5 de junho de 2009

Trilha de filme sobre Simonal é mera coletânea

Enquanto se mobiliza para pôr mais uma vez em catálogo (no segundo semestre de 2009) os álbuns originais gravados por Wilson Simonal (1938 - 2000) na Odeon entre 1961 e 1971, a EMI Music fatura com o êxito do filme sobre o cantor e lança o disco com a trilha sonora do forte documentário Simonal Ninguém Sabe o Duro que Dei. Embora contenha 16 músicas ouvidas no filme, o disco com a trilha é, a rigor, similar às várias coletâneas do cantor já editadas periodicamente pela gravadora. Sem indicar a origem das faixas, o CD enfileira as gravações de País Tropical, Mamãe Passou Açúcar em mim, Vesti Azul, Tributo a Martin Luther King, Zazueira, Sá Marina, Roda e Nanã - entre outras músicas - na voz suingante do cantor. O único diferencial são fotos do acervo pessoal da família do artista, cuja obra será compilada pela Som Livre num CD duplo.

24 Comments:

Blogger Mauro Ferreira said...

Enquanto se mobiliza para pôr mais uma vez em catálogo (no segundo semestre de 2009) os álbuns originais gravados por Wilson Simonal (1938 - 2000) na Odeon entre 1961 e 1971, a EMI Music fatura com o êxito do filme sobre o cantor e lança o disco com a trilha sonora do belo documentário Simonal Ninguém Sabe o Duro que Dei. Embora contenha 16 músicas ouvidas no filme, o disco com a trilha é, a rigor, similar às várias coletâneas do cantor já editadas periodicamente pela gravadora. Sem indicar a origem das faixas, o CD enfileira as gravações de País Tropical, Mamãe Passou Açúcar em mim, Vesti Azul, Tributo a Martin Luther King, Zazueira, Sá Marina, Roda e Nanã - entre outras músicas - na voz suingante do cantor. O único diferencial são fotos do acervo pessoal da família do artista, cuja obra será compilada pela Som Livre num CD duplo.

5 de junho de 2009 23:25  
Anonymous Anônimo said...

Admiro os esforços e até acredito nas boas intenções, mas acho que é tarde demais para salvar a honra desse aí. Minha opinião ? Não tenho. Fez uma besteira que lhe trouxe talvez consequências exageradas mas que fez a besteira fez.

5 de junho de 2009 23:26  
Anonymous Anônimo said...

O artista de fato é genial - sem dúviva - mas pôs tudo a perder quando achou-se acima do bem e do mal e cometou uma baita besteira em tempos "perigosos". Pena. Mas concordo com o anônimo. É aquela velha história: "depois não adianta chorar".

6 de junho de 2009 17:37  
Anonymous Anônimo said...

Perdemos Simonal há muito tempo. E a culpa talvez não seja dele. Não vivi a época das "carteiradas" e abusos sociais, políticos e econômicos da miserável ditadura militar deste país - GRAÇAS A DEUS.
Simonal só não teve a coragem de um Caetano, um Chico, um Gil, mas será que podemos culpá-lo ? Vandré está aí - maluquinho da silva de tanto apanhar. SÓ TENHO A LAMENTAR POR TODOS AQUELES QUE PERDERAM ALGO OU ALGUÉM IMPORTANTE NAS MÃOS DOS MALDITOS MILITARES DA ÉPOCA.
É por isso que prefiro MIL VEZES a corrupção dos dias de hoje: pelo menos só se perde dinheiro. A Vida e a honra escapam.

6 de junho de 2009 17:53  
Anonymous Anônimo said...

Minha mãe - que reconheço ser um tiquinho alienada - não entende até hoje o "sumiço" de seu ídolo. Eu até tento explicar mas mesmo assim fica confuso - até para mim.

6 de junho de 2009 17:55  
Anonymous Anônimo said...

Há quem critique os que o "difamaram" e "forçaram" sua saída de cena, mas como já citaram aí, naqueles tempos "perigosos" o mínimo que se podia esperar de pessoas com caráter era tomar uma posição em um dos lados do "muro".
Simonal talvez achou que pudesse transitar pelos dois lados... ERROU feio e apenas colheu os frutos. Quem o "difamou" o fez por acreditar que qualquer contato amigável ou até mesmo de boa vizinhança com torturadores e afins NÃO TEM PERDÃO. E não tem mesmo. Hoje busca-se esquecer, dizer já passou, mas há os que até hoje sofrem pelas consequências irreparáveis daqueles malditos anos de chumbo - dos dois lados, para não ser injusto.
E que sirva como exemplo eterno: DEMOCRACIA SEMPRE! Seja Lula, seja DEM(O), seja PMDB ou "esqueçam o que escrevi". Qualquer coisa é melhor do que não poder sequer falar - e até pensar - sobre o que se acha sem correr o risco de "sumir".

6 de junho de 2009 18:06  
Anonymous Anônimo said...

