5 de abril de 2010

Simone lembra Rangel em DVD sobre o diretor

Um dos mais expressivos diretores do teatro brasileiro, Flávio Rangel (1934 - 1988) encenou musicais que fizeram história na cena nacional. Entre eles, O Homem de la Mancha (1972) e Piaf - A Vida de uma Estrela da Canção (1983), ambos estrelados por Bibi Ferreira. Paralelamente à direção de peças teatrais, Rangel conduziu Simone em seis shows estreados pela Cigarra entre 1979 e 1986. Por isso mesmo, o depoimento da cantora - alocado nos extras do DVD que exibe o documentário Flávio Rangel - O Teatro na Palma da Mão - enriquece o DVD recém-lançado pela gravadora Biscoito Fino. Em depoimento colhido em junho de 2009, no estúdio da própria Biscoito Fino, Simone lembra com saudade do diretor que a guiou nos shows Pedaços (1979), Simone (1980), Amar (1981), Corpo e Alma (1982), Delírios & Delícias (1983) e Amor e Paixão (1986). "Ele foi o grande diretor da minha vida. Flávio me abraçava como pessoa e sabia que, dali, ele podia extrair um monte de coisas. Eu sempre fui muito aberta para o Flávio", ressalta Simone, terna, enfatizando também a luz teatral com que o diretor emoldurava os shows. A cantora revela também que foi de Rangel a sugestão de que ela cantasse Caminhando (Pra Não Dizer que Não Falei de Flores), música - então ainda controvertida!! - de Geraldo Vandré.

13 Comments:

Blogger Mauro Ferreira said...

Um dos mais expressivos diretores do teatro brasileiro, Flávio Rangel (1934 - 1988) encenou musicais que fizeram história na cena nacional. Entre eles, O Homem de la Mancha (1972) e Piaf - A Vida de uma Estrela da Canção (1983), ambos estrelados por Bibi Ferreira. Paralelamente à direção de peças teatrais, Rangel conduziu Simone em seis shows estreados pela Cigarra entre 1979 e 1986. Por isso mesmo, o depoimento da cantora - alocado nos extras do DVD que exibe o documentário Flávio Rangel - O Teatro na Palma da Mão - enriquece o DVD recém-lançado pela gravadora Biscoito Fino. Em depoimento colhido em junho de 2009, no estúdio da própria Biscoito Fino, Simone lembra com saudade do diretor que a guiou nos shows Pedaços (1979), Simone (1980), Amar (1981), Corpo e Alma (1982), Delírios & Delícias (1983) e Amor e Paixão (1986). "Ele foi o grande diretor da minha vida. Flávio me abraçava como pessoa e sabia que, dali, ele podia extrair um monte de coisas. Eu sempre fui muito aberta para o Flávio", ressalta Simone, terna, enfatizando também a luz teatral com que o diretor emoldurava os shows. A cantora revela também que foi de Rangel a sugestão de que ela cantasse Caminhando (Pra Não Dizer que Não Falei de Flores), música - então ainda controvertida!! - de Geraldo Vandré.

5 de abril de 2010 10:33  
Anonymous Luc said...

Grande dobradinha, Simone e Flavio Rangel.
Rangel tb dirigiu bons espetáculos do grupo Raíces de América. Tinha mão para dirigir shows musicais.

5 de abril de 2010 12:12  
Anonymous Anônimo said...

Rangel fez Simone voar no palco, se soltar e entrar definitivamente para o primeiro time da mpb, fez dela uma cantora de palco muito maior que em discos.Aí se nota a diferença quando um artista desse quilate é bem conduzido.Sudades desse cara!

5 de abril de 2010 14:50  
Anonymous Anônimo said...

