1 de julho de 2009

Coleção revive o áureo regionalismo pop de Elba

Resenha de série de reedições em CD
Título: Elba - 30 Anos de Carreira
Artista: Elba Ramalho
Gravadora: Universal Music

Há 30 anos, Elba Ramalho lançava seu primeiro álbum, Ave de Prata (1979), primeiro título de trilogia de caráter denso e rascante que seria completada com Capim do Vale (1980) e Elba (disco de 1981 lamentavelmente ainda inédito em formato digital). Contudo, a intérprete - radicada no Rio de Janeiro (RJ) desde 1974, vinda da Paraíba na corrente migratória dos anos 70 que trouxe cantores e compositores nordestinos para o Sul - somente alcançaria o sucesso nacional ao sair da gravadora CBS (atual Sony Music) e ingressar na então estreante Ariola, dirigida pelo produtor Marco Mazzola. Nessa companhia, Elba estreou em 1981 com o álbum Brazil Night Montreux 81, dividido com Toquinho e Moraes Moreira. Nesse disco, captado ao vivo no Festival de Montreux em 4 de julho de 1981, há o registro original de Bate Coração, xote que impulsionaria sua carreira e que seria regravado em estúdio no quarto LP da cantora, Alegria, gravado e editado em 1982. Alegria integra com Coração Brasileiro (1983), Do Jeito que a Gente Gosta (1984) e Fogo na Mistura (1985) o lote de reedições coordenadas pelo jornalista Rodrigo Faour para a gravadora Universal Music para celebrar as três coerentes décadas da carreira fonográfica de Elba. Vendidas separadamente e produzidas com capricho (as matrizes dos discos passaram por um novo processo de remasterização, os encartes preservam o material gráfico das edições originais e cada álbum vem com texto de Faour sobre a gravação), as quatro reedições integram a série Elba - 30 Anos de Carreira, nas lojas no início deste mês de julho de 2009. A tiragem inicial de cada título é de apenas mil cópias, mas, se as vendas forem boas, outros títulos da discografia da leoa Elba Ramalho podem ser relançados em 2009.

Alegria (1982)
Cotação: * * * * 1/2
Produzido por Aramis Barros, com direção artística de Mazzola, Alegria foi o álbum em que o repertório de Elba começou a ser embalado em formato pop sem perder o acento regional que ainda hoje situa a intérprete paraibana na cena musical brasileira. No embalo do sucesso de Bate Coração, o disco propagou outro tema da autora desse xote, Cecéu. Amor com Café também obteve bom desempenho nas paradas. Alegria trouxe músicas melhores de Lula Queiroga (Essa Alegria - Caboclinhos), Alceu Valença (Chego Já, frevo pouco conhecido do compositor pernambucano), Vital Farias (Sete Cantigas para Voar) e Geraldo Azevedo (Menina do Lido, gravada por Elba em dueto com o autor). Detalhe: Jackson do Pandeiro (1919 - 1982) fez para Elba (em parceria com Kaká do Asfalto) a arretada No Som da Sanfona e ainda tocou pandeiro na faixa. Mas Jackson quase não teve tempo de testemunhar o sucesso da música nos forrós, pois morreu em 10 de julho daquele 1982, ano - apesar dessa perda - alegre para Elba Ramalho, cujo sotaque de sua voz, inicialmente carregado, começava a ser suavizado para se enquadrar no padrão pop. Mas o fato é que sua voz ainda ganharia mais corpo e densidade ao longo dos anos 90.

Coração Brasileiro (1983)
Cotação: * * * * *
O segundo álbum solo de Elba para a Ariola consolidou e expandiu o sucesso da cantora. Por conta do êxito do anterior Alegria, Mazzola se encarregou da produção deste esfuziante Coração Brasileiro. Para começar, o disco abre com Banho de Cheiro, frevo de Carlos Fernando que ainda hoje é número obrigatório no bis dos shows de Elba. Na sequência, há outro hit memorável, Toque de Fole, faixa em que a voz da cantora dialoga com as sanfonas de Sivuca (1930 - 2006), Severo e Zé Américo, este também arranjador de outro destaque do repertório, Ai que Saudade de Ocê (Vital Farias). Nos arranjos, aliás, nota-se a presença mais destacada dos teclados que predominavam nos discos feitos nos anos 80. César Camargo Mariano pilota seus teclados, por exemplo, no terceiro grande hit do álbum, Canção da Despedida, parceria bissexta de Geraldo Azevedo com Geraldo Vandré. Já Francis Hime toca seu piano Yamara e rege Se Eu Fosse o teu Patrão, música de Chico Buarque, gravada por Elba com o compositor, em dueto que remetia ao seu primeiro trabalho de projeção no Rio: a participação como atriz, em 1978, na montagem original do musical Ópera do Malandro. Enfim, o Coração Brasileiro de Elba Ramalho bateu forte naquele ano de 1983 e fez o nome da artista pulsar de Norte a Sul do país. Clássico!

