30 de julho de 2009

Bibi (ainda) fascina ao cantar e (re)contar Piaf

Resenha de Show
Título: Bibi Canta e Conta Piaf 25 Anos
Artista: Bibi Ferreira (em foto de Mauro Ferreira)
Local: Teatro Maison de France (RJ)
Data: 29 de julho de 2009
Cotação: * * * * *
Em cartaz no Teatro Bourbon do Country, em Porto
Alegre (RS), em 5 e 6 de agosto de 2009. R$ 60 a R$ 200

A rigor, já são 26 anos - e não 25, como diz o subtítulo do show que trouxe Bibi Ferreira de volta aos palcos cariocas em 2009 como parte da programação do Ano da França no Brasil. Afinal, a atriz encarna Edith Piaf (1915 - 1963) nos palcos desde 1983, ano em que estreou, com sucesso retumbante, a peça Piaf - A Vida de uma Estrela da Canção. O show que superlotou o teatro carioca Maison de France durante o mês de julho - e que parte para Porto Alegre (RS) no início de agosto - é um desdobramento do espetáculo original. Sem a ação dramática da peça, Bibi canta o repertório de Piaf. E o surpreendente é que, aos 87 anos de vida e 68 de teatro, a atriz ainda fascina ao voltar ao eterno repertório da grande dama da canção francesa. Com a voz lapidada ainda em surpreendente forma (por mais que nem sempre consiga reeditar a potência perpetuada no disco que registra os números musicais da peça Piaf, infelizmente fora de catálogo), Bibi se confirma em cena como senhora cantora. Assistir ao vivo o show Bibi Canta e Conta Piaf é experiência inesquecível, carregada de emoção que não está perpetuada em sua totalidade nos (excelentes) CD e DVD editados pela gravadora Biscoito Fino em 2004 com o registro ao vivo do show, feito em janeiro naquele ano com orquestra e coral adicionais no mesmo teatro Maison de France onde Bibi acaba de cumprir temporada de sucesso (na última apresentação carioca, na quarta-feira, 29 de julho, havia gente sentada nos corredores e muitos espectadores em pé - tamanha foi a procura por ingressos).

Em cartaz desde 1995, Bibi Canta e Conta Piaf salpica dados biográficos da artista francesa, ditos por Nilson Raman, com quem a intérprete faz dueto em A Quoi a Ça Sert L’Amour, um dos números finais. Enxuto, o show contabiliza 16 números - sem contar o bis, no qual Bibi repete La Vie en Rose com o coro do público - e cerca de uma hora de duração. Tempo suficiente para Bibi prender de forma absoluta a atenção do espectador. Seja nos números naturalmente mais teatrais (casos de Milord e Bravo pour le Clown), seja nos temas de maior intensidade emocional (caso de Mon Dieu). A história de Edith Piaf pode até ser contada superficialmente, mas a intérprete francesa baixa inteira no palco quando Bibi abre a boca para cantar músicas como Belle Histoire d'Amour (emendada com Hymne à L'Amour num mix arrepiante) e Padam, Padam. É justo registrar também o alto nível artístico do quarteto que divide o palco com Bibi, liderado pelo pianista e arranjador Nelson Melim, diretor musical do show. A excepcional acordeonista Irene Mutanen, em especial, contribui brilhante e decisivamente para evocar o universo de Edith Piaf, intérprete de L’Accordeoniste. Enfim, um senhor show de uma senhora atriz e cantora. Tudo já foi dito sobre Bibi Ferreira, mas nunca é demais repetir que vê-la em cena é testemunhar e saborear o talento raro de uma das maiores artistas do mundo. Bibi Ferreira é Edith Piaf!!!

14 Comments:

Blogger Mauro Ferreira said...