Perdemos o artista em troco da pessoa. Inconsequente ? Dedo-duro ? Ingênuo ? Alienado ? NEM O FILME BATE O MARTELO. SAÍMOS DO CINEMA COM AS MESMAS DÚVIDAS COM AS QUAIS ENTRAMOS. Mas assim como o ARTISTA, o filme é muito bom.
A PESSOA ? Não sou Deus. Não cabe a mim julgar. E se tenho a minha opinião é minha, não tenho porque sair por aí destruíndo vidas e gerações. Isto aí os "milicos" já fizeram. Não vou me inspirar nessa "raça".

6 de junho de 2009 18:18  
Anonymous Anônimo said...

Pagar alguém do "meio" para linchar ex-funcionário. Que os cuidadosos comentários anteriores me desculpem, mas mereceu as consequências. E nem estou levando em conta a época, o regime ditatorial e outros atenuantes ou agravantes. Foi covarde e mau caráter. Depois quer dar uma de coitadinho. Faz favor, né ?

6 de junho de 2009 18:25  
Anonymous Anônimo said...

O artista Simonal é gênio. E quanto aos que o julgam por que não páram para pensar o que faziam na época - ou o que seus pais ou avós faziam.
Se todos tivessem sido "corajosos" e "dignos" não haveria essa geração. É fácil falar.

6 de junho de 2009 18:30  
Anonymous Anônimo said...

Seja por culpa ou omissão, pecado é pecado; erro é erro. Se Simonal pecou/errou por culpa para cada Simonal "culpado" há uns 1.000 "inocentes" omissos.

6 de junho de 2009 18:31  
Anonymous Anônimo said...

Não vivi a Ditadura Militar deste país mas só em ouvir e ler sobre o que fizeram me fez não ter um disquinho sequer de Simonal. E sou colecionador de mais de 4000 discos. NÃO MERECE MEU BOLSO NEM MEU OUVIDO. E agora que morreu querem que vire santo ou mártir. NO MEU ALTAR E NA MINHA HISTÓRIA NÃO!

6 de junho de 2009 18:39  
Anonymous Anônimo said...

Não é por nada não. Concordo com a maioria dos comentários aí. Mas porque esperar Simonal morrer para tentar justificar ou não algo ou alguma coisa que tenha feito ou não. TARDE E INJUSTO DEMAIS.

6 de junho de 2009 18:50  
Anonymous Anônimo said...

O diferencial do filme - que merece nota dez - é ser honesto, não tomar partido e deixar que cada um faça seu julgamento.
Já a trilha-sonora nas mãos da Som Livre impossível qualquer diferencial.

6 de junho de 2009 19:15  
Anonymous Anônimo said...

Muito simples anônimo. Tivemos na época o "sumiço" de muitos artistas e políticos que foram parar nos porões da ditadura. Quem sumiu com Simonal foi ele mesmo quando passou para o lado errado. Ou não passou ?

6 de junho de 2009 19:19  
Anonymous Anônimo said...

Vários artistas até hoje vivos e consagrados - alguns até gênios de nossa música - nunca foram crucificados. "Olhar, saber e fingir não ver, conhecer" é menos ruim do que "fazer e acontecer" ? Sei não. Aliás, sei sim: quiseram um bode-expiatório e sendo Simonal negro, famoso e popular em épocas que isso incomodava muita gente: PERFEITO. Que Deus o tenha e que a justiça divina o julgue. A humana comete erros atrás de erros até hoje. Sejam erros de simples cidadões comuns, sejam erros de estudados magistrados, desembargadores, ministros ou a merda que for.

6 de junho de 2009 19:29  
Anonymous Anônimo said...

Tendo dado o duro que deu - quanto a isso não discuto - deveria ter tomado cuidado para que com um único ato não amolecesse tudo. Pode não ser o culpado que dizem mas que deu motivo deu.

6 de junho de 2009 19:32  
Anonymous Anônimo said...

Não cabe a nenhum de nós julgar ninguém. Cabe a Ele e à História.
Nós ? Apenas observadores e aprendizes.

6 de junho de 2009 19:40  
Blogger Bianca said...

Impressionante como até hoje só anônimos julgam o Simonal!!! Nunca NINGUEM soube apontar um nome sequer de alguém que tenha sido prejudicado (dedurado) pelo Simonal! No entanto não faltam covardes aqui sem argumentos convincentes! Ele era bom demais pra cantar pra esse tipo de "mente pequena" e mesquinha!!!

