4 de outubro de 2009

Cala-se, aos 74 anos, a voz humanitária de Sosa

O clichê é inevitável, pois verdadeiro: a morte de Mercedes Sosa - ocorrida neste domingo, 4 de outubro de 2009, em Buenos Aires - cala, aos 74 anos, uma das vozes mais politizadas e resistentes da música latino-americana. Nascida em 9 de julho de 1935, na cidade de San Miguel de Tucumán, a cantora ganhou projeção a partir dos anos 60, década em que inicia sua carreira fonográfica - o primeiro álbum, La Voz de la Zafra, é de 1962 - com o tom engajado que norteou sua trajetória musical e pessoal. Não por acaso, Sosa foi perseguida pela ditatura argentina e, a partir dos anos 70, se alinhou com artistas brasileiros que também lutavam contra a opressão. Em 1976, ela regrava em dueto com Milton Nascimento, para o álbum Geraes, um de seus maiores sucessos, Volver a los 17, clássico de autoria da compositora chilena Violeta Parra. Ao lado de Gracias a la Vida, outro tema de Parra, Volver a los 17 é uma das músicas que identificam Sosa em âmbito internacional. Contudo, a voz grave e potente de Mercedes Sosa - vista na foto de Mauro Ferreira em seu último show feito no Brasil, na casa Vivo Rio, no Rio de Janeiro (RJ), em 28 de novembro de 2008 - se pôs a serviço de numerosos compositores que usaram a música para lutar pela liberdade. Por isso mesmo, Sosa cantou com nomes como Chico Buarque (a mesma Volver a los 17, em número do programa Chico & Caetano que a juntou a Milton, a Gal Costa e aos anfitriões da atração exibida pela Rede Globo em 1986) e Beth Carvalho, com quem gravou Eu Só Peço a Deus (Solo le Pido a Diós) de forma pungente. Era a faixa que encerrava o disco Beth, editado em 1986. A afinidade com Milton Nascimento, contudo, foi especial. Com o cantor, Sosa dividiu até um disco em 1985, Corazón Americano, registro ao vivo de show que agregou também o argentino León Gieco. A propósito, os anos 80 marcaram o auge da popularidade da artista argentina no Brasil, valendo destacar o dueto com Fagner em Años e os álbuns Ao Vivo no Brasil (1980) e Gente Humilde (1982). O último disco de inéditas de Mercedes, Corazón Libre, foi editado em 2005. Neste ano de 2009, ela lançou CD duplo, Cantora, em que fazia duetos com artistas de várias partes do mundo. O Brasil foi representado por Caetano Veloso e por Daniela Mercury, com quem Sosa gravou, respectivamente, Coração Vagabundo e O Que Será. Cantora reafirmou o alcance planetário da voz resistente de Sosa, incansável na propagação dos seus ideais humanitários através de música carregada de grande dose de espiritualidade e consciência social. Mercedes Sosa deixa saudade e legado imortal.

34 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Notícia triste.

4 de outubro de 2009 13:57  
Blogger Mauro Ferreira said...

O clichê é inevitável, pois verdadeiro: a morte de Mercedes Sosa - ocorrida neste domingo, 4 de outubro de 2009, em Buenos Aires - cala, aos 74 anos, uma das vozes mais politizadas e resistentes da música latino-americana. Nascida em 9 de julho de 1935, na cidade de San Miguel de Tucumán, a cantora ganhou projeção a partir dos anos 60, década em que inicia sua carreira fonográfica - o primeiro álbum, La Voz de la Zafra, é de 1962 - com o tom engajado que norteou sua trajetória musical e pessoal. Não por acaso, Sosa foi perseguida pela ditatura argentina e, a partir dos anos 70, se alinhou com artistas brasileiros que também lutavam contra a opressão. Em 1976, ela regrava em dueto com Milton Nascimento, para o álbum Geraes, um de seus maiores sucessos, Volver a los 17, clássico de autoria da compositora chilena Violeta Parra. Ao lado de Gracias a la Vida, outro tema de Parra, Volver a los 17 é uma das músicas que identificam Sosa em âmbito internacional. Contudo, a voz grave e potente de Mercedes Sosa - vista na foto de Mauro Ferreira em seu último show feito no Brasil, na casa Vivo Rio, no Rio de Janeiro (RJ), em 28 de novembro de 2008 - se pôs a serviço de numerosos compositores que usaram a música para lutar pela liberdade. Por isso mesmo, Sosa gravou com nomes como Chico Buarque e Beth Carvalho, com quem cantou Eu Só Peço a Deus de forma pungente. Era a faixa que encerrava o disco Beth, editado em 1986. A afinidade com Milton Nascimento, contudo, foi especial. Com o cantor, Sosa dividiu até um disco, Corazón Americano, que agregou também o argentino León Gieco. O último álbum de inéditas de Mercedes, Corazón Libre, foi editado em 2005. Neste ano de 2009, ela lançou CD duplo, Cantora, em que fazia duetos com artistas de várias partes do mundo. O Brasil foi representado por Caetano Veloso, com quem Sosa gravou Coração Vagabundo. Cantora reafirmou o alcance planetário da voz resistente de Mercedes Sosa, incansável na propagação dos seus ideais humanitários através de música carregada de grande dose de espiritualidade e consciência social. Mercedes Sosa deixa saudade e legado imortal.

