27 de maio de 2009

Daniela pensa que a música de Roberto é axé...

Itaú Brasil Elas Cantam Roberto - Divas
Artista: Daniela Mercury
Foto: Mauro Ferreira
Cotação: * *

A eletricidade de Daniela Mercury não impediu que seu número no show Elas Cantam Roberto tivesse que ser interrompido logo após sua vivaz entrada em cena. É que o microfone estava desligado. Resolvida a questão técnica, Daniela refez o número - aliás, um dos mais equivocados do espetáculo. Como se uma das melhores músicas de Roberto Carlos, Se Você Pensa (1968), fosse um hit de axé music, a cantora surgiu em cena elétrica, dançando ao lado de dois bailarinos. Sua movimentação foi tão frenética que a música acabou em segundo plano. Como o Theatro Municipal de São Paulo não é a Praça Castro Alves (BA), Daniela não empolgou.

29 Comments:

Anonymous Miguel said...

aleluia! mauro ferreira metendo o pau na sua protegida Daniela! ela te tratou mal?

27 de maio de 2009 10:22  
Anonymous Anônimo said...

O maior equivoco é cantoras como ela fazerem parte de um projeto como este. Enfim...

Johnny

27 de maio de 2009 10:24  
Anonymous Anônimo said...

"Cantoras como ela"?
Por que o preconceito?
Ela pode ter feito uma apresentação equivocada, mas isso não a diminui como artista e ótima cantora que é!

27 de maio de 2009 11:56  
Anonymous Anônimo said...

Fiquei curioso pra ver.
Sinceramente n gostei da maneira que foi escrita, como se as músicas do Roberto Carlos fosse impecável.
Sinceramente, se ela fez algo novo, axé, ponto pra ela. Só não aguentaria ver uma simples versão de voz ou violão, que na maioria das vezes sempre dá certo.
Esse é risco de ser artista.

27 de maio de 2009 12:23  
Anonymous Anônimo said...

Desculpem-me... mas eu a acho, junto com Ivete e C Leite, dançarinas que cantam... fora de contexto....

27 de maio de 2009 13:35  
Anonymous Anônimo said...

Daniela é patética.. muito acelerada.. deixa ela no trio elétrico. Municipal é MUCHO!!!

27 de maio de 2009 15:05  
Anonymous Anônimo said...

O trio do Axé não tinha nada que estra lá.Mas a Globo quer.Tem que ir.Aí acontece isso.O Municipal é lugar de grandes cantoras de música de qualidade.

27 de maio de 2009 17:34  
Anonymous Léo said...

"Ela pode ter feito uma apresentação equivocada, mas isso não a diminui como artista e ótima cantora que é!"

Concordo.
E tenho certeza que muita gente q está criticando nem assistiu. Portanto, não têm como emitir opinião própria.

27 de maio de 2009 18:27  
Anonymous Anônimo said...

Até hoje não compreendo o preconceito com o axé. As pessoas o julgam como um ritímo menor. Não é! O grande problema ou não é a dimensão que este som tomor. Como se o popular devesse ser menosprezado. O verdadeiro axé vem do canto negro, da cultura afro-brasileira e atualmente há grande inserções de diversos ritímo nele, a prova central disso é a Daniela. Não estou aqui para comentar sobre esta, mas fico incomodado quando colocam uma bossa nova que tem um barquinho como personagem principal ou um "idiota" que fica quenbrando discos na MTV dizendo que rcok é o melhor. Não gostar é uma coisa, mas menosprezar sem mesmo tentar conhecer de onde vem o som, a proposta artística é outra coisa. Não estou falando do axé estilo Asa de Águia e ou Chiclete com banana, respeito quem gosto, mas não oferecem nada para o conceito axé. Falo da Timbalada, Carlinhos Brow, Ivete (em alguns casos) e a Daniela. Busquem da Daniela as gravações que ela fez com Lenine, as inserções do Ramiro Mussoto, a mistura do canto afro com o pop, a exaltação do samba de roda. Daí vc poderá falar de axé.

28 de maio de 2009 07:24  
Anonymous Diego said...

você queria o que Mauro? um momento " susan boyle ", claro que não, Daniela, assim como Ivete e o clone Claudia leitte, não acrescentam em nada na musica brasileira. Estas servem para entreter o público, como um bobo da corte. E outra discordo totalmente do anônimo ai de cima que disse que a Daniela e a Ivete representam o verdadeiro axé. Axé de verdade meu filho, nasceu do Olodum e outros blocos afros da Bahia como Ilê ayê. A unica que chega perto desse axé genuino é a Margareth Menezes que corre por fora com sua música mais voltada para o resgate da sonoridade afro-brasileira, sem aderir a moda de cantora comercial.