7 de junho de 2009 16:21  
Anonymous Anônimo said...

qualquer contato amigável ou até mesmo de boa vizinhança com torturadores e afins NÃO TEM PERDÃO(2)

Pagar alguém do "meio" para linchar ex-funcionário. Que os cuidadosos comentários anteriores me desculpem, mas mereceu as conseqüências. E nem estou levando em conta a época, o regime ditatorial e outros atenuantes ou agravantes. Foi covarde e mau caráter. Depois quer dar uma de coitadinho. Faz favor, né(2)

concordo com os dois comentários acima.

o fato é que ele era tão ligado aos milicos, que quando sua carreira começou a cair e ele teve seu contrato com a odeon rescindido, os milicos mandaram um recado para andre midani na philips, sugerindo a contratação do simonal, fato que realmente aconteceu.

é só ler na biografia do midani.

8 de junho de 2009 08:52  
Anonymous Anônimo said...

Prezada Bianca, queira me perdoar, você ou a Sra. pode defender ou perdoar Simonal. Está no seu direito como a DEMOCRACIA permite. Amém. Mas não queira provas, fatos, situações vistas, analisadas, julgadas, enfim, não espere que os fatos ou "boatos" da Ditadura venham à luz como hoje acontece. Simonal se errou ou não DE FATO jamais vamos saber, mas por que, de tantos artistas ou personalidades públicas de nosso país, ele atraiu holofotes ? Onde há fumaça há fogo.

8 de junho de 2009 18:30  
Anonymous Anônimo said...

Bianca, se você viu o filme ou sabe um pouquinho da história deve admitir que UM FATO HÁ: o depoimento de seu ex-funcionário.
Se as consequências do FATO foram maiores que o motivo cabe a cada um julgar - ou não.
Mas não se pode dizer que a "polêmica" surgiu do nada.

8 de junho de 2009 18:33  
Anonymous Anônimo said...

Essa história cheira a podre até hoje e como passou-se em uma época onde não se sabia ou se tinha certeza de nada vai continuar fedendo. Só tenho duas perguntas: por que seu ex-funcionário mentiria - e até hoje - sobre a questão e por que de todos os movimentos "de esquerda" da época nenhunzinho saiu em defesa de Simonal ? I'm sorry, mas as suspeitas estão mais para o "vacilo" (para pegar leve e não ofender) do artista aí.

8 de junho de 2009 18:44  
Anonymous Anônimo said...

Alô pessoal, este é um "blog musical". Vamos levantar o astral e falar da beleza da música ou criticar as porcarias da música. Deixemos política e história para os jornais e salas de aula. Nada a haver o "climão" aqui...

8 de junho de 2009 20:46  
Anonymous Anônimo said...

Sabe o que é uma hipocrisia sem fim? Discutir a política que era feita na a época hoje, quando a maioria de nós se mostra apáticos e "apolíticos" em tantas denúncias de corrupção.
Não temos sequer a sensação do que era viver aqueles dias conhecidos como " a era de chumbo" e até mesmo quem viveu naquela época não sabe explicar bem o que acontecia.
Tornaram fantasma um homem que revolucionou a música brasileira a troco de que? Ideologia política? Maniqueismo primitivo? Acordem!
Os mesmos que lá nos idos da ditadura, que defendiam a "esquerda" ou a "direita" estão aí, espalhados em Brasília, rindo da ingenuidade de todos os brasileiros que viveram naquela (e nesta) época, roubando a torto e a direito.
Não falo dos que morreram para que tivessemos a liberdade que temos hoje, nem dos inúmeros esquecidos em covas escondidas por todo esse país. Os que, realmente, lutaram, apanharam, morreram ou foram torturados por isso.
Falo dos artistas e "exilados" que tanto se proclamaram "defensores dos direitos dos cidadãos, da liberdade de expressão e da democracia".
Basta ver o que se tornaram hoje. Uns são idolatrados por uma geração que nem ao menos entende o que suas letras significam. Outros, foram esquecidos pelos jovens, que preferem absorver a cultura homogênea americanizada. Pior mesmo são aqueles que chegaram ao poder e não fizeram nada para mudar a nossa realidade, apenas engordaram suas contas particulares.
Cadê a ideologia de outrora?
Quando se fala em Wilson Simonal, sempre se toca em política porquê trata-se de um assunto muito mais cômodo do que se falar em racismo. E essa é a maior hipocrisia de toda sua derrocada.
É mais fácil julgá-lo politicamente décadas depois do que observar o real motivo dele nunca ser perdoado por seu erro: o fato de ser negro. Pior ainda, um negro bem sucedido, famoso, malandro e "folgado".
O brasileiro ainda prefere fechar seus olhos e buscar desculpas sem fundamentos para analisar uma questão tão simples: negro no Brasil não recebe anistia.
Sinto profundamente por termos perdido um grande artista e, até mesmo, um grande homem. Um grande negro homem. Pelo menos ele, com toda a sua ousadia e pilantragem, conseguiu sair do constante papel de "subalterno" ou "coadjuvante" que, insistentemente, aparecem todos os dias na televisão.
Pagou com juros pela sua ousadia que seu contemporâneos nunca tiveram e que seu sucessores (se existem) nunca vão ter.

7 de dezembro de 2009 17:50  

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