Resenha de CDTítulo: Beauty & Crime
Artista: Suzanne Vega
Gravadora: Blue Note
/ EMI Music
Cotação: * *
Há 20 anos, Suzanne Vega dominava as paradas com Luka. A sensível canção sobre uma criança que sofria abusos projetou o seu nome e seu álbum de estréia, Solitude Standing (1987). De lá para cá, Vega nunca mais bisou aquele êxito inicial. E vai ser difícil mudar esse panorama com Beauty & Crime, disco irregular que marca sua estréia no selo Blue Note após seis anos de afastamento do mercado fonográfico. O CD já está saindo no Brasil, embora o lançamento, nos EUA, esteja agendado para 17 de julho.
Vega retorna com álbum conceitual sobre Nova York, produzido por Jimmy Hogarth. Se a artista ainda parece ter o que dizer, sua inspiração melódica já se mostra mais rarefeita. Não se detecta uma linda canção no disco, ainda que Zephyr & I e New York Is a Woman (tema que lembra a atmosfera dos primeiros trabalhos de Vega) se destaquem no irregular repertório. O que pouco soma são as (triviais) programações eletrônicas embutidas em músicas como Ludlow Street e Pornographer's Dream, pois parecem pôr em segundo plano o discurso sensível de uma artista que, no caso, sempre se sustentou mais pelas letras do que pelas músicas em si.
concordo, nem todo artista precisa de programação eletrônica
ResponderExcluirBons tempos aqueles (90's) em que as rádios tocavam Suzanne Vega e esse tipo de música, brasileira ou estrangeira, bem mais rica e interessante!
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