Na minha opinião, no final dos 70' Simone se tornou a grande cantora da última grande fase da MPB, sinalizada por um disco fenomenal - Pedaços - e por um show arrebatador - registrado no disco Ao Vivono Canecão. Para confirmar vieram os outros grandes shows com ginásios lotados, vendagens astronomicas de discos, etc. Pena que em meados dos 80' a MPB morreu...

6 de abril de 2010 08:17  
Anonymous Anônimo said...

não concordo. acho que Rangel tentou descobrir na Simone uma dramaticidade semelhante da Bethania mas nao conseguiu. os shows com exceçao do de 1980 foram muito criticados pelo exagero nos cenários,o recurso ao drama,a movimentaçao da cantora no palco e roteiro sem imaginaçao para músicos ótimos. acho simone muito bem no show Sou Eu, tranquila , grande intérprete na batuta do Nei. pior do que a direçao de Rangel só mesmo o global jorge Fernando. registro histórico de um grande diretor de TEATRO.estou comprando.
Claudio Lima
Moema-SP

6 de abril de 2010 12:37  
Anonymous Anônimo said...

Da parceria Simone-Rangel, a lamentar somente o fato de ter sido registrado somente o show de 1980. Os outros shows, apesar de uns errinhos aqui e acolá, mostram uma cantora extraordinária, sempre superior àquela apresentada nos discos.

6 de abril de 2010 22:15  
Anonymous Anônimo said...

Sem dúvida foi o Flávio que definiu a Simone do palco, o seu carisma de intérprete.

7 de abril de 2010 11:49  
Anonymous Anônimo said...

o show de 1980 foi registrado ? tem dvd? tem umas coisas aí no youtube de qualidade sofrivel do show de 1982 mas esse aí nunca vi.

7 de abril de 2010 23:02  
Anonymous Anônimo said...

Para Cláudio Lima, de Moema: Concordo com você Cláudio, o show SOU EU foi algo fenomenal. Nunca havia visto uma artista em tamanha entrega. Não havia como sair desse show sem sentir nada. Para mim foi uma verdadeira catarse. Discordo quando diz que ela estava tranquila. Achei um show denso, tenso, nervoso, "desesperado" e, por isso mesmo, um show muito verdadeiro e lindo. Simone hoje já não está mais tão atada a essa "densidade" (leia-se entrevista em Aracaju). Ela está mais leve e acho que isso tem a ver com experiência de vida. Quem a viu no show EM BOA COMPANHIA pode comprovar isso. Ela faz tudo o que quer no palco: canta, brinca, dança, se movimenta, seduz, enfim, tem domínio total do palco. Como já foi dito antes: muito se deve ao Rangel. Ela mesma reconhece isso.
Luca - Brasilia.

8 de abril de 2010 08:10  
Anonymous Anônimo said...

e é Pra nao Dizer que nao falei de Flores que era controvertida virou musica techno pelas mãos do DJH Reboot e foi o maior sucesso no verao europeu de 2009. Bombou nas raves!! É sou ir no Youtube e ver o que tem lá de vídeo.

8 de abril de 2010 23:53  
Anonymous Anônimo said...

Simone já tinha passado por Hermínio, 2 anos fora do país, se apresentado nos EUA E europa , depois veio Rangel que lapidou o carisma natural e talento como ninguém! Todo um gestual, posição, empostação sem nunca esbarrar em nada de Bethania, a dramaticidade de Simone é intimista,mais contida, n existe aí semelhanças , ca da uma sua forte personalidade e Rangel tornou isso mais potente.

10 de abril de 2010 09:36  
Anonymous Anônimo said...

Concordo com o anônimo das 09:36: a dramticidade de Simone é muito diferente da de Bethânia, embora as duas sejam fortíssimas e também muito cativantes.

10 de abril de 2010 12:04  
Anonymous Anônimo said...

qdo simone passou dois anos fora do país se apresentando?? informa direito: ela foi para paris e bruxellas 15 dias, depois dois meses nos EUA. isso nao dá 2 anos.

15 de abril de 2010 18:45  

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