Do Jeito que a Gente Gosta (1984)
Cotação: * * *
Embora tenha alcançado sucesso popular por conta da faixa-título (tema de Severo e Jaguar que foi hit em todos os forrós) e do frevo Energia (de Lula Queiroga), Do Jeito que a Gente Gosta já sinalizou que a receita do regionalismo pop dos dois trabalhos anteriores de Elba começava a desandar. Entre frevo (Moreno de Ouro, tema em que Carlos Fernando - em parceria com Geraldo Amaral - não bisou a inspiração de Banho de Cheiro) e maracatu (Toque de Amor, de José Rocha e João Lyra), Elba caiu no Forró do Poeirão (de Cecéu, também sem a inspiração de Bate Coração e Amor com Café) e fez pulsar sua veia romântica em Amor Eterno (Soneto CXVI), tema de Tadeu Mathias e Ana Amélia, inspirado em versos de Shakespeare (1564 - 1616). Enfim, de sotaque mais pasteurizado e de repertório menos vigoroso, Do Jeito que a Gente Gosta se (re)apresenta como título menor da discografia de Elba (ainda que sua música de abertura, Azedo e Mascavo, de Celso Adolfo, mereça foco). Parece ter sido feito por obrigação. Não é por acaso que a faixa mais forte deste disco, Nordeste Independente (Imagine o Brasil), seja número gravado ao vivo no show inspirado no álbum anterior, Coração Brasileiro.

Fogo na Mistura (1985)
Cotação: * * * *
Como já anuncia o título do último disco da fase de maior popularidade de Elba, Fogo na Mistura dá mexida na fórmula que regia a obra da cantora. O início supõe um disco de tom pasteurizado por conta da faixa-título, tema de Tunai e Sérgio Natureza, impregnado de sintetizadores. Contudo, bem logo na sequência, vem o grande hit do CD, De Volta pro Aconchego, a toada de Dominguinhos e Nando Cordel que - conforme conta Rodrigo Faour no texto - chegou às mãos de Elba no compasso do baião (a ideia de romantizar o tema foi da cantora). Embora a primeira música de trabalho do álbum tenha sido Mexe...Mexe, Funga...Funga (outra parceria arretada da dupla Severo e Jaguar, do hit forrozeiro do ano anterior, Do Jeito que a Gente Gosta), o sucesso eterno do disco foi mesmo De Volta pro Aconchego, num arranjo inspirado de Dori Caymmi que foi propagado em rede nacional pela novela Roque Santeiro. Entre fusões explicitadas já no título (Sambaiãozar) ou no ritmo (Pátria Amada, misto de samba e frevo em que o autor Carlos Fernando celebrava a era cibernética que se instalava no mundo), Elba se permitiu ir além das fronteiras brasileiras, pisando No Caminho de Cuba (tema de Jaime Alem) com seu suingue nordestino e pondo tempero caribenho na receita em Como se Fosse a Primavera (Canción), versão de Chico Buarque para tema de Pablo Milanés com Batista Nicolas Guillen. A faixa ostenta metais em brasa que lhe dão clima caliente no tom explosivo que, aconchegos à parte, norteia Fogo no Mistura. Em seu álbum seguinte, Remexer (1986), Elba continuou a investir nas fusões, mas sem a popularidade obtida na fase áurea que se encerra em 1985 - revivida na atual bela coleção.

31 Comments:

Blogger Mauro Ferreira said...