4 de outubro de 2009 13:57  
Anonymous Anônimo said...

Que ela descanse em paz! E belo registro, sobretudo, pungente (é o adjetivo correto)de Eu só peço a Deus. Abraços e "Eu só peço ao crítico" que ele me dê notícias do disco da minha Rainha (hoje é meu aniversário Mauro, me dê esse presente!) rsrs

Marcelo Barbosa - Brasília (DF)

4 de outubro de 2009 14:17  
Anonymous Anônimo said...

rosemberg

mercedes, era uma dessas,raras, cantoras, que quando concedia entrevistas, eu parava para assitir.
lembro-me de uma entrevista que ela concedeu ao sem censura que emocionou a todos da bancada pricipalmente quando ela cantou a musica brejo da cruz do chico.

agora peço a Deus que a guerreira descanse em paz.

4 de outubro de 2009 15:03  
Anonymous Anônimo said...

Saudades...
Si se calla el cantor muere la rosa
de que sirve la rosa sin el canto
debe el canto ser luz sobre los campos ...

4 de outubro de 2009 16:17  
Blogger RITA DE CÁSSIA said...

Cantora rara, excepcional!!!

4 de outubro de 2009 16:28  
Anonymous Anônimo said...

Mauro, realmente vc tem razão.. cala-se uma voz humanitária..

parece que a daniela mercury tambem participa do disco de duetos..

abs

4 de outubro de 2009 17:26  
Anonymous Diogo ! said...

Acompanhei nos últimos sua luta e admito que chorei quando soube da situação. Fisicamente Mercedes lembrava (muito) a minha avó - ambas com sangue indigena nas veias. Talvez por conta dessa semelhança ela sempre foi hit na minha familia. Sei cantar " Años " desde criança ...

Impressiona como gravou muitas de nossas canções e com muitos de nossos nomes. É incrivel como mesmo não sendo brasileira ela era uma das maiores interpretes da MPB. Tal qual Sarah Vaughan.

Como disse o Mauro, tinha uma voz humanitária. Tal qual Luciano Pavarotti.

Ela estaria no album politizado de Beth Carvalho e tinha planos de lançar mais um album voltado só pro nosso mercado.

Esse último dela, eu já ouvi algumas faixas e indico assim como o " Missa Crioula " de 1999.

Enfim, uma perda sem precedentes!
Diogo Santos

4 de outubro de 2009 18:33  
Blogger Geraldo said...

Faltou falar que ela chegou no Brasil para o grande público com a música Años, de Pablo Milanés e gravada no disco Traduzir-se, de Raimundo Fagner, em 1981, em dueto com o cantor. Depois, ela ainda gravou Málaga, poema de Garcia Lorca, também em dueto com Fagner.

No mesmo ano, Fagner a convidou para o especial Grandes Nomes, na Rede Globo. Para todo o Brasil, Fagner cantou com ela Calma Violência (dele e de Fausto Nilo, do disco Raimundo Fagner de 1976) e a própria Años. Eles ainda cantaram outra música, que acabou ficando de fora do especial, chamada Los Hermanos. Como seria bom que a Rede Globo brindasse o público com o lançamento do especial em DVD!

