14 de setembro de 2010

Caixa de 5 CDs repisa andanças iniciais de Beth

Em 1965, Beth Carvalho fez sua tímida estreia no mercado fonográfico com a gravação de compacto simples que trazia a música Por Quem Morreu de Amor (Roberto Menescal & Ronaldo Bôscoli). Essa música é uma das raridades reunidas por Marcelo Fróes na caixa de cinco CDs Beth Carvalho - Primeiras Andanças - Os 10 Primeiros Anos, nas lojas nos próximos dias pelo selo de Fróes, Discobertas. A caixa embala 71 gravações feitas por Beth entre 1965 e 1975. O CD 1 reproduz, na ordem, as 13 faixas do álbum Canto por um Novo Dia (1973), o segundo de Beth e o primeiro dedicado ao samba. O CD 2 é dedicado ao álbum Pra seu Governo (1974) enquanto o CD 3 agrupa os 14 fonogramas de Pandeiro e Viola (1975), o último dos três álbuns gravados pela cantora na extinta gravadora carioca Tapecar. Já os CDs 4 e 5 reapresentam fonogramas avulsos da discografia de Beth - casos das três músicas (Berenice, Meu Tamborim e Guerra de um Poeta) que completaram o compacto duplo promovido por Andança e editado em 1969. A seleção inclui fonogramas realmente raros - até então nunca editados em CD - como Namorinho e A Velha Porta. Outros - casos de Geração 70, Só Quero Ver e Domingo Antigo - figuraram apenas em coletâneas já fora de catálogo, como a dedicada a Beth na série Meus Momentos. Por fim, há várias gravações - como Minie e Sem Rumo e sem Destino - que tinham sido disponibilizadas em CD apenas como faixas-bônus da edição japonesa do primeiro álbum de Beth, Andança (1969). A caixa fecha com Foi um Rio que Passou em Minha Vida, em registro curioso pelo fato de o samba composto por Paulinho da Viola em tributo à Portela ser ouvido na voz de uma famosa mangueirense.

12 Comments:

Blogger Mauro Ferreira said...

Em 1965, Beth Carvalho fez sua tímida estreia no mercado fonográfico com a gravação de compacto simples que trazia a música Por Quem Morreu de Amor (Roberto Menescal & Ronaldo Bôscoli). Essa música é uma das raridades reunidas por Marcelo Fróes na caixa de cinco CDs Beth Carvalho - Primeiras Andanças - Os 10 Primeiros Anos, nas lojas nos próximos dias pelo selo de Fróes, Discobertas. A caixa embala 71 gravações feitas por Beth entre 1965 e 1975. O CD 1 reproduz, na ordem, as 13 faixas do álbum Canto por um Novo Dia (1973), o segundo de Beth e o primeiro dedicado ao samba. O CD 2 é dedicado ao álbum Pra seu Governo (1974) enquanto o CD 3 agrupa os 14 fonogramas de Pandeiro e Viola (1975), o último dos três álbuns gravados pela cantora na extinta gravadora carioca Tapecar. Já os CDs 4 e 5 reapresentam fonogramas avulsos da discografia de Beth - casos das três músicas (Berenice, Meu Tamborim e Guerra de um Poeta) que completaram o compacto duplo promovido por Andança e editado em 1969. A seleção inclui fonogramas realmente raros - até então nunca editados em CD - como Namorinho e A Velha Porta. Outros - casos de Geração 70, Só Quero Ver e Domingo Antigo - figuraram apenas em coletâneas já fora de catálogo, como a dedicada a Beth na série Meus Momentos. Por fim, há várias gravações - como Minie e Sem Rumo e sem Destino - que tinham sido disponibilizadas em CD apenas como faixas-bônus da edição japonesa do primeiro álbum de Beth, Andança (1969). A caixa fecha com Foi um Rio que Passou em Minha Vida, em registro curioso pelo fato de o samba composto por Paulinho da Viola em tributo à Portela ser ouvido na voz de uma famosa mangueirense.

14 de setembro de 2010 13:22  
Blogger Marcelo Barbosa said...

Mauro,

Muito obrigado pela nota. Só gostaria de fazer um esclarecimento: minha cantora independente de ser uma mangueirense da melhor cêpa, é uma sambista que independe de bandeiras.
É a principal porta-voz dos compositores não só da Mangueira, mas da Portela, Império, Salgueiro,... e bambas do bloco carnavalesco Cacique de Ramos.
Não vejo a hora da chegada dessa caixa e já pude constatar que além de Foi um rio que passou em minha vida, existe um outro fonograma inédito e raro, trata-se do samba do Império Serrano de 1969, Heróis da Liberdade (de Manoel Ferreira, Mano Décio da Viola e Silas de Oliveira). Vi no site da livraria cultura e acho que trata-se do samba citado.
Abraços e salve a Rainha do Samba! Está para nascer outra que faça o que ela já fez pelo ritmo.
Abraços,

Marcelo Barbosa - Brasília (DF)

14 de setembro de 2010 14:00  
Blogger CLAUDIO said...

