6 de setembro de 2010

Clima de 'night' dilui a beleza do som de Maita

Resenha de Show
Projeto: Rival + Tarde
Título: Lero-Lero
Artista: Luísa Maita (em fotos de Mauro Ferreira)
Local: Teatro Rival (RJ)
Data: 5 de setembro de 2010
Cotação: * * *
O clima de night do Rival + Tarde - projeto idealizado pela atriz Leandra Leal para trazer artistas e sons mais contemporâneos para a programação do Teatro Rival - diluiu a beleza da música de Luísa Maita. Incensada com razão pela crítica por conta de seu recém-editado CD Lero-Lero, a cantora e compositora paulista fez dentro do projeto o primeiro show carioca de lançamento do disco. Já era madrugada de domingo, 5 de setembro de 2010, quando Maita apareceu no palco do Rival para cantar roteiro aberto por Anunciou, um dos temas autorais de seu álbum. O que se viu foi uma cantora charmosa, bonita e de boa presença cênica. Projeções no telão criaram ambiência e cenário diferentes para cada música e sinalizaram o capricho da produção. No entanto, a apresentação de Maita no Rival + Tarde não fez jus ao disco. Sambas como Lero-Lero não chegaram ao palco em sua melhor forma. Em parte, porque a cantora demorou a entrar no tom (somente a partir do terceiro número, Desencabulada, sua voz começou a ser projetada com mais clareza). Em parte, porque o público agitado da pista do Rival estava, em sua maioria, mais a fim de balada do que de ver um show. A ponto de o burburinho da plateia ter suplantado os sons delicados da bossa Amor e Paz, um dos temas mais belos do disco Lero-Lero. Sem a devida atenção do público, Amor e Paz foi entoada por Maita com o violão de Rafael Moraes, integrante do trio que a acompanhou em cena (com direito a algumas bases pré-gravadas em temas como Maria e Moleque). E o fato é que o show não decolou, inclusive porque Maita precisa aprimorar a emissão de sua voz no palco. Músicas como Aí Vem Ele e Mire e Veja poderiam ter resultado bem mais sedutoras em cena. O disco tem vivacidade que se perdeu no show. Nem o bom último número, Fulaninha, eliminou a sensação de que o show não surtiu efeito entre o público que parecia apenas esperar a saída de Maita de cena para curtir o som do DJ Maurício Valladares em mais uma edição da festa Ronca Ronca. Uma pena!!

9 Comments:

Blogger Mauro Ferreira said...

O clima de night do Rival + Tarde - projeto idealizado pela atriz Leandra Leal para trazer artistas e sons mais contemporâneos para a programação do Teatro Rival - diluiu a beleza da música de Luísa Maita. Incensada com razão pela crítica por conta de seu recém-editado CD Lero-Lero, a cantora e compositora paulista fez dentro do projeto o primeiro show carioca de lançamento do disco. Já era madrugada de domingo, 5 de setembro de 2010, quando Maita apareceu no palco do Rival para cantar roteiro aberto por Anunciou, um dos temas autorais de seu álbum. O que se viu foi uma cantora charmosa, bonita e de boa presença cênica. Projeções no telão criaram ambiência e cenário diferentes para cada música e sinalizaram o capricho da produção. No entanto, a apresentação de Maita no Rival + Tarde não fez jus ao disco. Sambas como Lero-Lero não chegaram ao palco em sua melhor forma. Em parte, porque a cantora demorou a entrar no tom (somente a partir do terceiro número, Desencabulada, sua voz começou a ser projetada com mais clareza). Em parte, porque o público agitado da pista do Rival estava, em sua maioria, mais a fim de balada do que de ver um show. A ponto de o burburinho da plateia ter suplantado os sons delicados da bossa Amor e Paz, um dos temas mais belos do disco Lero-Lero. Sem a devida atenção do público, Amor e Paz foi entoada por Maita com o violão de Rafael Moraes, integrante do trio que a acompanhou em cena (com direito a algumas bases pré-gravadas em temas como Maria e Moleque). E o fato é que o show não decolou, inclusive porque Maita precisa aprimorar a emissão de sua voz no palco. Músicas como Aí Vem Ele e Mire e Veja poderiam ter resultado bem mais sedutoras em cena. O disco tem vivacidade que se perdeu no show. Nem o bom último número, Fulaninha, eliminou a sensação de que o show não surtiu efeito entre o público que parecia apenas esperar a saída de Maita de cena para curtir o som do DJ Maurício Valladares em mais uma edição da festa Ronca Ronca. Uma pena!!

7 de setembro de 2010 11:20  
Anonymous Igor said...

Uma pena mesmo, Mauro. Vi o show de lançamento do CD em São Paulo e achei sensacional. Todo o bom espírito de Lero Lero estava ali, nem parecia a primeira vez. Em todo caso, muita sorte à Luísa! O trabalho é ótimo e certamente vai cativar um público legal.

7 de setembro de 2010 13:04  
Anonymous Anônimo said...

"E o fato é que o show não decolou, inclusive porque Maita precisa aprimorar a emissão de sua voz no palco." Mauro Ferreira disse. Correção, querido Mauro, ela não precisa aprimorar, ela não tem voz. Vi o show e não aconteceu nada. Não se ouviu nada. Sou da turma de que pra cantar tem que ter voz, de preferência afinada.
Mateus-Niterói

7 de setembro de 2010 15:21  
Anonymous Anônimo said...

Quem foi no show da Tiê com participação do Thiago Pethit e Tulipa na estreia desse projeto disse a mesma coisa sobre o público, que ninguém deu atenção ao show e que só estavam esperando o DJ...

7 de setembro de 2010 15:23  
Anonymous Renan Pereira said...

Ela tem voz porque não é muda. Tem um timbre bonito, porém falta potência. Deve apenas tornar claro e evidente o que diz enquanto canta.

7 de setembro de 2010 18:01  
Anonymous Anônimo said...

Gostei do CD, mas já a vi cantando em shows da Mariana Aydar e detestei. O problema não é o lugar; mesmo em teatros e auditórios com todo mundo sentado, sem fazer barulho algum, não dá pra entender uma palavra do que ela diz.

No palco, ela é só pose (aliás como também é Marina de la Riva, outra com um bom CD que decepciona ao vivo).

Fernanda.

8 de setembro de 2010 10:31  
Anonymous Anônimo said...

Fernada, seu comentário é pertinente. Em qualquer lugar não se entende o que Maita canta. Ela não é muda, mas falar não é predicativo para cantar. Como andar não é predicativo para saltar como João do Pulo. O Mauro não publicou meu comentário com essa conotação. Puro preconceito. Falta de democracia. A verdade fere alguns.

8 de setembro de 2010 17:11  
Anonymous Renan Pereira said...

Direi a ela, se já não leu, que se faça entender.

8 de setembro de 2010 17:25  
Blogger Denilson Santos said...

É impressão minha, ou esse projeto da Leandra Leal só tem dado errado?

Particularmente, preferia assistir a artistas do Rio de Janeiro participando desse projeto. Talvez o público preste mais atenção.

abração,
Denilson

12 de setembro de 2010 21:03  

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