Sobre a parceria dela com Chico, eu não a conheço. Aconteceu em qual música?

4 de outubro de 2009 20:14  
Anonymous Flora said...

Poxa, que noticia triste!
Mercedes fez parte da minha, ainda curta vida (tenho 20 anos), e principalmente da minha infância. Ela e Milton formaram o duo de vozes mais presentes, que emocionam e traz todos os sentimentos a tona.
Vá em paz, Sosa!

4 de outubro de 2009 20:22  
Anonymous Paulo - SSA said...

Vale complementar que no disco CANTORA, de 2009, o Brasil também foi representado pelo dueto da explêndida Mercedes com Daniela Mercury na faixa "O Que Será", de Chico Buarque!
O mundo perdeu hoje uma de suas melhores vozes!
Que seu espírito siga em paz!

4 de outubro de 2009 20:22  
Blogger betty mello said...

Muito me entristesse,continuo sua fã apesar dela ter partido...foi de uma importância incrível e nos brindou magnificamente com seu canto, sua firmeza...Carrego-a em meu coração pois me levou a refletir muito com o seu Gracias a la Vida.
Gracias a la vida que nos deu Mercedes e Violeta ! Um abraço, Betty

4 de outubro de 2009 20:45  
Anonymous Sergio said...

Muchas gracias por estas palabras, amigo Mauro.
En Argentina estamos muy tristes y ver el respeto que ustedes tiene por ella nos reconforta.
Desearía agregar que en el disco Cantora, no solo canta Caetano por Brasil, sino que además participan Daniela Mercury (O que será) y Luiz Carlos Borges (Missionera).

Un gran abrazo.

Sergio

4 de outubro de 2009 20:47  
Blogger Bruno Cavalcanti said...

Já disse uma vez e volto a repetir: lá no céu todos são muito egoístas!!! Nos tiram o que há de melhor! Pra lá já foram, em pouco tempo, Michael Jackson, Ramiro Mussoto, Farrah Fawcet e agora Mercedes Sosa (lógico, dentre tantos outros que me faltam os nomes agora)!!

Mercedes tinha uma voz inigualável, assim como toda sua carreira... deixará eternas saudades, mas sempre teremos seu legado irretovável para nos lembrarmos da melhor forma possível dessa mulher espetacular!!!!!!!
Vá Mercedes! Canta tua cantata que os espíritos de bem merecem ouvi-la, e os espíritos de mal devem ouvi-la para assim se redimirem...

4 de outubro de 2009 21:00  
Anonymous Léo said...

Mauro, no último CD de Mercedes Sosa, o Brasil está representado não somente por Caetano Veloso. Daniela Mercury também participa, cantando com Mercedes Sosa "O Que Será" (Chico Buarque)

4 de outubro de 2009 21:32  
Anonymous Alex said...

Ouçam a beleza: Mercedes com Caetano, Gal, Chico e Milton, numa canção da Chilena Violeta Parra.

http://www.goear.com/listen/0e3544d/Volver-a-los-17-mercedes,-caetano,-gal,-chico-e-milton

Não sei em que disco está, mas acho que alguém poderá me ajudar.

Obrigado Mauro pela homengem à Cantora.

Alex

4 de outubro de 2009 21:33  
Anonymous Odimar said...

Mercedes Sosa é um grande ícone da libertação de latinoamerica,deve estar em festa com outros idealistas como Matín Baró, que tanto que lutaram pelo fim da opressão do povo latinoamericano. Sua música será terá sempre eco entre os admiradores da boa música e dos grandes ideais.

4 de outubro de 2009 21:40  
Blogger Márcio said...

Uma única vez, aos 15 ou 16 anos, vi Mercedes Sosa em show, e jamais me esquecerei daquela pequena figura que se agigantava (mais um clichê bem verdadeiro) no palco. Quando ela cantava tocando seu tambor, não havia como resistir a tanta emoção. Que descanse em paz, pois já nos deu o presente de sua música única!

4 de outubro de 2009 21:50  
Anonymous Diogo ! said...

Mauro, além de Caetano Veloso ( " Coração Vagabundo " ), Daniela Mercury ( " O que será " ) e de Luis Carlos Borges - lenda viva da tradicional música gaucha - em " Missionera ", há também uma regravação de " Insensatez ", de Tom Jobim, com o argentino Luis Salinas.

