila 'black' com funk e eletrônica

Resenha de CD
Título: Todo meu Canto
Artista: Toni Garrido
Edição: CD Promo
/ Tora Produções
Cotação: * * *

Tem até reggae no primeiro CD solo de Toni Garrido, Todo meu Canto, nas lojas esta semana. Embora posicionado na segunda faixa do disco, o reggae Todos os Amigos Perto de mim soa até deslocado em disco de tonalidade black. Como já sinalizara o cover de Me Libertei, tema do repertório de Toni Tornado, Garrido se distancia do som do Cidade Negra - o grupo que o projetou em escala nacional a partir de 1993 - e arma seu baile da pesada, com grooves funkeados e programações eletrônicas. A mixagem de Liminha, que assina a produção com Garrido, mantém na pressão as bases da banda Flecha Black. Faixas como Fim de Semana Good Time, Inocente ou Culpado (Fuck Machine) e Barra Pesada incorporam bem ao batidão ecos de disco music e do universo dance contemporâneo. Entre flerte com o mundo do hip hop (o rapper português Boss Ac insere versos em Rimas de Saudade) e com o balanço carioca de Gabriel Moura (Perfume da Nega, parceria com Valmir Ribeiro e Alexandre Carola), Todo meu Canto se firma como bom disco. Apesar de uma ou outra música mais insossa, casos de Trevo de Quatro Folhas - parceria de Garrido com George Israel e Jorge Mautner - e de Grande Amor, tema letrado com versos-clichês da música mais sentimental pelo novelista Thiago Santiago. Apesar também da desnecessária releitura dance de Tudo que Você Podia Ser, que destrói a harmonia da música dos irmãos Lô e Márcio Borges. No fim, já fora da pista, as cordas orquestradas por Jaques Morelenbaum valorizam Minhas Lágrimas, tema composto por Garrido na adolescência. No todo, o canto black do artista ganha real fôlego em trajetória solo iniciada com disco saído do coração.

5 Comments:

Blogger Mauro Ferreira said...

Tem até reggae no primeiro CD solo de Toni Garrido, Todo meu Canto, nas lojas esta semana. Embora posicionado na segunda faixa do disco, o reggae Todos os Amigos Perto de mim soa até deslocado em disco de tonalidade black. Como já sinalizara o cover de Me Libertei, tema do repertório de Toni Tornado, Garrido se distancia do som do Cidade Negra - o grupo que o projetou em escala nacional a partir de 1993 - e arma seu baile da pesada, com grooves funkeados e programações eletrônicas. A mixagem de Liminha, que assina a produção com Garrido, mantém na pressão as bases da banda Flecha Black. Faixas como Fim de Semana Good Time, Inocente ou Culpado (Fuck Machine) e Barra Pesada incorporam ao batidão ecos de disco music e do universo dance contemporâneo. Entre flerte com o mundo do hip hop (o rapper português Boss Ac insere versos em Rimas de Saudade) e com o balanço carioca de Gabriel Moura (Perfume da Nega, parceria com Valmir Ribeiro e Alexandre Carola), Todo meu Canto se firma como bom disco. Apesar de uma ou outra música mais insossa, casos de Trevo de Quatro Folhas - parceria de Garrido com George Israel e Jorge Mautner - e de Grande Amor, tema letrado com versos-clichês da música mais sentimental pelo novelista Thiago Santiago. Apesar também da desnecessária releitura dance de Tudo que Você Podia Ser, que destrói a harmonia da música dos irmãos Lô e Márcio Borges. No fim, já fora da pista, as cordas orquestradas por Jaques Morelenbaum valorizam Minhas Lágrimas, tema composto por Garrido na adolescência. No todo, o canto black do artista ganha real fôlego em trajetória solo iniciada com disco saído do coração.

13 de abril de 2009 12:35  
Anonymous Anônimo said...

Se sai do coração já é bom.
Mesmo num clima meio hippie, muita paz, amor e amigos. Mas, cada qual no seu quadrado. E ele está correndo atrás do dele. Ser exCidade não é para qualquer um... A sombra da cidade sempre ficará em suas ruas

13 de abril de 2009 15:45  
Anonymous Anônimo said...

Toni deveria ter caído de sola na MPB. E com arranjos que não fugissem do original. Ele cantando as coisas de Minas seria perfeito. No show do Carlinhos Lyra , Toni mandou muito bem...

13 de abril de 2009 18:55  
Blogger Janio Alcantara said...

Anônimo 6:55, vc tem certeza que o Toni tem voz prá cantar MPB, ainda mais as músicas de Milton e Lô Borges???
Neste nicho, o próprio Toni sabe que não tem extensão e voz agradável prá tanto. A prova é que foi pro black americano.
Cantar reggae é fácil; difícil é compor e criar os grooves das linhas de baixo.

14 de abril de 2009 17:40  
Anonymous Anônimo said...

Mais um belo conjunto que se vai pelo desejo de fama e lucro individuais de seus membros. É por isso que o Roupa Nova ainda tem meu respeito.

18 de abril de 2009 01:37  

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