Há 30 anos, Elba Ramalho lançava seu primeiro álbum, Ave de Prata (1979), primeiro título de trilogia de caráter denso e rascante que seria completada com Capim do Vale (1980) e Elba (disco de 1981 lamentavelmente ainda inédito em formato digital). Contudo, a intérprete - radicada no Rio de Janeiro (RJ) desde 1974, vinda da Paraíba na corrente migratória dos anos 70 que trouxe cantores e compositores nordestinos para o Sul - somente alcançaria o sucesso nacional ao sair da gravadora CBS (atual Sony Music) e ingressar na então estreante Ariola, dirigida pelo produtor Marco Mazzola. Nessa companhia, Elba estreou em 1981 com o álbum Brazil Night Montreux 81, dividido com Toquinho e Moraes Moreira. Nesse disco, captado ao vivo no Festival de Montreux em 4 de julho de 1981, há o registro original de Bate Coração, xote que impulsionaria sua carreira e que seria regravado em estúdio no quarto LP da cantora, Alegria, gravado e editado em 1982. Alegria integra com Coração Brasileiro (1983), Do Jeito que a Gente Gosta (1984) e Fogo na Mistura (1985) o lote de reedições coordenadas pelo jornalista Rodrigo Faour para a gravadora Universal Music para celebrar as três coerentes décadas da carreira fonográfica de Elba. Vendidas separadamente e produzidas com capricho (as matrizes dos discos passaram por um novo processo de remasterização, os encartes preservam o material gráfico das edições originais e cada álbum vem com texto de Faour sobre a gravação), as quatro reedições integram a série Elba - 30 Anos de Carreira, nas lojas no início deste mês de julho de 2009. A tiragem inicial de cada título é de apenas mil cópias, mas, se as vendas forem boas, outros títulos da discografia da leoa Elba Ramalho podem ser relançados em 2009.

Alegria (1982)
Cotação: * * * * 1/2
Produzido por Aramis Barros, com direção artística de Mazzola, Alegria foi o álbum em que o repertório de Elba começou a ser embalado em formato pop sem perder o acento regional que ainda hoje situa a intérprete paraibana na cena musical brasileira. No embalo do sucesso de Bate Coração, o disco propagou outro tema da autora desse xote, Cecéu. Amor com Café também obteve bom desempenho nas paradas. Alegria trouxe músicas melhores de Lula Queiroga (Essa Alegria - Caboclinhos), Alceu Valença (Chego Já, frevo pouco conhecido do compositor pernambucano), Vital Farias (Sete Cantigas para Voar) e Geraldo Azevedo (Menina do Lido, gravada por Elba em dueto com o autor). Detalhe: Jackson do Pandeiro (1919 - 1982) fez para Elba (em parceria com Kaká do Asfalto) a arretada No Som da Sanfona e ainda tocou pandeiro na faixa. Mas Jackson quase não teve tempo de testemunhar o sucesso da música nos forrós, pois morreu em 10 de julho daquele 1982, ano - apesar dessa perda - alegre para Elba Ramalho, cujo sotaque de sua voz, inicialmente carregado, começava a ser suavizado para se enquadrar no padrão pop. Mas o fato é que sua voz ainda ganharia mais corpo e densidade ao longo dos anos 90.

1 de julho de 2009 16:14  
Blogger Mauro Ferreira said...

Coração Brasileiro (1983)
Cotação: * * * * *
O segundo álbum solo de Elba para a Ariola consolidou e expandiu o sucesso da cantora. Por conta do êxito do anterior Alegria, Mazzola se encarregou da produção deste esfuziante Coração Brasileiro. Para começar, o disco abre com Banho de Cheiro, frevo de Carlos Fernando que ainda hoje é número obrigatório no bis dos shows de Elba. Na sequência, há outro hit memorável, Toque de Fole, faixa em que a voz da cantora dialoga com as sanfonas de Sivuca (1930 - 2006), Severo e Zé Américo, este também arranjador de outro destaque do repertório, Ai que Saudade de Ocê (Vital Farias). Nos arranjos, aliás, nota-se a presença mais destacada dos teclados que predominavam nos discos feitos nos anos 80. César Camargo Mariano pilota seus teclados, por exemplo, no terceiro grande hit do álbum, Canção da Despedida, parceria bissexta de Geraldo Azevedo com Geraldo Vandré. Já Francis Hime toca seu piano Yamara e rege Se Eu Fosse o teu Patrão, música de Chico Buarque, gravada por Elba com o compositor, em dueto que remetia ao seu primeiro trabalho de projeção no Rio: a participação como atriz, em 1978, na montagem original do musical Ópera do Malandro. Enfim, o Coração Brasileiro de Elba Ramalho bateu forte naquele ano de 1983 e fez o nome da artista pulsar de Norte a Sul do país. Clássico!

