24 de março de 2009

'Cheiro de Mato' chega ao CD cheio de omissões

Um dos mais bonitos títulos da discografia coesa da violonista Rosinha de Valença (1941 - 2004), lançado em 1976 pela gravadora Odeon, o ruralista Cheiro de Mato ganha sua primeira reedição em CD em série da EMI Music que traz dez títulos para o formato digital, mas peca pela ausência total de informações. Cheiro de Mato, por exemplo, omite a participação de Miúcha na faixa Cabocla Jurema e tampouco relaciona os nomes dos músicos (Sivuca, Jamil Joanes, Copinha, Perinho Albuquerque e João Donato, entre outros virtuoses) e arranjadores (Francis Hime, Chiquinho Braga e Célia Vaz) que deram forma a músicas como Os Grilos São Astros, Madrinha Lua e Usina de Prata. Cheiro de Mato foi um dos discos em que a violonista Rosinha de Valença se aventurou como cantora e serviu de base para o tributo prestado à artista por Maria Bethânia no belo disco Namorando a Rosa (2005). É pena que o desleixo dessa coleção produzida por Thiago Marques Luiz desvalorize a reedição do disco da saudosa Rosinha.

12 Comments:

Blogger Mauro Ferreira said...

Um dos mais bonitos títulos da discografia coesa da violonista Rosinha de Valença (1941 - 2004), lançado em 1976 pela gravadora Odeon, o ruralista Cheiro de Mato ganha sua primeira reedição em CD em série da EMI Music que traz dez títulos para o formato digital, mas peca pela ausência total de informações. Cheiro de Mato, por exemplo, omite a participação de Miúcha na faixa Cabocla Jurema e tampouco relaciona os nomes dos músicos (Sivuca, Jamil Joanes, Copinha, Perinho Albuquerque e João Donato, entre outros virtuoses) e arranjadores (Francis Hime, Chiquinho Braga e Célia Vaz) que deram forma a músicas como Os Grilos São Astros, Madrinha Lua e Usina de Prata. Cheiro de Mato foi um dos discos em que a violonista Rosinha de Valença se aventurou como cantora e serviu de base para o tributo prestado à artista por Maria Bethânia no belo disco Namorando a Rosa (2005). É pena que o desleixo dessa coleção produzida por Thiago Marques Luiz desvalorize a reedição do disco da saudosa Rosinha.

24 de março de 2009 10:10  
Anonymous Anônimo said...

Quais são os outros da série, Mauro? Por favor, nos informe! Poderia ter um Pandeiro e Viola, um Pra Seu Governo, um Canto por um novo dia,... Eu ficaria mais contente! Abs,

Marcelo Barbosa - Brasília (DF)

PS: Foram lançados em séries 2 em 1 etc mas eu gostaria de obtê-los no formato original, bonito, com encarte, letras etc

24 de março de 2009 10:13  
Anonymous Anônimo said...

Uma pena a reedição ter esses pecados.
É um disco ímpar. Dá para ouvir direto. A voz pequena de Rosinha quando canta que os grilos são astros é tudo de bom.

Carioca da Piedade, no tempo em que haviam mais chácaras nos subúrbios e os grilos e cigarras eram astros.

24 de março de 2009 14:31  
Blogger THIAGO said...

Mauro, todas as capas originais dos LPs e respectivos encartes foram enviados para a EMI que optou por NÃO REPRODUZIR os encartes, que continham todas essas informações que você como crítico sente falta, por questões de custos. Não é só o disco da Rosinha que saiu sem informações desse tipo (o disco do Taiguara também continha na sua versão em LP um encarte excelente). Um outro detalhe que você desconhece é que essa coleção está há mais de 2 anos esperando para ser lançada e que dos 50 títulos selecionados, após muita insistência da minha parte, a EMI resolveu lançar apenas esses 10 títulos.
Acredito que "desleixo" é não relançar obras como esta.

Thiago Marques Luiz.

24 de março de 2009 15:13  
Blogger Mauro Ferreira said...

Thiago, acredito que, se dependesse de você, as reedições não chegariam às lojas da forma infeliz que chegaram. No entanto, no meu ofício de crítico, cabe avaliar o produto que chega às minhas mãos. E quem assina a coleção é você.