Com 3 indicações ao Grammy Latino 2009 ( Album do Ano, Melhor Album de Música Folclórica e Melhor Projeto Gráfico para um album ), " Cantora " reafirmou o alcance planetário da voz resistente de Sosa (2).

4 de outubro de 2009 22:09  
Anonymous Diogo ! said...

De sangue indigena e com idéias socialistas, Sosa ganhou fama e prestigio internacional que nunca lhe subiram a cabeça. Recebeu 3 prêmios Grammy

Flexivel, rompeu com Fidel Castro em 2003 por conta do (inexplicável) fulizamento de três homens que haviam seqüestrado em Havana um rebocador rumo aos EUA. Talvez (?)por conta disso NENHUM artista cubano aparece na lista de " Cantora " .

Segue detalhes do album duplo :

01- Aquellas pequeñas- con Joan Manuel Serrat
02- Barro tal vez- con Luis Alberto Spinetta
03- Sea- con Jorge Drexler
04- Coração vagabundo- con Caetano Veloso
05- La maza- con Shakira
06- Zamba para olvidar- con Diego Torres y Facundo Ramírez
07- Agua, cielo, tierra, fuego- con Soledad Pastorutti
08- Celador de sueños - con Orozco Barrientos y Gustavo Santaolalla
09- Sabiéndose de los descalzos- con Julieta Venegas
10- Himno de mi corazón- con León Gieco
11- Novicia- con Victor Heredia
12- Zamba de los adioses- con Duo Nuevo Cuyo
13- Nada- con María Graña y Leopoldo Federico
14- Esa musiquita- con Teresa Parodi
15- Romance de la luna tucumana- con J. Quintero y L. Monti
16- Deja la vida volar- con Pedro Aznar
17- Pájaro de rodillas- con Nacha Roldán



01 – Zona de promesas - con Gustavo Cerati
02 – Desarma y sangra - con Charly García
03 – Canción para un niño en la calle - con Calle 13
04 – Parao - con Vicentico
05 – Zamba del cielo - con Fito Páez y Liliana Herrero
06 – Razón de vivir - con Lila Downs
07 – El ángel de la bicicleta - con Gustavo Cordera
08 – Violetas para Violeta - con Joaquín Sabina
09 – Jamás te olvidaré - con Marcela Morelo
10 – O que será o [À flor da terra] (Milton Nascimento – Chico Buarque) con Daniela Mercury
11 – Cántame - con Franco de Vita
12 – La luna llena - con Rubén Rada y La Chilinga
13 – Canción de las cantinas - con Alberto Rojo
14 – Donde termina el asfalto - Coqui Sosa
15 – Insensatez - con Luis Salinas
16 – Misionera - con Luis Carlos Borges
17 – Y así, así - con Luciano Pereyra
18 – Himno Nacional Argentino - con Los Folkloristas.


Épico! Mesmo se Sosa não tivesse falecido ...

4 de outubro de 2009 22:27  
Anonymous Anônimo said...

Emanuel Andrade disse

E o que é pior nisso tudo: cada vez mais um mundo vai ficando pobre musicalmente. O que surge são muitas cópias mal feitas. Viva Mercedes, viva sua voz, viva sua garra e sangue que a fez cantar pelo povo latino.

4 de outubro de 2009 23:17  
Anonymous Anônimo said...

Mercedes Sosa!
Escreveu o seu nome com dignidade na história da música do mundo.
Voz linda e única!

4 de outubro de 2009 23:59  
Anonymous Eduardo Mezzonato, Juiz de Fora-MG said...

Estive em Buenos Aires em Agosto de 2009 e pude ver como os argentinos gosttam dela. Nas lojas de souvenires se vende uma mini-estátua dela, assim como da Mafalda. Nas lojas de cds e livrarias, colocam o cd dela na vitrine fazendo uma pilha. Mas a pergunta que não quer me calar é: Será que agora os cds voltarão a ser vendidos no Brasil? Tenho o novo cd e dvd dela, e é muiot lindo! Porque eu trabalho numa grande livraria de âmbito nacional e não consigo colocar os cds dela pra serem vendidos. Todos estão esgotados. Mesmo antes de sua morte, muita gente procurava por seus cds. E quando eu ligo pra gravadora pra perguntar sobre o assunto, sempre estão em reunião, ou horário de lanche e nunca podem se pronunciar. É um lamento!