A rigor, já são 26 anos - e não 25, como diz o subtítulo do show que trouxe Bibi Ferreira de volta aos palcos cariocas em 2009 como parte da programação do Ano da França no Brasil. Afinal, a atriz encarna Edith Piaf (1915 - 1963) nos palcos desde 1983, ano em que estreou, com sucesso retumbante, a peça Piaf - A Vida de uma Estrela da Canção. O show que superlotou o teatro carioca Maison de France durante o mês de julho - e que parte para Porto Alegre (RS) no início de agosto - é um desdobramento do espetáculo original. Sem a ação dramática da peça, Bibi canta o repertório de Piaf. E o surpreendente é que, aos 87 anos de vida e 68 de teatro, a atriz ainda fascina ao voltar ao eterno repertório da grande dama da canção francesa. Com a voz lapidada ainda em surpreendente forma (por mais que nem sempre consiga reeditar a potência perpetuada no disco que registra os números musicais da peça Piaf, infelizmente fora de catálogo), Bibi se confirma em cena como senhora cantora. Assistir ao vivo o show Bibi Canta e Conta Piaf é experiência inesquecível, carregada de emoção que não está perpetuada em sua totalidade nos (excelentes) CD e DVD editados pela gravadora Biscoito Fino em 2004 com o registro ao vivo do show, feito em janeiro naquele ano com orquestra e coral adicionais no mesmo teatro Maison de France onde Bibi acaba de cumprir temporada de sucesso (na última apresentação carioca, na quarta-feira, 29 de agosto, havia gente sentada nos corredores e vários espectadores em pé tamanha foi a disputa por ingressos).

Em cartaz desde 1995, Bibi Canta e Conta Piaf salpica dados biográficos da artista francesa, ditos por Nilson Raman, com quem a intérprete faz dueto em A Quoi a Ça Sert L’Amour, um dos números finais. Enxuto, o show contabiliza 16 números - sem contar o bis, no qual Bibi repete La Vie en Rose com o coro do público - e cerca de uma hora de duração. Tempo suficiente para Bibi prender de forma absoluta a atenção do espectador. Seja nos números naturalmente mais teatrais (casos de Milord e Bravo pour le Clown), seja nos temas de maior intensidade emocional (caso de Mon Dieu). A história de Edith Piaf pode até ser contada superficialmente, mas a intérprete francesa baixa inteira no palco quando Bibi abre a boca para cantar músicas como Belle Histoire d'Amour (emendada com Hymne à L'Amour num mix arrepiante) e Padam, Padam. É justo registrar também o alto nível artístico do quarteto que divide o palco com Bibi, liderado pelo pianista e arranjador Nelson Melim, diretor musical do show. A excepcional acordeonista Irene Mutanen, em especial, contribui brilhante e decisivamente para evocar o universo de Edith Piaf, intérprete de L’Accordeoniste. Enfim, um senhor show de uma senhora atriz e cantora. Tudo já foi dito sobre Bibi Ferreira, mas nunca é demais repetir que vê-la em cena é testemunhar e saborear o talento raro de uma das maiores artistas do mundo. Bibi Ferreira é Edith Piaf!!!

30 de julho de 2009 00:03  
Anonymous Anônimo said...

Nossa, dá uma vontade de assistir. Pena que essas coisas não vêm à minha cidade...

30 de julho de 2009 00:04  
Anonymous Anônimo said...

Gente, a Bibi Ferreira só faz a Edith Piaf? Já vi esse espetáculo 4vezes, é a mesma coisa.Eu não suporto mais... Agora os puritanos vão dizer "que falta de delicadeza". Mas a Verdade é que não tem mais como agradar esse show.Parece os especiais do Roberto Carlos na Globo.Ela é uma grande cantora, sem dúvida, mas que saturou, saturou. Gostaria de ver a Bibi em outra coisa. Seria bacana! Depois ela merece coisas novas. E ponto! Não quero faltar com respeito ou colocar em prova o talento da artista. É apenas uma opinião...

30 de julho de 2009 01:02  
Blogger Flavio said...

Bibi é fenomenal. Aliás, adjetivos como esse soam desmedidos quando usados para a Bibi. No DVD de 2004 NÃO foi usado nenhum plugin de afinação de voz, o que está lá registrado - afinadíssimo! - é o que ela cantou. É de se perguntar: qual outro cantor teve um registro de voz ao vivo recentemente que não tenha recebido tratamento posterior de estúdio/edição? ah, e que esteja tão afinado como a Bibi está! Desconfio - quase com a certeza - de que nenhum...

30 de julho de 2009 02:04  
Anonymous Anônimo said...

Não entendo o porque dessa adoração a Bibi. Claro que ela tem o seu valor, mas não me emociona nada.

30 de julho de 2009 15:08  
Anonymous Fabiano said...