Sorry, mas não sou partidário da opinião de que é melhor lançar de qualquer jeito do que não lançar. Acho que o consumidor de disco que vai à loja e compra um CD merece respeito, sobretudo numa época em que a grande maioria baixa ilegalmente álbuns e músicas na rede. Erros graves de revisão como o do disco de Beth Carvalho - ao qual vou me referir em futuro post - são indícios de falta de capricho (sei que não da sua parte, mas a série é sua). O capricho que sobrou na caixa de Simone recém-lançada pela mesma EMI.

24 de março de 2009 15:42  
Anonymous Bullzie said...

A Emi nunca gostou de reproduzir encartes em seus relançamentos. Nem na Odeon 100 anos lançada em 2002, que foi uma grande coleção. Uma pena que o acervo da saudosa Odeon esteja sendo tratado assim

Mauro, já não dá mais o Marcelo, em tudo que é tópico, ficar falando da Beth. É legal ser fã, mas em todo topico ficar comentando e falando dela é demais!

24 de março de 2009 16:02  
Anonymous Anônimo said...

Ah, são esses?! Achava que fossem outros! Já adquiri o meu da Beth e do João! Ambos, muito bons! Que venham outros títulos desses dois grandes cantores. Abs e por favor Thiago, nos brinde cada vez mais com essas raridades. Abs,

Marcelo Barbosa - Brasília (DF)

24 de março de 2009 16:02  
Anonymous Anônimo said...

É fogo, por isso que a Biscoito Fino tem tantos fãs.
Mesmo não sendo um defensor da BF, tenho que admitir que dificilmente sairia algo assim.
Se é pra sair que saia bem. Caso contrario fique sem lançar.
Mas isso é resquicio de uma época em que nem o vinil era de boa qualidade (os da odeon, por acaso sempre foram de boa qualidade).
Viva Kuarup, BF e as boas do ramo

Carioca da Piedade

24 de março de 2009 16:15  
Anonymous OLIVEIRA said...

Estou entre a cruz e a espada. Estes relançamentos de raridades - em especial os de Beth, Rosinha, Alaíde e Taiguara SÃO ESSENCIAIS SIM.
Mas também concordo que colecionador - que é quem ainda compra CD e desse nível (para tirar dos trilhos o CD "do momento") - MERECE O RESPEITO CITADO POR MAURO, já que colecionador não ouve apenas as músicas, "ouve" o disco inteiro, mesmo quando não está ouvindo. Deu para entender ?

24 de março de 2009 19:16  
Anonymous Anônimo said...

Fiquei louco quando ouvi este cd da Rosinha! Lirismo, delicadeza. A remasterização deixou o som claro e "pra cima". Espero ainda um dia poder ouvir os discos que ela lançou na Elenco nos anos 60 e continuam inéditos aqui pra nós (não no Japão, é claro, pra quem pode pagar 40 dólares por título). Só estranhei a ausência de encarte e informações adicionais (quem tocou em cada faixa, etc). Parabéns ao Thiago, espero que a EMI ainda edite os 50 títulos selecionados.
Telmo

24 de março de 2009 20:08  
Anonymous Anônimo said...

Não se pode contrariar um produtor pelo visto... Concordo com o Mauro. É melhor ficar na lembrança do vinil do que lançar algo tão mal acabado do jeito que foi. Thiago Marques, não entendo a sua visão a respeito desse tema, logo você , um produtor, não se importar com detalhes tão importantes como esses???

30 de março de 2009 11:36  
Anonymous Anônimo said...

Mauro sempre entro no seu blog para me informar sobre os lançamentos ,sobre musica etc ...
e tenho começado a me incomodar com as criticas sobre esse produtor Thiago marques ,penso que ele é um exelente produtor executivo,organizador de repertorio ,projetos graficos ,entendido em historia da mpb etc...mas as vezes me deparo com ele se intitulando produtor musical isso me incomoda ,vou explicr porque .
ouvi um disco que ele produziu Caubi canta roberto .
a intençao foi otima mas musicalmente horrivel os arranjos ,o audio, um amadorismo de péssimo gosto, se nao fosse o Caubi cantando Roberto carlos era lixo na certa ,fui a um show no ibirapuera que ele produziu sobre Ataulfu alves .HORRIVEL nem show de calouros é tao ruim ,uma banda que nao sabia tocar samba ,horrivel !
se ele nao se cercar de bons musicos a carreira dele como ''produtor musical "" para mim ja acabou .
mas ele tem otimas ideias sobre musica brasileira uma pena que queira abraçar o mundo .Sergio oliveira

2 de abril de 2010 16:34  

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