5 de outubro de 2009 00:43  
Anonymous Evangelina Maffei said...

MUCHAS GRACIAS A MAURO POR EL RECUERDO.

ALEX: A gravacao é de 1986 e consta
no CD "O MELHOR DE MERCEDES SOSA"
Globo/Universal, 2004

1. VOLVER A LOS 17 (Violeta Parra)com Mercedes Sosa/ Chico Buarque/ Caetano Veloso/ Milton Nascimento/ Gal Costa

5 de outubro de 2009 03:20  
Anonymous Anônimo said...

Obrigada Mauro por dedicar um dos seus escritos, sempre belos e inspirados, a maravilhosa Mercedes Sosa que hoje já é saudade. É de Simone uma das mais brilhantes regravações de "Alfonsina y el Mar". "Qué poemas nuevos fuiste a buscar?" Partiu Mercedes nos deixando um legado de orgulho sul americano. Foi a voz da minha geração. Será sempre lembrada.
Abraço
Eulalia Moreno
São Paulo

5 de outubro de 2009 03:57  
Anonymous Anônimo said...

Mauro: muchas gracias por el recuerdo.

Alex: Gravada em 1986. Consta do CD "O MELHOR DE MERCEDES SOSA"
Som Livre, como EXCLUSIVO:
Gravação inédita de “Volver a los 17” (Violeta PArra), com Participacões de Chico Buarque, Caetano Veloso, Milton Nascimento e Gal Costa.

5 de outubro de 2009 04:10  
Anonymous Anônimo said...

pois é, e o disco gravado com milton, apesar de tecnicamente mediano, é uma obra maravilhosa, e nunca foi editado em cd no brasil.
alias não me espantaria nada se agora toda sua obra fosse reeditada (as gravadoras não mudam, basta lembrar do caso do michael jackson, com seus discos voltando as lojas).
eu fico por aqui de luto.

5 de outubro de 2009 07:42  
Anonymous Denilson said...

Que notícia triste... Principalmente porque, mesmo já estando doente, ela continuava cantando com a mesma força de sempre.

O corpo dela pediu um descanso... Mas sua obra será imortal, para sempre...

Gracias, Mercedes, gracias...

Denilson

5 de outubro de 2009 07:51  
Blogger Rodrigo said...

grande mercedes...

5 de outubro de 2009 09:40  
Anonymous Diogo ! said...

A afinidade com Milton Nascimento, contudo, foi especial (2)

Em 93, no ótimo " Sino " ela cantou " Encuentros y Despedidas " além de uma bela versão de " Sina " de Djavan.

5 de outubro de 2009 12:39  
Anonymous Anônimo said...

Impressionante e reveladora essa foto de Mercedes em seu último show aqui.Isso sim é artista de verdade,que apesar de seus limites físicos e certamente os pessoais como qualquer mortal,encara seu ofício com a dignidade,a força e o tratamento que supera e transcende as barreiras impostas na trajetória humana.Mercedes é um ex.a ser seguido,sua voz soberana traduz um sentido de luta e vitória muito raro nos nossos dias.Nunca entregou os pontos.Bela!

5 de outubro de 2009 14:52  
Blogger MIster Teles, o Musical said...

Que Deus receba Mercedes Sosa com aplausos. O legado de Mercedes é imortal!

5 de outubro de 2009 18:19  
Anonymous Plava Diva said...

Gosto de uma MS bem antiga. Tem uma chacarera boa chamada 'Trunca Norte', uma zamba 'Luna Tucumana' e aquela canção chuvosa 'Las Estatuas'. Que voz, né? Forte e nunca forçada.

Nunca achei essa cocacola ela cantando música brasileira.

Mauro, tira essa foto por favor. Está horrível. Parece o Jabba The Hut. La Negra merece melhor.

7 de outubro de 2009 17:30  
Anonymous Anônimo said...

Firulas técnicas a parte, não me lembro agora de nenhuma outra cantora popular com o domínio de dinâmica na voz que essa mulher tinha.Sabia variar e dar a força pretendida a cada nota cantada.

7 de outubro de 2009 22:36  

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