Bibi é única, não vi esse show mas confio no que o Mauro escreve. Tudo que vi dessa atriz foi divino pela presença dela.

30 de julho de 2009 17:33  
Anonymous Léo said...

Bibi Ferreira é excelente atriz e muito boa cantora. Merece todos os elogios, inclusive por ainda estar ativa e em ótima forma para seus 87 anos. Não vi esse show, mas acredito q seja realmente ótimo.

30 de julho de 2009 18:39  
Anonymous Anônimo said...

Bibi pode ser tudo, menos boa cantora! Ela é excelente atriz, uma das melhores, mas cantora??? Longe de ser!!!!

31 de julho de 2009 00:13  
Anonymous Léo said...

Sim, Bibi Ferreira também é uma boa cantora. Tem potência, afinação e um tom dramático muito característico nas interpretações. Os musicais Bibi in Concert 1 e 2 (assisti ao segundo no teatro, e o primeiro pela TV) provam isso. E as gravações da trilha da peça "Gota D'água" também.

31 de julho de 2009 09:52  
Anonymous Denilson said...

Mauro,

Há um pequeno erro de digitação no primeiro parágrafo. Onde está escrito "29 de agosto", o correto é "29 de julho".

abração,
Denilson

31 de julho de 2009 12:47  
Blogger Júlio said...

Adoro a Bibi!

Sua Piaf é um grande sucesso, natural que sempre volte aos palcos.

Sinto falta da sua magistral interpretação de Amália Rodrigues que teve presença breve em nossos palcos.

31 de julho de 2009 12:56  
Blogger Deolinda said...

Estive no Rio para ver os dois últimos espetáculos, e apesar da quarta ter sido o último dia, no de terça Bibi arrebentou e como eu conheço esse espetáculo por ter sido sua primeira produtora em 1995 e ter integrado a equipe de produção de Piaf a peça que deu origem ao show posso falar mais do que ninguém...sua interpretação de Padam e de Mon Dieu são de tirar o fôlego...
Pena que o blog seja aberto aos anônimos porque não se assumir e assumir suas posições??? Ao longo desses 26 anos Bibi fez muitas outras coisas, fez Bibi 1, Bibi 2, Brasileiro profissão esperança, Amália Rodrigues, As favas com os escrúpulos portanto Sr. Anônimo muitas outras coisas...o problema é que vira e mexe aparece alguém querendo comprar o Bibi canta e conta Piaf, é lei da oferta e da procura, as leis do mercado...ela dá ao povo aquilo que o povo quer ver...ela é maior atriz desse país e uma cantora muito muito boa, tecnicamente melhor do que muitas das nossas cantoras, com um timbre de voz e uma maneira de cantar especiais, e se o Sr, não gosta dela porque foi vê-la quatro vezes??? Agora em matéria de emoção, devo dizer-lhe uma coisa se o Sr. não se emociona com Bibi cantando Piaf é porque perdeu o bonde da história e seu coração deve ser de pedra, tem gente que se emociona ouvindo funk talvez seu caminho seja outro...
Beijos Mauro e segura os anônimos no blog eles podem ser desagradáveis porque se escondem atrás de um rótulo se tiverem que mostrar a cara não vão espinafrar um DAME do calibre de Bibi...

31 de julho de 2009 15:31  
Anonymous Anônimo said...

Deolinda,só tem uma coisa:esse blog é democrático! Vivemos em uma democracia.Vc é da época da ditadura? Opinião cada um tem a sua. Ninguém ofendeu a grande Bibi,apenas não gosto das muitas apresentações de Edith Piaf! Em nenhum momento questionei o TALENTO singular da artista.Vc é muito radical,isso não é bom para a arte em geral.Mais uma vez meu respeito ao blog e a Bibi,mas com democracia. E,abaixo o policiamento e radicalismo.Toda UNANIMIDADE é burra!!!!!!!!!

31 de julho de 2009 18:57  
Anonymous Anônimo said...

Bibi tb não me emociona. Reconheço seu talento e carisma, mas fica por aí. Não gosto de sua voz e de seus rompantes dramáticos. Respeito quem goste. Prefiro o drama sutil de uma Marlene cantando MEU GURI ou de uma Elza Soares cantando BOM DIA. Essa é mais a minha praia.

1 de agosto de 2009 00:55  

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