Do Jeito que a Gente Gosta (1984)
Cotação: * * *
Embora tenha alcançado sucesso popular por conta da faixa-título (tema de Severo e Jaguar que foi hit em todos os forrós) e do frevo Energia (de Lula Queiroga), Do Jeito que a Gente Gosta já sinalizou que a receita do regionalismo pop dos dois trabalhos anteriores de Elba começava a desandar. Entre frevo (Moreno de Ouro, tema em que Carlos Fernando - em parceria com Geraldo Amaral - não bisou a inspiração de Banho de Cheiro) e maracatu (Toque de Amor, de José Rocha e João Lyra), Elba caiu no Forró do Poeirão (de Cecéu, também sem a inspiração de Bate Coração e Amor com Café) e fez pulsar sua veia romântica em Amor Eterno (Soneto CXVI), tema de Tadeu Mathias e Ana Amélia, inspirado em versos de Shakespeare (1564 - 1616). Enfim, de sotaque mais pasteurizado e de repertório menos vigoroso, Do Jeito que a Gente Gosta se (re)apresenta como título menor da discografia de Elba (ainda que sua música de abertura, Azedo e Mascavo, de Celso Adolfo, mereça foco). Parece ter sido feito por obrigação. Não é por acaso que a faixa mais forte deste disco, Nordeste Independente (Imagine o Brasil), seja número gravado ao vivo no show inspirado no álbum anterior, Coração Brasileiro.

1 de julho de 2009 16:15  
Blogger Mauro Ferreira said...

Fogo na Mistura (1985)
Cotação: * * * *
Como já anuncia o título do último disco da fase de maior popularidade de Elba, Fogo na Mistura dá mexida na fórmula que regia a obra da cantora. O início supõe um disco de tom pasteurizado por conta da faixa-título, tema de Tunai e Sérgio Natureza, impregnado de sintetizadores. Contudo, bem logo na sequência, vem o grande hit do CD, De Volta pro Aconchego, a toada de Dominguinhos e Nando Cordel que - conforme conta Rodrigo Faour no texto - chegou às mãos de Elba no compasso do baião (a ideia de romantizar o tema foi da cantora). Embora a primeira música de trabalho do álbum tenha sido Mexe...Mexe, Funga...Funga (outra parceria arretada da dupla Severo e Jaguar, do hit forrozeiro do ano anterior, Do Jeito que a Gente Gosta), o sucesso eterno do disco foi mesmo De Volta pro Aconchego, num arranjo inspirado de Dori Caymmi que foi propagado em rede nacional pela novela Roque Santeiro. Entre fusões explicitadas já no título (Sambaiãozar) ou no ritmo (Pátria Amada, misto de samba e frevo em que o autor Carlos Fernando celebrava a era cibernética que se instalava no mundo), Elba se permitiu ir além das fronteiras brasileiras, pisando No Caminho de Cuba (tema de Jaime Alem) com seu suingue nordestino e pondo tempero caribenho na receita em Como se Fosse a Primavera (Canción), versão de Chico Buarque para tema de Pablo Milanés com Batista Nicolas Guillen. A faixa ostenta metais em brasa que lhe dão clima caliente no tom explosivo que, aconchegos à parte, norteia Fogo no Mistura. Em seu álbum seguinte, Remexer (1986), Elba continuou a investir nas fusões, mas sem a popularidade obtida na fase áurea que se encerra em 1985 - revivida na atual bela coleção.

1 de julho de 2009 16:15  
Anonymous jsf said...

Quem assistiu aos espetáculos que acompanharam o lançamentos destes CDS, testemunhou o florescer de uma das mais genuínas e carismáticas artistas da cena brasileira.
Corajosa, determinada e irremediavelmente elétrica, Elba figurou na capa de VEJA (que a saudou como a grande artista brasileira do momento) e lotou as maiores casas de espetáculos do Rio e SPaulo levando a galera - as vezes - engravatada à loucura.
Elba pintou e bordou a saramanta!!!
VIVA ELBA!

1 de julho de 2009 16:51  
Anonymous Anônimo said...

O LP de capa azul nunca saiu em cd.... acho isso inexplicável!

1 de julho de 2009 17:36  
Anonymous Anônimo said...

Elbinha, carrapeta do chão, fez 'cobra de fogo no ar', imbalançou e eletrizou a galera, fez a juventude muderna de Sampa inventar um tal 'forró universitário' (pra disfarçar), colocou no mesmo chão de barro bancários barrigudos, madames de seda pura, bichas enlouquecidas, empresários hipertensos, artistas embasbacados, costurou com cordas do agreste a boca de críticos abalroados e não deixou de ser feliz um momento sequer.
Os anos 70 e 80 tremeram ao som dos maracatus, frevos, xaxados, forrós, tudo amalgamado na energia visceral desta brasileira iluminada.
Os CDs são, e-vi-den-te-men-te, muito bem vindos.