28 de maio de 2009 13:59  
Anonymous Anônimo said...

Daniela com sua vozinha chata e seus passos de bailarina de ladeira-do-pelô já cansaram faz é tempo.... isso quando ela não inventa de discussar sobre "eu, como embaixadora da Unicef, o semi-árido, as mulheres negras, as crianças abandonadas, etc." ô mulherzinha sem graça. Devería se restringir ao trio elétrico e nos poupar desse constrangimento que é vê-la (tentando) cantar...

A propósito, Mauro Ferreira criticando a insupórtável e indefectível Daniela Mercury? É de se estranhar realmente... ele adora essas coisas folclóricas e "para gringo ver e ouvir" que Daniela adora fazer (mal)...


Beijos!

28 de maio de 2009 14:56  
Anonymous Léo said...

"Axé de verdade meu filho, nasceu do Olodum e outros blocos afros da Bahia como Ilê ayê."

Essa é justamente a base do trabalho da Daniela, desde o início. Quem conhece REALMENTE, sabe.

Criticar sem conhecimento é triste...

28 de maio de 2009 18:04  
Anonymous Diogo ! said...

Verdade,foi tão frenética que a música acabou em segundo plano. Mas empolgou sim ...

28 de maio de 2009 19:31  
Anonymous Lucca D. said...

De uns tempos pra cá realmente a voz de Daniela vem adquirindo um timbre meio chato, ví a apresentação dela ao vivo e achei muito fanha, a voz ao vivo parece que piora. Ela precisa se reciclar, voltar a fazer o que faz bem - que é o axé, pois ela pode até atirar pra tudo que é lado, mas a única coisa que faz que preste é axé meso, vide o fracasso do lamentável projeto "Clássica" aonde ela conseguiu assassinar clássicos da MPB - e mostrar que que ainda pode nos surpreender.

Nesse show a achei bem ruinzinha. Não só eu mas todos os que foram comigo, mas sabemos que ela pode fazer melhor e torcemos por isso.

Lucca D.

28 de maio de 2009 20:42  
Anonymous Diego said...

Caro léo, conheço até mais que você, quando Daniela estourou no país em 92, o samba regaee,já existia, restrito somente na Bahia acerca de uns 8 anos antes. antes dela já havia o olodum com "ladeira do pêlo", Margareth com "faraó", enfim. Realmente foi ela que expandiu e levou ao conhecimento do resto do país essa soronidade. PORÉM hoje e já ha um bom tempo não é a Daniela a representante deste segmento. Desde que a mesma perdeu sua idêntidade e resolveu bancar uma de cantora cool. Então amigo, seja fã mais não seja cego! Abraço!

28 de maio de 2009 21:24  
Anonymous Léo said...

Caro Diego, se vc realmente conhece os trabalhos mais recentes de Daniela ("Balé Mulato" - CD e DVD, e "Baile Barroco" - DVD), deve saber q o samba-reggae e os ritmos afro-baianos continuam muito presentes no q ela faz. Obviamente ela não se restringe a isso (como nunca se restringiu), mas dizer que ela não representa mais esse segmento, e se tranformou numa cantora "cool" (Daniela Mercury "cool" ????), parece falta de conhecimento sim.

28 de maio de 2009 21:47  
Anonymous Diego said...

Acho que você não entendeu meu comentário. o termo " representa" refere-se ao ambito LEGÍTIMO, ou seja, representantes tem várias como ela e até a propria Ivete. O que ela fez foi apenas apropriar-se de um gênero que já existia. Entretanto depois de se firmar, a moça que bradava " a cor dessa cidade sou eu" resolveu assumir diverssas facetas: uma hora seria uma versão de Elis Regina, gritada e um pouco desafinada, outra, a moça do barzinho, ainda outra uma cantora "Cluber", mais ainda, uma Madonna Sulamericana, e por fim quando digo "cool" falo de querer assumir uma estética de atitude, comportamento e estilo( que ela não têm). Brother,acorda! o talento de Daniela Mercury se restringe a ser a eterna Musa do trio elétrico. Isso sim ela sabe fazer como ninguém. Abração.

29 de maio de 2009 11:32  
Blogger Fernando Dasilva said...

"Ela pode ter feito uma apresentação equivocada, mas isso não a diminui como artista e ótima cantora que é!"

