27 de fevereiro de 2010

RoRo repete números (e piadas) em 'Escândalo'

Resenha de Show
Título: Escândalo
Artista: Ângela RoRo (em foto de Marcelo Fróes)
Local: Teatro Rival (RJ)
Data: 25 de fevereiro de 2010
Cotação: * * *

Com exceção dos shows em que priorizou o repertório de inéditas de seu álbum Compasso (2006), Ângela RoRo vem repetindo piadas e números em suas apresentações, quase sempre divididas solitariamente com o tecladista Ricardo Mac Cord. Escândalo - o show que RoRo fez nesta última semana de fevereiro de 2010, no Teatro Rival, no Rio de Janeiro (RJ) - se enquadrou dentro desse estilo. O pretexto das duas apresentações foi promover a edição do CD também intitulado Escândalo, produzido por Marcelo Fróes e lançado no fim de 2009 com a reunião das gravações feitas pela artista em 2005 para a temporada de seu programa Escândalo, exibido pelo Canal Brasil. O formato econômico do show esteve em sintonia com o tom íntimo dos registros do disco.

Escândalo, o show, foi igual a tantos outros feitos por RoRo nos últimos anos. A maior novidade foi o jogo de luz que preencheu o palco do Teatro Rival. Poucas vezes, RoRo cantou sob iluminação tão bonita. Contudo, mesmo déjà-vu, o show foi bom e contentou o público. Se as piadas podem soar velhas para os frequentadores habituais dos shows de RoRo, elas continuam sendo garantia de riso. A artista tem humor rápido e irônico. Já as interpretações nem sempre estão à altura de sua voz. Alguns números iniciais - Loucura Maior, Bater Não Doi (momento politizado, com direito a improvisados versos falados sobre o terremoto que devastou o Haiti) e Sim, Dói (com sintetizados sons orquestrais) - fizeram supor um show mais apático. A partir de Senza Fine, no entanto, RoRo foi oferecendo interpretações mais condizentes com suas possibilidades de intérprete, embora sem o rigor estilístico de outrora. As Time Goes by, All the Way e Ne me Quite Pas - três standards estrangeiros recorrentes nos shows de Ângela há quase 20 anos - jogaram para cima um show que, na apresentação de 25 de fevereiro, teve sua temperatura elevada com a participação calorosa de Ana Carolina. No fim, Simples Carinho e Amor, meu Grande Amor reiteraram o êxito possível deste show Escândalo.

16 Comments:

Blogger Mauro Ferreira said...

Com exceção dos shows em que priorizou o repertório de inéditas de seu álbum Compasso (2006), Ângela RoRo vem repetindo piadas e números em suas apresentações, quase sempre divididas solitariamente com o tecladista Ricardo Mac Cord. Escândalo - o show que RoRo fez nesta última semana de fevereiro de 2010, no Teatro Rival, no Rio de Janeiro (RJ) - se enquadrou dentro desse estilo. O pretexto das duas apresentações foi promover a edição do CD também intitulado Escândalo, produzido por Marcelo Fróes e lançado no fim de 2009 com a reunião das gravações feitas pela artista em 2005 para a temporada de seu programa Escândalo, exibido pelo Canal Brasil. O formato econômico do show esteve em sintonia com o tom íntimo dos registros do disco.

Escândalo, o show, foi igual a tantos outros feitos por RoRo nos últimos anos. A maior novidade foi o jogo de luz que preencheu o palco do Teatro Rival. Poucas vezes, RoRo cantou sob iluminação tão bonita. Contudo, mesmo déjà-vu, o show foi bom e contentou o público. Se as piadas podem soar velhas para os frequentadores habituais dos shows de RoRo, elas continuam sendo garantia de riso. A artista tem humor rápido e irônico. Já as interpretações nem sempre estão à altura de sua voz. Alguns números iniciais - Loucura Maior, Bater Não Doi (momento politizado, com direito a improvisados versos falados sobre o terremoto que devastou o Haiti) e Sim, Dói (com sintetizados sons orquestrais) - fizeram supor um show mais apático. A partir de Senza Fine, no entanto, RoRo foi oferecendo interpretações mais condizentes com suas possibilidades de intérprete, embora sem o rigor estilístico de outrora. As Time Goes by, All the Way e Ne me Quite Pas - três standards estrangeiros recorrentes nos shows de Ângela há quase 20 anos - jogaram para cima um show que, na apresentação de 25 de fevereiro, teve sua temperatura elevada com a participação calorosa de Ana Carolina. No fim, Simples Carinho e Amor, meu Grande Amor reiteraram o êxito possível deste show Escândalo.

27 de fevereiro de 2010 21:21  
Anonymous Anônimo said...

Após o período carnavalesco no meu Rio de Janeiro, eis que estou de volta e me deparo com a falta de uma nota sobre o falecimento (hoje, 27/02) do GRANDE SAMBISTA Walter Alfaiate. Abraços Mauro,

Marcelo Barbosa - Brasília (DF)

"A M O R, Amor! Aprendi soletrar, amei!
Chorei sem aprender com ninguém
Quem aprende a amar, aprende a chorar também"

Descanse em paz, grande sambista!

27 de fevereiro de 2010 22:41  
Anonymous Anônimo said...

Lotou ?

28 de fevereiro de 2010 00:12  
Anonymous Anônimo said...

Angela precisa de um super show, com banda, iluminação, figurino novo... Chega do Ricardo Mcord, e desse figurino horrivel. Adoro a Angela, mas ela precisa sair da década de 80.

28 de fevereiro de 2010 10:27  
Anonymous AVBS said...