1 de julho de 2009 17:57  
Anonymous Anônimo said...

Cara Universal, faça o serviço completo. Começou, termina. Relançe as outras obras de Elba.

1 de julho de 2009 18:21  
Anonymous Anônimo said...

Não é inexplicável não, anônimo. É para garantir o mercado das coletâneas - Elba tem um monte.
É só lamentável mesmo.
FALTA O RESTO "UNIVERSAL". TEM MUITA BELEZA NO ESTOQUE. CHEGA DE COLETÂNEA!!!!!!!!!!!!!!!

1 de julho de 2009 18:36  
Anonymous Anônimo said...

"Alegria" pode ter aberto de vez o caminho para Elba, "Do Jeito que a Gente Gosta" pode ter trazido "De Volta pro Aconchego", talvez o maior sucesso de sempre de Elba.

Mas, pessoalmente, gosto mais de "Coração Brasileiro". Disco quase irretocável.

De "Banho de Cheiro", sempre esfuziante, a "Roendo Unha", passando pelo arranjo primoroso de "Se Eu Fosse o Teu Patrão", com o vocal sóbrio de Chico e os solos irresistíveis de Nilton Rodrigues, no trumpete...

Fora "Canção da Despedida". Eta, arranjo bom do mestre Cesar Camargo Mariano! - ainda mais brilhante naquele 1984, quando também fez o "Voz e Suor" com Nana.

Vou ouvir todos, mesmo sem ser fã ardoroso de Elba.

Felipe dos Santos Souza

1 de julho de 2009 19:33  
Anonymous Anônimo said...

ROSEMBERG

elba tem um trajetória artitica emocionante.
uma paraibana arretada, talentosa que enche de orgulho o brasil.
a serenidade com que conduz a sua vida e sua carreira hoje em dia, mostra, que deve ter passado por poucas e boas a té se firmar no olimpo da nossa musica popular do brasil.
que venham mais 30 anos com a mesma dignidade.

memoria_pele@hotmail.com

1 de julho de 2009 19:44  
Anonymous Anônimo said...

Queria saber se aquele logotipo com uma perna está capa estragando a capa original ou está somente por fora, num plástico. Espero que seja só por fora!

1 de julho de 2009 19:52  
Anonymous Anônimo said...

QUE BELA NOTÍCIA! VOU ATRÁS

1 de julho de 2009 20:06  
Anonymous Anônimo said...

ô galera do "marketing estratégico" da Universal acho que a estratégia é por aí mesmo. Quem compra disco ainda é colecionador, e colecionador adora aposentar seu LP e contratar um CD.
Os consumidores "novos" vão de pirataria ou MP3 mesmo.
Só para reforçar a estratégia e ajudar vocês a ganhar ainda algum din-din:
Além do resto da discografia da Elba tem:
- o 2º solo de Zé Renato ("Luz e Mistério")
- "Muito Prazer" de Fátima Guedes
- Alceu Valença: "Cinco Sentidos", "Anjo Avesso" e "Mágico"
- Boca Livre: "Folia" e o homônimo de 1983 (que tem "Panis et Circenses")
- MPB 4 (muita coisa)
- Quarteto em Cy (idem)
- Toquinho: "Doce Vida", "Sonho Dourado" e "Coisas do Coração"
- Tunai (TODOS!)
- A série "Brasil Night Ao Vivo em Montreux"
...

... Cansei!

Esses aí, estrategistas, ainda devem render uma sobrevida, já que as "novidades" - boas ou ruins - a mocidade baixa, copia, pirateia. Duvidam ?

Vamos trabalhar e ganhar dinheiro, enquanto ainda tem emprego.

1 de julho de 2009 20:51  
Anonymous Anônimo said...

De fato, Elba e Alceu foram MESTRES em unir o urbano e o regional. É "caipira" ouvindo balada e "metropolitano" dançando ciranda, forró, xaxado, frevo e baião. Muito bão!

1 de julho de 2009 21:01  
Anonymous Anônimo said...

Ah, perdoe-me Mauro, mas esqueci e não posso ser injusto: Fagner desde o primeiro disco botou roça e cidade na mesma panela, Geraldinho é a "classe" e o lirismo do "regional" e Zé Ramalho é um porra louca que sempre trouxe suas letras "proféticas" interplanetárias acompanhadas pelos ritmos do sertão.
Bendita MPB!

1 de julho de 2009 21:05  
Anonymous Anônimo said...

