10 de outubro de 2009

Feliz, João Borba reaviva sambas de Jorge Costa

Resenha de CD
Título: João Borba
Canta Jorge Costa
- Ao Vivo
Artista: João Borba
Gravadora: Dabliú
Discos
Cotação: * * * 1/2

Graças a uma (excelente) ideia de Eduardo Gudin, compositor identificado com o samba paulista, João Borba - veterana voz das rodas de Sampa - estreia tardiamente em disco com um trabalho que presta valioso serviço à música brasileira. O foco deste CD gravado ao vivo em show no teatro do Sesc Pompéia (SP), em julho de 2007, é a obra autoral de Jorge Costa (1922 - 1995), um bom compositor alagoano que fez escalas em Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ) - cidade onde chegou até a interagir no Morro de Mangueira com bambas da escola verde-e-rosa - antes de se fixar em São Paulo (SP) na década de 50. Foi em Sampa que, anos mais tarde, Jorge teve seus sambas propagados nas vozes de cantores como Germano Mathias e Jair Rodrigues (intérprete de Triste Madrugada, um dos mais conhecidos da lavra de Costa). É este repertório que João Borba (re)apresenta sob direção musical e arranjos (algo lineares, mas competentes) de Milton Mori. O CD João Borba Canta Jorge Costa - Ao Vivo tira do baú joias como Samba da Rosa (parceria de Costa com Celso Martins) e Inferno Colorido, bonito tema que exemplifica bem a aguçada consciência social que norteou boa parte da produção autoral de Jorge Costa. São 15 sambas que, com maior ou menor inspiração, compõem uma obra de tintas fortes que ganha os tons adequados na voz tarimbada de João Borba, em CD de alto valor documental.

1 Comments:

Blogger Mauro Ferreira said...

Graças a uma (excelente) ideia de Eduardo Gudin, compositor identificado com o samba paulista, João Borba - veterana voz das rodas de Sampa - estreia tardiamente em disco com um trabalho que presta valioso serviço à música brasileira. O foco deste CD gravado ao vivo em show no teatro do Sesc Pompéia (SP), em julho de 2007, é a obra autoral de Jorge Costa (1922 - 1995), um bom compositor alagoano que fez escalas em Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ) - cidade onde chegou até a interagir no Morro de Mangueira com bambas da escola verde-e-rosa - antes de se fixar em São Paulo (SP) na década de 50. Foi em Sampa que, anos mais tarde, Jorge teve seus sambas propagados nas vozes de cantores como Germano Mathias e Jair Rodrigues (intérprete de Triste Madrugada, um dos mais conhecidos da lavra de Costa). É este repertório que João Borba apresenta sob direção musical e arranjos (algo lineares, mas competentes) de Milton Mori. O CD João Borba Canta Jorge Costa - Ao Vivo tira do baú joias como Samba da Rosa (parceria de Costa com Celso Martins) e Inferno Colorido, bonito tema que exemplifica bem a aguçada consciência social que norteou boa parte da produção autoral de Jorge Costa. São 15 sambas que, com maior ou menor inspiração, compõem uma obra de tintas fortes que ganha os tons adequados na voz tarimbada de João Borba, em CD de alto valor documental.

10 de outubro de 2009 13:02  

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