"Até hoje não compreendo o preconceito com o axé. As pessoas o julgam como um ritímo menor. Não é! O grande problema ou não é a dimensão que este som tomor. Como se o popular devesse ser menosprezado. O verdadeiro axé vem do canto negro, da cultura afro-brasileira e atualmente há grande inserções de diversos ritímo nele, a prova central disso é a Daniela. Não estou aqui para comentar sobre esta, mas fico incomodado quando colocam uma bossa nova que tem um barquinho como personagem principal ou um "idiota" que fica quenbrando discos na MTV dizendo que rcok é o melhor. Não gostar é uma coisa, mas menosprezar sem mesmo tentar conhecer de onde vem o som, a proposta artística é outra coisa. Não estou falando do axé estilo Asa de Águia e ou Chiclete com banana, respeito quem gosto, mas não oferecem nada para o conceito axé. Falo da Timbalada, Carlinhos Brow, Ivete (em alguns casos) e a Daniela. Busquem da Daniela as gravações que ela fez com Lenine, as inserções do Ramiro Mussoto, a mistura do canto afro com o pop, a exaltação do samba de roda. Daí vc poderá falar de axé."

Muito bem dito.

Acrescento que para se dizer o que eh realmente AXE precisa-se vivenciar isso em todos os sentidos, no sentido ritmico do termo, de estilo de vida e religioso. Alguem que ja tenha dancado para os Orixas, que ja presenciou festas de terreiro. que ja se deixou levar pelo som de Rum, Pi e Le sabe e conhece e pode identificar o que vem a ser AXE DE RAIZ.
Todos os artistas citados conhecem AXE muito melhor do que qualquer jornalista, qualquer estudante ou pesquisador musical.

29 de maio de 2009 13:08  
Anonymous Anônimo said...

Diego, cara você escreve bem pra caramba! assino em baixo de teus comentarios. sobre a opinião dos outros ai em cima.... esse pessoal defende suas preferencias musicais, mais não fundamenta com precisão o seu ponto de vista. Ponto pra você.

29 de maio de 2009 14:12  
Anonymous Léo said...

"Brother,acorda! o talento de Daniela Mercury se restringe a ser a eterna Musa do trio elétrico"

Diego, essa é simplesmente a TUA opinião, não é? Posso garantir q nem todos pensam assim. Querer impôr teu gosto pessoal ao resto do mundo só pode ser brincadeira... Acorde você!

De vez em quando aparecem por aqui uns donos da verdade absoluta do universo... Eu hein!

29 de maio de 2009 16:05  
Anonymous Léo said...

"Entretanto depois de se firmar, a moça que bradava " a cor dessa cidade sou eu" resolveu assumir diverssas facetas"

Daniela é uma artista q eu NUNCA se limitou a um só estilo. Eu vejo de forma muito positiva ela assumir essas diversas facetas, porém sempre mantendo a música baiana de qualidade como a base de tudo. Se ela se limitasse ao samba reggae e ao trio elétrico, as críticas seriam as mesmas feitas a Ivete Sangalo: só se repete, não ousa, não muda, não inova...

Ou seja, quando o intuito é simplesmente criticar, usa-se qualquer coisa como pretexto, até mesmo algo positivo como a ousadia e a inquietação artística - coisas q Daniela sempre teve, desde os primeiro discos.

29 de maio de 2009 16:24  
Anonymous Diego said...

Léo, não vamos aqui entrar na esfera do gosto pessoal.Em parte, Acho interessante a carreira da Daniela; suas tentativas de sempre ousar e tentar não se limitar ao pequeno mundo simplório do Axé. È louvavel quando o artista se reinventa, até por questão de "sobrevivencia" no cenário musical. Mais, olhando de fora - esqueça que é fã - no caso dela, todas as suas tentativas foram mal sucecedidas, porque simplesmente ela é uma cantora de samba regaee, axé, e tudo o que é relacionado ao misticismo baiano - não passa disso, e só. Até ai tudo bem, vide Margareth Menezes que hoje se tornou uma cantora cult. Mais Daniela peca, peca quando de uma forma ou outra cede ao mercado, gravando musicas comerciais, para um público comercial e descartavel, tentando fazer o público das micaretas lembrar que ela ainda existe e é a rainha. Eu não preciso nem dizer quais são as musicas, pois você deve saber decorado. Essas suas escorredelas de ceder ao marketing, me faz tirar-lhe todo o crédito de Cantora séria, comprometida com as causas dos negros refletindo em sua musica. Quanto a Balé Mulato, realmente é lindo, só que esse disco foi uma resposta sofisticada de dizer ao público da musica afro-pop baiana " Ei, o axé de verdade é esse, não percam tempo com a Ivete Sangalo" realmente isso é verdade, mais seria coerente se a mesma, de vez em quando, não caisse na armadilha de se igualá a sua conterrânea. E outra, ela só voltou à sua sintese quando viu que o Axé voltou ao topo com Ivete Sangalo. Por acaso você Lembra em 2001, onde o axé estava em declínio, o lixo que tinha se tornado, e aonde a Daniela estava? no Exterior, e aqui no Brasil? lançava "Sou de qualquer lugar" onde estava mais para Jenifer lopez - esteticamente e musicalmente falando - doque para aquela Daniela que defendia e cantava com tanta veémencia a negritude e o carnaval. Conclusão que: Admire o artista, defenda seu ponto de vista - não de forma cega, mais sim, sabendo que artistas ERRAM, dão bolas- fora e as vezez nos decepcionam.