Gostei do termo regionalismo POP. De fato Elba se tornou POP mas sem arredar pé de seu regionalismo nada xiita.
Daí ter se tornado universal.

1 de julho de 2009 23:25  
Anonymous Anônimo said...

E as capas, de muito bom gosto, realçavam as cores e os matizes que permearam a trajetória de Elba, quer em estudio, quer nos palcos (seu grande aliado)
Confesso que a Elba dos últimos anos me cansou um pouco, mas estes anos esfuziantes de sua carreira são inesquecíveis.

2 de julho de 2009 08:45  
Anonymous Denilson said...

Mauro,

Eu me lembro que à época a música "Nordeste Independente" teve problemas com a censura. Lembro que chegou a ter sua execução proibida.

Fiquei com essa história marcada na lembrança porque queria conhecer essa música e não podia. Ela chegou a ser retirada dos discos.

Você sabe algo sobre isso?

abração,
Denilson

2 de julho de 2009 08:49  
Anonymous jota ribeiro said...

Marinês, uma das fontes onde Elba bebeu sua agua, permaneceu cheia de energia e vitalidade por toda a sua trajetória. Parece que Elbinha, a uma certa altura, perdeu o fôlego, e virou cantora de trilha de novela. Sussurrada.
KD aquela verve que enlouqueceu de Cariri a Paris?
Dizem que a espiritualidade arrefeceu seus demônios. Então, Elbinha adoeceu do seu próprio remédio.
Comprei seu último CD que, aliado aquele com Dominguinhos, me levaram as questões que expus acima.
Saudade daquela retirante incomparável...E que energia, garotos!!!

2 de julho de 2009 09:11  
Anonymous Léo said...

A etiqueita é só por fora. As capas, contracapas e encartes foram preservados exatamente como são nos LPs originais.

Que eu saiba, "Nordeste Independente" não chegou a ser retirada do disco, mas a capa vinha com um lacre indicando que a música estava vetada à execução pública.

2 de julho de 2009 09:47  
Anonymous Denilson said...

Valeu, Léo

O tempo fez a minha memória ficar confusa em relação ao episódio com essa música.

abração,
Denilson

2 de julho de 2009 13:18  
Anonymous Anônimo said...

Elba sempre foi fogo na mistura.

2 de julho de 2009 18:31  
Anonymous Anônimo said...

Os melhores re"lançamentos" deste ano, até mesmo que o Balaio de Amor!

2 de julho de 2009 18:54  
Anonymous Anônimo said...

Só falta a BMG relançar os 3 primeiros discos (Ave de Prata, Capim do Vale e principalmente o da capa azul de 1981-ELBA).
Os fãs de Elba imploram!!

2 de julho de 2009 20:52  
Anonymous Anônimo said...

Os fãs de Elba imploram!! (2)

3 de julho de 2009 00:23  
Anonymous Anônimo said...

também quero o álbum de 81 (capa azul)

3 de julho de 2009 06:42  
Anonymous Anônimo said...

O de 81, apesar do repertório bacana, teve uma produção péssima, arranjos chapadérrimos, e Elba vinha cansada da jornada anterior. Dispensável.

3 de julho de 2009 08:21  
Anonymous Léo said...

O disco de 81 é muito bom! Uma Elba meio diferente, menos elétrica do q nos 2 discos anteriores e nos seguintes. Nem tem forró, ou músicas muito agitadas.
"Temporal", "Cajuína", "Vem (Ser Navegador)"...

Não é o melhor dela, mas merece sim uma reedição caprichada como esses 4 da Universal.

3 de julho de 2009 09:50  
Anonymous Anônimo said...

CADÊ O RESTO, UNIVERSAL ?

SONY: CADÊ OS 3 PRIMEIROS E EM EDIÇÕES DECENTES ?!

4 de julho de 2009 21:13  
Anonymous Anônimo said...

Imploramos pelo de 81.

5 de julho de 2009 11:08  
Anonymous Anônimo said...

Atenção SONY MUSIC:
Entrega os 3 primeiros discos de ELBA a Rodrigo Faour que você verá trabalho de qualidade. Encartes perfeitos e som ABSURDAMENTE IRRETOCÁVEIS. O cara é bom de verdade. Experimenta!!! Fica tudo no capricho.
E a UNIVERSAL acredito que reeditará os outros CDs dela. Afinal, tá tudo muito bacana.

Todos aguardam os 3 da Sony e o restante da Universal. Vão sair, podem acreditar.

5 de julho de 2009 11:17  

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