Já assisti uns 6 shows da Angela aqui em SP. Adoro ela, tem um humor ácido é hilária. Mas seus shows tem sempre o mesmo formato.Ela precisa ser produzida, colocar uma banda no palco. Tem um grande potencial para isso, todos seus fãs sabemos.
Abraços

28 de fevereiro de 2010 13:13  
Anonymous maria said...

Ângela não consegue levar à cena a qualidade e densidade de suas canções.

maria

28 de fevereiro de 2010 14:43  
Anonymous Anônimo said...

Aí se ela faz um show em com o repertório recente, ficam dizendo que está abaixo dos seus grandes sucessos.

1 de março de 2010 09:24  
Anonymous Denilson said...

O pessoal que fica esperando um show da fantástica Angela RoRô acompanhada de uma banda não deve ter muita noção dos custos envolvidos em um show desse tipo.

Ela não tem produtor, nem gravadora, nem patrocínio, nem nada. É tudo na base da autoprodução.

Aliás, a maioria dos artistas está optando por formações econômicas de bandas para os acompanhar justamente por causa disso.

É uma pena, mas é a realidade.

Eu fico feliz da RoRô estar de volta aos palcos. Ela é sempre um espetáculo.

abração,
Denilson

1 de março de 2010 11:26  
Anonymous Perlenc said...

Concordo Denilson,

Fabiana Cozza andou se apresentando no belissimo Auditório Ibirapuera em SP com 6 músicos no palco.No RJ tem se apresentado em casas menores ...

Cida Moreira também cantou no Auditório e em mais de uma noite. Escaldada, recrutou convidados como Vanguart,Zélia Duncan e Alaide Costa.E no RJ ?


Elba Ramalho também cortou gastos e trocou grandes palcos por outros menores como o Teatro Rival.E com no máximo 4 músicos no palco!


Elza Soares e Mariana Aydar passaram apuros no Canecão. Elza agora opta pelo Rival e Aydar voltou a sua realidade,ou seja, Centro Cultural Carioca.


Fafá de Belém até no Mistura Fina andou se apresentando.



Realmente, as pessoas andam sem noção dos custos. Principalmente quem não tem produtor, nem gravadora, nem patrocínio como é caso de Angela.

PS: E parece que no meu RJ é pior pois HSBC Arena anda sendo usada só por Beyoncé,Joss Stones e Allen da vida ...

2 de março de 2010 02:24  
Anonymous Caçula said...

Te admiro tanto Mauro mas quando Perla se apresentou no Centro Cultural Ligth você não foi tão justificativo como foi com RoRo.

RoRo,dado a crise, pode se apresentar somente com um tecladista no palco mas Perla não? Pois você escreveu que " a produção deixou a desejar. Um simplório teclado (daqueles utilizados por músicos de barzinhos) e uma guitarra eram os únicos instrumentos em cena "


E aí ?


Caçula/RJ

2 de março de 2010 02:58  
Anonymous Anônimo said...

O anonimo fez uma ótima pergunta. Também me pergunto: Lotou ?

2 de março de 2010 04:21  
Blogger Carla Ayres said...

Não concordo com "Anonimo" de que Ro Ro ainda está nos anos 80.
Concordo, contudo, com o Mauro de que este show deve estar economico, pois o CD está assim.
Mas, para s bons ouvines de Ro Ro pode perceber que os dois discos dela lançados, respectivmanete em 2000(Acertei no Milenio) e 2006 (Compasso), são a prova de uma grande modernidade na musicalidade da cantora. Inclusive nos arranjos de MacCord que a acompanha a mais de 20 anos.
É muito bom tê-la de volta.
Aliás, no seu esquecimento dos anos 90 também temos um pouco de culpa. O brasileiro tem memória musical curta e pouco seletiva.
Se Ro Ro foi esquecida e desprezaso por um bom tempo, é graças aos que presam por "grandes" produções. Que valorizam mais o promocional que o emocional.
Ro Ro é uma cantora emoção!

2 de março de 2010 12:38  
Anonymous Anônimo said...

Não suporto aquele tecladinho do MacCord. Até Angela toca melhor do que ele. A melhor safra de RoRo está nos anos 80 realmente. Tava na hora da mulher ter mais inspiração...

2 de março de 2010 14:50  
Anonymous Anônimo said...

Tô com o leitor Caçula e não abro.E olha que não sou da Perla.Nem da RoRo

3 de março de 2010 00:10  
Blogger Tiago said...

Também assisti esse show e concordo com a maioria das suas observações. Felizmente a voz da Ângela continua excelente, mas é uma pena que ela não varie o repertório nem modifique os arranjos das músicas e não queira (ou possa?) se apresentar acompanhada por bons músicos. Não achei a participação da Ana Carolina calorosa. Ao contrário, pra mim foi dos momentos mais apáticos e dispensáveis do show. Ela parecia pouco à vontade e até desconfortável no palco. Aparentemente elas não ensaiaram, já que não sabiam a letra da primeira música ("Homens e mulheres" da Ana Carolina) e não estavam entrosadas na segunda ("Compasso" da Ângela Roro). Só cantaram estas duas e Ana sequer voltou pro Bis. De todo modo, gostei muito de ter ido ao show porque a voz, repertório e humor da Ângela Roro são muito bons.

3 de março de 2010 01:16  
Anonymous Denilson said...

Bem lembrado pelo anônimo de 02/03 14:50: onde está a grande pianista que a RoRô sempre foi?

Confesso que não sei por que motivo ela não se apresenta mais ao piano, nem que fosse por algumas músicas apenas.

Um show inteiro com ela se acompanhando ao piano seria sublime.

abração,
Denilson

3 de março de 2010 09:35  

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