29 de maio de 2009 18:03  
Anonymous Diego said...

E mais..... se suas tentativas de querer ser a nova Elis, a Madonna brasileira, dentre outras...tivessem dado certo...concerteza amigo, Balé Mulato não teria existido e talvez não estariamos, hoje, debatendo sobre isso. Um forte Abraço, e achei bacana trocar ideia contigo.

29 de maio de 2009 18:12  
Anonymous Léo said...

Diego, não sou fã de todas as invenções de Daniela. Não gosto, por exemplo, quando ela vem de música eletrônica. Já o "Clássica" e "Sou de qualquer lugar" achei ótimos e muito ousados. Ela poderia ceder ao axé de baixo nível (como Ivete) para se manter no topo. Seria um caminho muito mais fácil. Mas essa diversidade (que vc chama de "tentativas") é justamente o diferencial q torna o trabalho dela mais rico do q os outros cantores e bandas da Bahia.

Vc deve lembrar q ela levou uma vaia quando apareceu cantando música eletrônica no carnaval, pela primeira vez. Se fosse simplesmente uma "tentativa", não teria porque seguir adiante com isso. Mas seguiu, e ainda q eu considere dispensável esssa faceta dela, acho mais interessante essas ousadias do q se acomodar no axé bagaceiro para agradar ao povão. "Prefiro ser esdrúxula do que previsível", ela disse uma vez.

E mais: Chamando isso de "querer ser nova Elis" ou "Madonna brasileira", é como se ela não pudesse sair por algum período do seu estilo básico, pois isso representaria necessariamente uma mudança definitiva. E se depois ela parte para um outro projeto paralelo, é pq a tentativa anterior não deu certo. Sinceramente, duvido muito que Daniela tivesse a intenção abandonar o axé e se tornar uma cantora de MPB tradicional ao lançar o "Clássica". Sempre vi esse trabalho como um projeto paralelo (que inclusive ela apresenta até hoje, eventualmente, em teatros). E "Sou de qualquer lugar" foi um trabalho super arriscado, onde ela poderia perder parte do seu público, q possivelmente esperava um CD de axé. Talvez até tenha perdido, mas com certeza ganhou outros admiradores.

Ok Diego, nosso debate foi interessante. Mas lembre-se que se vc acha q o talento dela se restringe ao trio elétrico, ninguém precisa "acordar" só pq discorda de vc. Abraços.

29 de maio de 2009 22:45  
Anonymous Anônimo said...

A interpretação de Daniela foi inovadora, pulsante e original. Foi uma das poucas que naõ foi brega.

1 de junho de 2009 01:25  
Anonymous Anônimo said...

Achei a participação de Daniela e Marina muito boa, as outras só sabem gritar e são cafonas

1 de junho de 2009 01:27  
Anonymous Anônimo said...

EU DUVIDO QUE ALGUEM AQUI OUVIU BALE MULATO PRA ESTAR PONDO A CREDIBILIDADE DA DANIELA MERCURY EM JOGO.

1 de junho de 2009 19:17  
Anonymous Anônimo said...

Bem, eu ainda acho melhor ouvir axé music seja lá em que corrente for (samba-reggae, pop, trio, etc) do que ouvir música eletrônica e Djs sendo elevados à condição de artistas.
Nâo sou fã de Daniela, e não gostei da performance dela, mas não há como negar a competência vocal dela e de Ivete Sangalo. Não são dançarinas que cantam não.
Estudo canto e posso assegurar que cantar MPB é muito mais fácil.

7 de outubro de 2009 23:19  
Anonymous Anônimo said...

Tristes comentarios, Daniela é uma artista completa e reconhecida mundialmente, a versatilidade musical dela chega a ser ousada, canta rock, samba. reggae, axé, frevo, com a mesma qualidade e competencia.Sinto muito, mas acho que critico nao deveria ter gosto musical, pois atrapalha a compreensão das coisas, leia-se contexto cultural, historia da musica, como pode julgar algo que nao conhece.

16 de fevereiro de 2010 17:53  

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