Excelente caixa, principalmente pelas raridades mas, de Beth, o que aguardo mesmo são as edições em CDs dos discos inéditos Ao Vivo em Montreux e Coração Feliz

14 de setembro de 2010 15:15  
Blogger Claudio Almeida said...

Muito bom! Espero que o áudio e as capas dos Cds estejam a altura destes trabalhos de início de carreira da Beth.

14 de setembro de 2010 16:27  
Blogger Diogo Santos said...

Feliz em ver Beth Carvalho ganhando as " flores em vida ".

Já li aqui que o album comemorativo dos 100 anos de Nelson Cavaquinho será em ode a ela, assim como o novo cd do Zeca Pagodinho também e o segundo projeto do SAMBA SOCIAL CLUBE, da MPB FM/EMI.Ótimas iniciativas a quem já levou o samba pro Theatro Municipal e pra Marte.


Só aguardo o lançamento dos dois longas sobre sua vida e obra. Um com Silvio Tendler - noticiado em 2006 - e o outro com Alexandre Avancini - noticiado esse ano.


Vida longa a Beth Carvalho!
Um abraço ao meu camarada Marcelo Barbosa. Saudações rubro negras!
Diogo Santos

14 de setembro de 2010 17:44  
Blogger Renato Vieira said...

Tenho a impressão de que esse box servirá para estabelecer um paralelo coeso entre Beth e sua maior "rival": Clara Nunes. Isso porque ambas começaram tateando um estilo-Beth começou cantando Bossa Nova, passou pelo Conjunto 3D, Festivais, até chegar a artista tal qual conhecemos hoje. Já Clara, passou por boleros, Carlos Imperial e se tornou junto com Beth uma das hastes do samba. Por Clara já ter tido toda sua obra relançada, ficou mais nítido essa busca por uma personalidade, enquanto os primórdios de Beth só saem agora. Isso serve para mostrar que, apesar da inimizade, ambas tiveram que ralar bastante pra serem as interpretes impecáveis que foram posteriormente.

14 de setembro de 2010 22:11  
Blogger Luiz said...

Beth, como poucos, merece as flores emn vida. Eu aguardo ansioso pelo Box. E, além das músicas citadas, tem um samba enredo chamado 'Mangueira em tempo de folclore' que é uma maravilha.

Abraços ao Marcelo e Diogo.

Luiz Leite - Belém/PA.

14 de setembro de 2010 23:02  
Blogger Daniel Cabrera said...

Já era tempo de lembrarem da maior sambista do Brasil.

15 de setembro de 2010 05:23  
Blogger Claudio Almeida said...

Concordo plenamente com o Renato Vieira. Tanto a Clara quanto a Beth começaram suas carreiras numa época que cantora tinha que cantar..rs.. (de verdade) e trabalhar muito para alcançar o reconhecimento de seu trabalho. E esse reconhecimento raramente vinha com o primeiro trabalho ou a primeira aparição. Diferente dos tempos atuais em que a carreira, para alguns, é somente um trampolim para outros assuntos que nada tem a ver com música e canto.

Viva a Beth Carvalho. Viva a Clara Nunes!

15 de setembro de 2010 07:55  
Blogger Marcelo Barbosa said...

Também espero que hajam encartes e letras, de preferência como nos originais. O Renato foi perfeito, porém o repertório de Beth mostrou-se mais sofisticado não sei se por ser um estilo meio bossa nova-mpb com marcha-rancho e samba do que os de Clara no início da carreira.
O disco Andança você até consegue ouvir, já os três primeiros da Clara, na minha opinião são muito ruins, salvando-se algumas poucas músicas. Estava muito cantora de rádio, com voz empostada, depois que aderiu ao samba tornou-se impecável de repertório tanto quanto a rival.
Luiz e Diogo, meu abraço, e só para escrever que também estou na fila dos ingressos. E complementando a informação do Luiz, o áudio pertence ao disco oficial das escolas de samba de 1974. Jamelão nessa época por questões contratuais não era liberado para gravações dos sambas da Mangueira. Beth já fazia um grande sucesso e teve esse prazer de ter interpretado o samba oficial no disco oficial. A ÚNICA cantora mangueirense a gravar toda faixa, depois apareceram outras que gravaram alusivos ou chamamentos de sambas. Abraços,

Marcelo Barbosa - Brasília (DF)

PS: E faço coro: a MAIOR sambista desse país...tem pra ninguém não!!!

15 de setembro de 2010 13:20  
Blogger Tombom said...

Salve Beth! Já tenho em casa seus três discos iniciais (em vinil e CD, todos há muito tempo fora de catálogo). Agora leio essa notícia maravilhosa! Obrigado, Mauro! Vou correndo comprar. Beth é algo assim como a nossa bandeira nacional do (bom) Samba!

Tom Bom
São Paulo/SP, Brasil

15 de setembro de 2010 20:35  
Blogger Bergamasco said...

Beth tem uma discografia impecavel, nenhum de seus discos é necessario que se ouca pulando faixas. Dessa caixa o meu preferido é Pra seu governo, onde a cantora ja se mostra totalmente segura dentro do ritmo que elegeu como preferido. Igualmente necessarios sao os discos gravados na antiga RCA, ali Beth atingiu seu auge.

23 de setembro de 2010 07:45  

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